Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2014
Devemos viver no presente ou precisamos de contemplar o passado?

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Gestão da dor e do conflito: Devemos viver no presente ou precisamos de contemplar o passado?

 

Durante os momentos mais atribulados do devir, optar por viver no momento presente, pode revelar-se uma excelente escolha. Reduz e atenua a intensidade dos pensamentos bizarros e o estado de alerta excessivo (medo); lixo toxico e inútil.

 

Diante a adversidade, da dor, do conflito, da impotência, quando tudo o resto falha, após múltiplas tentativas sem sucesso para encontrar a solução ou o alívio imediato, resta-nos concentrar todas as nossas competências cognitivas, emocionais e espirituais no momento presente – aqui-e-agora.

 

Viver no presente não significa ignorar os problemas, ser irresponsável ou revelar falta de determinação. Significa perspectivar, seleccionar e optar pelos pensamentos construtivos aumentando assim o leque de escolhas viaveis e positivas.

 

Estamos a cismar sobre aquilo que devíamos ou tínhamos ter feito? Com que frequência você utiliza as palavras; 1. devia ou 2. tinha, sem que obtenha um resultado esclarecedor ou apaziguador sobre o problema? Isto é, você utiliza o devia e o tinha somente para se punir ou castigar? Se a resposta é sim, opte concentrar o pensamento no aqui-e-agora.

 

Se você está a atravessar uma fase dolorosa da sua vida e após sucessivas tentativas para modificar a situação falharem, quando não restarem mais opções, especular sobre o passado ou futuro é uma perda de tempo e energia. Opte por viver um dia de cada vez, aqui-e-agora.

 

 



publicado por João Alexandre Rodrigues às 10:56
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Sexta-feira, 28 de Novembro de 2014
Sou mãe de um adicto

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“Sou a mãe de um adicto*” por dfdwilkins

 

Ser mãe de um adicto não é a mesma coisa que ser mãe de um filho com cancro, diabetes ou VIH.

Ser mãe de um adicto não é a mesma coisa que ser mãe de um filho que serve o seu país no estrangeiro com honra.

Ser mãe de um adicto não é a mesma coisa que ser mãe de um filho que já não vive em casa, é chorado e lembrado todos os dias, pelos seus entes queridos

 

Sou a mãe de um adicto

Não existem maratonas, campanhas de angariação de fundos ou campanhas de sensibilização com pessoas bonitas e famosas sobre os efeitos trágicos desta doença

Não existem bandeiras hasteadas ou pulseiras coloridas que sirvam para reconhecer, orgulhosamente, as acções do meu filho

Só existem lagrimas, gritos silenciosos e angustia quando alguém bater à porta ou através de uma chamada telefónica com uma notícia trágica de algo que possa ter acontecido ao meu filho

 

Sou a mãe de um adicto

Vejo o meu filho todos os dias, mas não estou feliz, embora ache, com um certa dose de alívio, que a melhor maneira de o ajudar, não é querer controlar, pelo contrário, é deixar que ele tenha a sua própria vida e aprenda com as consequências das suas decisões

Quando oiço aquilo que ele diz, antecipo com medo e preocupação o futuro do meu filho, apesar de tudo, ainda tenho uma réstia de esperança

Quando olho para o meu filho, questiono-me se algum dia irei voltar a ter uma relação de confiança com ele, abraça-lo ou em último caso, se irei voltar a vê-lo outra vez

 

 

 



publicado por João Alexandre Rodrigues às 12:10
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Sexta-feira, 24 de Outubro de 2014
O poder da palavra

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Bom dia Caro João Alexandre.

Regra do silêncio.

Chamo-me Maria José, tenho 40 anos, sou alcoólica (adicta) e estou em recuperação há 13 meses após internamento de 5 semanas e frequento as salas de Alcoólicos Anónimos (1) (AA).

 

A regra do silêncio reinou entre o meu ex. marido e eu durante todos os anos do meu consumo - quase 20 - e estendeu-se ao início da minha recuperação.

 

Foi sempre um acordo mútuo entre os dois. Eu acreditava que era uma componente do amor e um factor de protecção. Portanto, acreditava que era algo de positivo entre nós. Sentia muita gratidão pelo meu marido manter este segredo.

 

Conseguíamos, mais ou menos, esconder os meus consumos. Nos últimos anos, passei a beber de forma solitária, nunca ficava bêbeda, era discreta nas compras. O meu marido jurava que ninguém sabia, a preocupação era a família dele que desde a nossa falência nos ajudava financeiramente, assim como também se ocupava da nossa filha, de tenra idade, nenhum de nós trabalhava.

 

Oficialmente, eu estava doente e dependente das benzodiazepinas (2), que também era verdade. Por dia, tomava duas boas dezenas de comprimidos juntamente com o álcool. Não para me "drogar" ou me sentir "bem", nunca senti esse efeito. Fazia-o para me acalmar, buscava o efeito terapêutico, que não sentia, tal era a tolerância que já lhes tinha ganho. Na realidade, não podia passar sem elas.

 

 



publicado por João Alexandre Rodrigues às 11:19
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Sexta-feira, 17 de Outubro de 2014
O que é o AMOR?

 



publicado por João Alexandre Rodrigues às 11:01
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Sexta-feira, 3 de Outubro de 2014
200.000 Recuperar é que está a dar

Bem haja. Ultrapassamos os 200.000 visitantes do blogue. Isso significa que estamos no bom caminho contra o estigma, a negação e a vergonha associados aos comportamentos adictivos. É possivel recuperar.



publicado por João Alexandre Rodrigues às 09:49
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Acerca de mim
João Alexandre Rodrigues
Conselheiro de Comportamentos Adictivos (Addiction Counselor - Art of Counseling) desde 1993. Conselheiro Certificado em Abuso de Drogas e Álcool. Formação em Inglaterra (Farm Place e Broadway Lodge) e EUA (Hazelden Foundation).

Marcação directa de consultas: Tm 91 488 5546
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Sabia que para Recuperar das Dependencias pode fazê-lo atraves das consultas online e assim evitar confusões de transito, perda de tempo em viagens e despesas extras? Se optar por esta modalidade pode enviar um email para joaoalexx@sapo.pt e solicitar toda informação. Estou disponivel para ajudar.
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Aqui-e-agora
Sentimentos - Remorso, culpa, perda, frustração, ressentimento. Como reagimos perante o sofrimento, a médio e a longo prazo? De que forma a dor interfere nas características da nossa personalidade? Ao longo da vida, atravessamos algumas experiências dolorosas, inevitavelmente, elas deixam marcas que não podem ser apagadas. Apesar do sofrimento, não permita que as suas emoções dolorosas se sobreponham aos seus ideais. A dor do passado pode ser «reciclada» e proporcionar-lhe um propósito resiliente, ao invés de gerar mais amargura (ego dorido e pena de si proprio), gera coragem para seguir em frente. Após a morte do meu pai, tornei-me num homem
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