Quarta-feira, 9 de Maio de 2012
O problema por Dan Keding

O problema

"Era uma vez um lavrador. Embora trabalhasse noite e dia, nunca conseguia deixar de ser pobre. De cada vez que começava a sentir que estava a tirar o melhor partido de uma situação, tudo acabava sempre por falhar. Se num ano havia seca, no outro havia cheia. Se num ano os rebanhos adoeciam, no ano seguinte os lobos dizimavam-nos. Se num ano o preço do cereal descia, no ano seguinte o rei subia os impostos.

Certo dia, o lavrador estava sentado num tronco, cabisbaixo e desesperado. De repente, apareceu uma estranha e grotesca criatura a dançar, a cantar e a rir à volta do lavrador. Os pelos que lhe cobriam o corpo estavam emaranhados, os olhos selvagens faiscavam e tinha os dentes pretos. O cheiro que exalava quase fez o lavrador chorar.

— Quem és tu?

— Eu, bom homem, sou o teu problema. Só passei por aqui para ter a certeza de que eras o mais infeliz possível!

— Monstro! Então é por tua causa que nunca coisa alguma me corre bem?

— Pois é! Eu sou o teu azar, a tua desgraça. Sem mim, serias um homem com sorte.

Rápido como o vento, o pobre homem agarrou o seu problema pelo pescoço e amarrou-o com cordas fortes. Em seguida, abriu uma cova bem funda e atirou a sua desgraça lá para dentro. Tapou-a com pedras e regressou a casa.

No dia seguinte, a sorte começou a mudar. As ovelhas deram à luz gémeos, as vacas começaram a dar duas vezes mais leite, as culturas cresciam mais depressa e mais alto do que nunca, e as árvores estavam carregadas de frutos. Todos os comerciantes queriam comprar os seus produtos e toda a gente vinha adquirir os seus legumes, frutos e animais. Em poucas semanas, o homem, que fora tão pobre, estava rico.

O lavrador tinha um vizinho que habitualmente era bem-sucedido. Este homem rico sempre olhara com desdém para o lavrador e ridicularizara o seu trabalho. Agora via que o lavrador estava quase tão rico como ele e, ainda por cima, em tão pouco tempo. Um dia, não conseguiu aguentar mais a curiosidade e foi visitá-lo.

— Parabéns, vizinho, pela sua recente boa sorte. Devo dizer que estou admirado com a rapidez com que conseguiu fazer prosperar esta quinta. Qual é o segredo?

— É simples. Encontrei a raiz do meu infortúnio. O meu problema veio vangloriar-se da minha má-sorte e eu apanhei-o. Enfiei-o num buraco fundo, que cobri com pedras, um buraco que fica na minha pastagem. Essa é, sem dúvida, a razão pela qual finalmente tive sorte, depois destes anos todos de trabalho e fracasso.

O lavrador rico não gostou que o vizinho tivesse finalmente triunfado na vida. Naquela mesma noite, rastejou até ao buraco onde o problema do vizinho estava enterrado. Durante toda a noite levantou as pesadas pedras e cavou a terra até encontrar o problema. Desamarrou-o e pô-lo em liberdade.

— Muitíssimo obrigado — gritou o problema. — O senhor é um verdadeiro amigo.

— Agora — disse o homem rico — podes voltar a atormentar o teu antigo dono outra vez.

— Não, não, não! — Gritou o problema. — Aquele homem tratou-me muito mal e atirou-me para dentro deste buraco. Mas o senhor foi tão amável em libertar-me! Vai ser um amo muito melhor. Vou ficar consigo para sempre. Assim foi e assim devia ser."

 

 



publicado por João Alexandre Rodrigues às 19:31
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Segunda-feira, 7 de Maio de 2012
Pedidos de ajuda que quebram o estigma, a negação e a vergonha III

Pequenos excertos de pedidos de ajuda que recebo todos os dias por email, posteriormente foram enviadas respostas a cada situação em especial.

Se você identificar com alguma situação e ou comportamento em concreto pode escrever um email e solicitar apoio. A resposta será enviada o mais brevemente possível. Todos os dados pessoais foram alterados de forma a manter a confidencialidade.

 

A publicação destes pequenos excertos tem como propósito quebrar o ciclo disfuncional associado ao estigma, à negação e à vergonha. Na sociedade atual, é cada vez mais frequente o aparecimento deste tipo de problemas, refiro-me aos comportamentos adictivos. Por vezes, a distancia, entre pessoas com problemas adictivos idênticos, pode ser uma porta, um prédio e/ou uma mesa do escritório. A ajuda surge quando o ciclo disfuncional do silêncio é  interrompido.  

 

Pedidos de ajuda que ajudam a quebrar o estigma, a negação e a vergonha.

 

1. “Chamo me J. e gostaria de saber como gerir/ conduzir uma situação de consumo excessivo de álcool. A pessoa em questão não reconhece o consumo abusivo. Bebe praticamente todos os dias sozinho e em contexto não-social. Quando o faz, num contexto social, o consumo de bebidas alcoólicas tende sempre para o excesso. Estou preocupada e não sei como conduzir esta situação.”

 

2.“Chamo me A. e sou filho de mãe alcoólica e isso reflete se na minha vida sentimental. Os meus pais separaram se quando eu era criança, vivi com a minha avó até ao início da adolescência, depois fui viver com a minha mãe e aí então, foi realmente muito difícil. Sinto me inadequado e desconfiado nos relacionamentos de intimidade. Sou demasiado exigente comigo e com as outras pessoas, inclusive tenho a necessidade de controlar tudo e todos. Descobri o seu blogue e por isso  procurei a sua ajuda. “

 

3. "Chamo me L. escrevo lhe este email pois estou preocupada com uma situação que está a ocorrer a uma amiga minha : ela quando come doces , pizzas , salgados ( comida pouco saudável , em geral) vomita tudo a seguir. Isto é , ela se comer comida saudável leva uma vida normal , só quando se excede, ingestão compulsiva, é que tem a necessidade de vomitar tudo. Será esta situação normal? Será um vicio ?

Obrigada”

 

4.. “Chamo me P e encontrei por acaso o seu blogue. A minha história é a de alguém que luta e sofre com a adição pelos doces. Tenho alternado entre períodos de ser muito cuidadosa e saudável e depois, algo se apodera de mim e perco a noção de tudo, faço muito mal a mim mesma, estrago a minha vida, isolo me e caio na compulsão. Depois é a paranoia dos dias perfeitos para mudar de vida. O tempo passa e ainda não fui mãe, mas a sensação que tenho é que hipotequei a minha vida, congelei  a vida com medo de sofrer. O açúcar tem sido o veneno que me anestesia da realidade, faz -me fugir de encarar a vida e de ter coragem para tomar decisões e para me amar como sou...a tal auto estima...Ajude-me!”

 

 

5.. "Chamo me M e estou numa relação com um toxicodependente. Apaixonei me por ele. E só soube da sua adicção com drogas duras há menos de dois meses. Sempre notei que receava intimidade e o compromisso. Oscilava entre o sarcástico, distante, desinteressado. Explodia sem razão aparente e criticava-me negativamente. Falei com ele, já não suportava esta rejeição da sua parte. Disse lhe que não queria mais esta relação para mim. Ele mudava ou nada fazia efeito. Ele mudou do dia para a noite, mais atento, carinhoso. Passado uma semana voltou outra vez à rejeição. Mais uma senti me muito insegura. Estou confusa e a ficar farta deste comportamento instável. Até quando aceitar a instabilidade? Será que ele não consegue ter uma relação amorosa estável? Eu também consumo ganzas e bebo álcool. Será que o João me pode ajudar?”

 

 

Ver mais... )

 



publicado por João Alexandre Rodrigues às 21:36
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Segunda-feira, 30 de Abril de 2012
A importância da defesa pessoal, segundo João Carvalho

 

A sociedade moderna, foi sendo educada a confiar a terceiros, competências essas, que em última instância serão nossas. Um bom exemplo disso será a educação dos nossos filhos, a gestão das nossas casas, a nossa saúde e também a nossa segurança.

 

Os governos manipulam as pessoas, mediante interesses financeiros e criam melhores ou piores condições de vida consoante as necessidades dos mercados, hoje em dia existe um novo tipo de escravatura. Escravatura, que será mais dissimulada, talvez até pelo adormecimento de grande parte da população, mas também porque as pessoas foram ensinadas a viver (fuga/evitamento) com medos. Alguns exemplos, medo da religião, medo dos governos, medo dos patrões, medo … medo e mais medo!

 

Provavelmente, são poucos, aqueles que conseguem viver realmente livres … livres de medos infundados, livres nas suas atitudes e livres, na sua forma geral, de viverem em plenitude este dom que temos que é a vida !

Basta recuarmos, alguns seculos, e as pessoas viviam em pequenos grupos, e era nesses grupos que estabeleciam regras para o funcionamento da comunidade. Plantavam em comum, viviam em comum e a defesa das suas aldeias era feita por todos. Completamente alheios, em grande número dos casos, a leis e regulamentações impostas por terceiros, escolhiam viver as suas próprias leis e tradições.

 

O que nós observamos, hoje em dia na nossa sociedade, são cidades sobrelotadas e onde, apesar de existirem tantas pessoas, os níveis de isolamento são cada vez maiores.

Não é de estranhar observarmos alguém ser assaltado em plena luz do dia e apesar de dezenas de pessoas assistirem ao assalto, nenhuma tem sequer iniciativa para tentar ajudar a vítima.

 

Imagine este cenário: Você está em sua casa, tranquilo com a sua família a assistir a um filme depois de um dia cansativo de trabalho, e de repente, entram 3 homens mascarados em sua casa e depois de o espancarem a si, violar a sua mulher e maltratar os seus filhos, roubam tudo o que têm e pelo qual tanto trabalharam. Quais os tipos de cicatrizes emocionais deixará a todos, até ao final das vossas vidas ? Algum dia conseguirão superar a dor de tal agressão? Muito dificilmente.

 

A Defesa Pessoal: em prol da nossa integridade

A defesa da nossa integridade e de todos os nossos entes queridos, cabe a nós de a assegurar, esqueçamos a polícia e os vizinhos, esqueçamos todas as pessoas que moram no prédio, pois muito dificilmente alguma correrá em seu auxilio. A defesa pessoal é a forma mais básica que possuímos, refiro-me ao nosso instinto natural de sobrevivência, face a uma agressão, podermos reagir da forma correta e eficaz, e na mesma proporção de força perante determinada ameaça.

Dedique três ou quatro horas da sua semana, seguindo um programa eficaz de defesa pessoal, onde profissionais competentes o ensinam a dominar técnicas, a dominar a sua mente e reações? A sua vida e a da sua família não valerão muito mais?

Além disso junta o útil ao agradável, pois juntamente com o facto de estar a aprender a defender-se, também estará a praticar exercício físico e a sua saúde agradece! Se desejar saber mais sobre a Defesa Pessoal contacte-me.

 

João Carvalho - Certified Personal Trainer (CPT) 

Treinador de Israeli Krav Maga

Porto

 

Contacto de email: jcpersonaltr@gamil.com

www.kravmaga.pt

 

Comentario: Os meus agradecimentos ao João Carvalho (Personal Trainer) pela sua contribuição no Recuperar das Dependências. Tal como refere no seu artigo, e também partilho da mesma ideia, de facto, estamos expostos a niveis elevados e preocupantes de insegurança, de exposição ao risco e à violência gratuita, para constatar esta realidade, basta ligar a televisão e ler nos jornais diarios.

A defesa pessoal é uma actividade fisica onde aprendemos a estar mais seguros, porque adquirimos competencias (técnicas e pequenas dicas) e ficamos mais habilitados a prevenir e ou intervernir em situações criticas, caso seja necessario. Todavia, considero a defesa pessoal, como mais uma, entre muitas, actividade fisica salutar e promotora de qualidade de vida onde se priveligia a camaradagem, entre ajuda, o convivio, a concentração e a disciplina, o contacto fisico, a resistencia fisica e mental ao esforço e ao desenvolvimento de competencias geradoras de autoestima (auto conceito) e resiliência. Se está em recuperação dos comportamentos adictivos pratique exercicio fisico.

 



publicado por João Alexandre Rodrigues às 19:23
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Quarta-feira, 25 de Abril de 2012
Pessoas Especiais (Mentores) Lewis Melvin Schulstad

Recentemente faleceu o Coronel Lewis Melvin (Mel) Schulstad ex piloto da United States Air Force (USAF). Pessoa ilustre, visionário e um pioneiro, e sem sombra de duvidas, um individuo determinado e dedicado à causa do tratamento e da recuperação da adicção às substâncias psicoactivas lícitas e/ou ilícitas. Dedicou uma parte significativa da sua vida a promover o reconhecimento da carreira/profissão do Addiction Counselor. Inclusivamente, em 1974, foi o co-fundador e antigo presidente National Association of Alcoholism Counselors and Trainers, que uns anos mais tarde, em 1976, se viria a tornar National Association of Alcoholismo Counselor, e finalmente em 1982, na actual National Association of Alcoholism and Drug Abuse Counselors (NAADAC), congénere da portuguesa Associação Nacional de Conselheiros em Abuso de Drogas e Alcoolismo (ANCADA).

 

Schulstad (Mel) permaneceu 46 anos em recuperação da adicção. Com frequência partilhava a sua história na recuperação e de esperança. Apos a sua reforma, manteve-se disponível para ajudar e apoiar os outros.

Foi também o c-autor do livro, com James Millan,  “Under the Influence”, 1984 e autor do livro “Beyond the Influence”, 2000. Ambos os livros marcaram uma era no tratamento (biologia da adicção) e na recuperação da adicção.

 

Data do nascimento: 09 de Março de 1918

Data da morte: 06 de Janeiro de 2012

Uma singela e profunda homenagem a este ser humano “especial”, um ícone, cujo contributo e participação abnegada irá permanecer presente na memória de muitas pessoas, incluindo aqueles que estão em recuperação. Os meus pêsames à sua família.

 

Comentario: È urgente, novos recursos e competências, pessoas dedicadas e especializadas e instituições dedicadas, tanto a nível cientifico como empírico, no tratamento da doença da adicção às substancias psicoactivas licitas, incluindo o álcool, e/ou ilícitas. É imperativo aproximar a ciência (investigação) da prática (experiencia) e formar equipas multidisciplinares, de pessoas competentes, dedicadas e abnegadas com a causa. São necessárias reformas (quanto à metodologia, epidemiologia e etiologia) direcionadas à prevenção, ao tratamento e à recuperação, assim como um maior envolvimento da sociedade, cujo principal intuito é derrubar o estigma, a negação e a vergonha associado a esta doença. Aos indivíduos doentes, assim como às suas famílias, incluindo as crianças, é urgente devolver a dignidade que eles têm direito. Recuperar É Que Está A Dar

 



publicado por João Alexandre Rodrigues às 17:15
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Domingo, 22 de Abril de 2012
Seis dígitos - 100.000: Recuperar É Que Está A Dar

 

 

 

 

 

Noticia: Esta sexta feira passada atingimos os seus digitos - 100.000 visitas e 176.236 page views. O meu bem haja ao Sapo Mulher e a todos aqueles que seguem o blogue; que enviam comentarios, que visitam paginas, que partilham o blogue pelos seus contactos.

 

Alguns comentarios dos seguidores deste blogue

 

“Os meus parabéns pelo blogue. Por um lado, apresenta informação pertinente e estruturada de forma interessante, por outro disponibiliza os conhecimentos, partilhando-os com as outras pessoas. Agradeço-lhe por isso. Vou levar o seu texto para debate dentro de um conhecido hospital psiquiátrico português, para debater em conjunto com algumas pessoas internadas. Bem-haja, Manuel (Nome fictício)”

 

“Meu Deus, como é que pode nos entender assim tão bem?! Fiquei mais animada quando, li os seus artigos. Peço a Deus que continue a ajudar na tua caminhada. Estou em recaída, assim espero melhorar, e seguir em frente pois ninguém é perfeito, mas podemos melhorar, no que queremos! UM FORTE ABRAÇO, Xavier (Nome fictício)”

 

“Ola. Infelizmente sofro de dependência emocional desde que me separei a 4 anos. Não é nada fácil viver com esta doença, pois foram muitas as vezes que caí em depressão, e para fugir dela comprei sempre roupas novas e resultou porque aumentou minha autoestima. Foi muito bom ter encontrado a sua ajuda. Espero que mais pessoas possam ler e mudar de atitude para que todo mundo viva em paz. Álvaro(Nome fictício)  ”

 

“Apesar de seu texto ser para doentes crónicos, eu consegui tirar muito proveito, viver um dia de cada vez é difícil, principalmente que a doença causa ansiedade. Obrigada pelo texto e parabéns, Lídia (Nome fictício)”


“Olá, gostei muito do material (post`s) do blogue. É um assunto que muito me interessa.
Vou iniciar um blogue sobre dependência química e gostaria do seu parecer. Um grande abraço. Vasco (Nome fictício)”

 

“O seu blogue é extremamente inspirador. Ao que parece, muitas pessoas que confrontam a eminência da sua morte redescobrem o poder de canalizarmos toda a nossa energia e paixão a Cada Momento Presente. Como que vendo nele a própria eternidade. Muito Obrigado, Maria (Nome fictício)”

 

“Adorei os artigos. Adicionei aos favoritos para mais tarde voltar a ler e re-ler. Procurei ajuda neste sentido Relações de dependência, mas não encontrei nada que de facto me ajudasse, devo dizer que este artigo me tocou. Muito Obrigada por existir pessoas tão boas que partilham dos seus saberes assim tão desprendidamente.

Obrigado, Abílio(Nome fictício)  ”


“Boas, gostei de ler este artigo, é enriquecedor. Vou passar a ser seguidor frequente. Cumprimentos, Manuel (nome fictício)

 

“Muito obrigado por este belissimo post relativo a recuperar das dependências!

Interessante, obrigado por partilhar. Cumprimentos, António (nome fictício)

 

"Viva João, 
Já li alguns textos sobre codependência e este é sem dúvida o melhor para codependentes! Aproveito para dizer que faço parte dessa grande "família". Obrigada, Ana (Nome fictício)

 

“ Muuuuuito bom o artigo! Excelente! Parabéns e continue publicando! Está ajudando milhões de pessoas.  Carla (Nome fictício)

 

“Muito bom o artigo... Vou seguir as dicas para ver se funciona. “

Cumprimentos, Sónia (Nome fictício)

 

Partilhe o Recuperar das Dependências pelos seus contactos. Queremos atingir as 200.000 visitas

 

 

 

 

 



publicado por João Alexandre Rodrigues às 15:36
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Acerca de mim
João Alexandre Rodrigues
Conselheiro de Comportamentos Adictivos (Addiction Counselor - Art of Counseling) desde 1993. Conselheiro Certificado em Abuso de Drogas e Álcool. Formação em Inglaterra (Farm Place e Broadway Lodge) e EUA (Hazelden Foundation).

Marcação directa de consultas: Tm 91 488 5546
Envie a sua questão
Consultas Online
Sabia que para Recuperar das Dependencias pode fazê-lo atraves das consultas online e assim evitar confusões de transito, perda de tempo em viagens e despesas extras? Se optar por esta modalidade pode enviar um email para joaoalexx@sapo.pt e solicitar toda informação. Estou disponivel para ajudar.
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Estas publicações não têm copyright. Incentivo a sua utilização, reprodução e tradução sem necessidade de autorização sempre que a mesma seja efectuada sem lucro. Agradeço, no entanto, que mencione a fonte.
Viver no aqui-e-agora
Quando negamos as nossas emoções podemos correr o risco de não estar em sintonia com os pensamentos/comportamentos e não conseguir ver a realidade à nossa volta. Quanto mais confusa estiver a nossa mente por falsidades, mal entendidos e ilusões menos capazes seremos de tomar decisões saudáveis e construtivas. Precisamos de valorizar o papel das emoções como parte de um todo complexo (corpo, mente e espírito). Se prestarmos atenção às mensagens das emoções podemos descodificar os sinais de perigo, os limites nos relacionamentos, os papeis que adoptamos no dia-a-dia. Uma parte significativa das pessoas prefere ignorar a verdade dentro de si, principalmente quando receia admitir, perante si própria e os outros que afinal está errado. Quanto mais empenho colocar de forma a avaliar, apreciar e compreender a realidade; melhor equipados está para enfrentar a adversidade. Viver no aqui-e-agora. Sinta as suas emoções, sejam positivas e/ou dolorosas. É OK, você está vivo. Esteja enquadrado na realidade dentro de si.
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