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Recuperar das Dependências (Adicção)

Contra o estigma, a negação e a vergonha associados aos comportamentos adictivos. O silêncio não é seguramente a melhor opção para a recuperação; ninguém recupera sozinho.

Recuperar das Dependências (Adicção)

Contra o estigma, a negação e a vergonha associados aos comportamentos adictivos. O silêncio não é seguramente a melhor opção para a recuperação; ninguém recupera sozinho.

Hierarquia das Necessidades Humanas e a Adicção

Hierarquia das necessidades humanas, segundo Maslow 1962; Weil 1973; Miller 1981; Glasser 1985

 


1. Sobrevivência
2. Segurança
3. Toque, contacto físico
4. Atenção
5. Efeito-espelho
6. Orientação
7. Escuta atenta
8. Ser verdadeiro
9. Participar
10. Aceitação
Os outros estão conscientes, levam a sério e admiram o seu “Eu Verdadeiro”. Liberdade para ser o Eu Verdadeiro.
Tolerância para com os sentimentos pessoais.
Validação.
Respeito.
Pertença e amor.
11. Oportunidade para chorar as perdas e para crescer
12. Apoio
13. Lealdade e confiança
14. Realização
Pericia, Poder, Controlo.
Criatividade.
Sentido de Unicidade.
Contribuir
15. Alterar o estado de consciência, transcender o vulgar
16. Sexualidade
17. Divertimento
18. Liberdade
19. Nutrição
20. Amor incondicional (incluindo ligação a um Poder Superior)

Comentário: Como podemos verificar na hierarquia das necessidades humanas, segundo Maslow, Weil, Miller e Glasser, a sobrevivência é a primeira e a segurança logo a seguir. O que é que isto nos diz acerca da natureza da adicção, ex. álcool e ou outras drogas, jogo, sexo, dependencia emocional, compras, disturbio alimentar, shoplifting (furto)?
Na minha perspectiva, revela imenso sobre a forma como o ser humano recorre às substancias e actividades/comportamentos como uma mecanismo de defesa (sobrevivência). Algo não está bem, ou não nos sentimos suficientemente bem na nossa “pele”.
Desde cedo, constatamos que o mundo e a vida, em geral, gera uma enorme (pressão) e é doloroso. Desejamos controlar a felicidade e a segurança na nossa vida e competir com as pessoas à nossa volta; seja no estudo, nas relações, na alimentação, nos carros, na conta bancaria, no trabalho, custe o que custar. Acredito que a adicção surge como um mecanismo, tipo “amortecedor” emocional, que atenua os ciclos da dôr (sofrimento) do crescimento emocional e da adaptação as vicissitudes da vida (separação, perda, doença, abuso, morte, divórcio, despedimento). Cedo acreditamos, erradamente, que controlamos as nossas emoções e a viver segundo padrões e regras rígidas, tais como a culpa (pecado) e a vergonha tóxica impostos pela nossa família, pela cultura e pela nossa sociedade, que exigem, em muitos casos, que sejamos aquele que mais tememos ser. Por ex. para ser aceite é preciso ser bonito e elegante, para ser atraente é preciso ser magro e alto, para ser reconhecido é preciso ser rico, é preciso seguir as modas e as tendências já estabelecidas, por vezes, ditadas pelos meios de comunicação. Precisamos de ser o numero um, no pódio da vida. Perder é ser um fracasso, aprendeu-se que cometer erros não é Ok, em vez de ser ao contrario, é com os erros que aprendemos. Procuramos poder, sucesso e prestigio nem que para isso tenhamos de fazer/ser algo que a médio a e longo prazo se torne auto-destrutivo. Afirmamos e generalizamos, "Se os outros fazem também posso fazer."
E neste processo que surge a adicção, atitudes obsessivas e comportamentos compulsivos, com base no prazer imediato. Procura-se na adrenalina o risco e o perigo no aqui-e-agora. Acaba por ser um modo de vida, uma representação do palco da vida.

Acredito, profundamente que a resposta para interromper estes ciclos obsessivos e compulsivos reside na componente emocional e espiritual, não religioso sem dogmas e divindades, entre os seres humano. Sozinhos não somos capazes, juntos conseguimos. Somos seres gregários e unicos. O poder (sentimento de ligação a uma força superior imaterial sem dogmas e divindades) do grupo supera e transcende o isolamento do indivíduo descompensado, egoísta e egocêntrico gerando sinergias altamente construtivas e inspiradoras. “Viver não custa, custa é saber viver”

Algumas características do Eu verdadeiro
  • Eu autentico
  • Eu real
  • Genuíno
  • Espontâneo
  • Expansivo e terno
  • Dar, comunicar
  • Aceitar-se a si e aos outros
  • Compassivo
  • Ama incondicionalmente
  • Tem sentimentos, incluindo a raiva apropriada ou espontanea
  • Afirmativo/assertivo
  • Intuitivo
  • Criança Interior, Criança Interna, Capacidade para agir como uma criança
  • Precisa de brincar e de se divertir
  • Vulnerável
  • Poderoso (carismatico) no verdadeiro sentido da palavra
  • Confiante
  • Gosta de ser apreciado
  • Entrega
  • Tolerante
  • Aberto ao inconsciente
  • Tem em mente a nossa Unicidade
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Algumas características do Eu Falso
  • Eu falso, mascaras
  • Eu falso,
  • Desconfiado, ambivalente
  • Planos e esquemas
  • Contraído e receoso
  • Retraído, egoísta
  • Invejoso, critico e perfeccionista
  • Orienta-se pelos outros, demasiado conformista
  • Ama condicionalmente
  • Nega ou esconde sentimentos, incluindo a raiva há muito reprimida (ressentimento)
  • Agressivo e/ou passivo
  • Racional, lógico
  • Papel Pai/ Adulto-enfatizado, pode ser infantil
  • Evita brincadeiras e a diversão
  • Finge ser sempre forte
  • Poder limitado
  • Defensivo
  • Evita ser apreciado
  • Controla-se, retrai-se
  • Auto-justifica-se
  • Fechado ao material inconsciente
  • Esquece a nossa Unicidade; sente- se separado
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