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Recuperar das Dependências (Adicção)

Contra o estigma, a negação e a vergonha associados aos comportamentos adictivos. O silêncio não é seguramente a melhor opção para a recuperação; ninguém recupera sozinho.

Recuperar das Dependências (Adicção)

Contra o estigma, a negação e a vergonha associados aos comportamentos adictivos. O silêncio não é seguramente a melhor opção para a recuperação; ninguém recupera sozinho.

Devemos viver no presente ou precisamos de contemplar o passado?

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Gestão da dor e do conflito: Devemos viver no presente ou precisamos de contemplar o passado?

 

Durante os momentos mais atribulados do devir, optar por viver no momento presente, pode revelar-se uma excelente escolha. Reduz e atenua a intensidade dos pensamentos bizarros e o estado de alerta excessivo (medo); lixo toxico e inútil.

 

Diante a adversidade, da dor, do conflito, da impotência, quando tudo o resto falha, após múltiplas tentativas sem sucesso para encontrar a solução ou o alívio imediato, resta-nos concentrar todas as nossas competências cognitivas, emocionais e espirituais no momento presente – aqui-e-agora.

 

Viver no presente não significa ignorar os problemas, ser irresponsável ou revelar falta de determinação. Significa perspectivar, seleccionar e optar pelos pensamentos construtivos aumentando assim o leque de escolhas viaveis e positivas.

 

Estamos a cismar sobre aquilo que devíamos ou tínhamos ter feito? Com que frequência você utiliza as palavras; 1. devia ou 2. tinha, sem que obtenha um resultado esclarecedor ou apaziguador sobre o problema? Isto é, você utiliza o devia e o tinha somente para se punir ou castigar? Se a resposta é sim, opte concentrar o pensamento no aqui-e-agora.

 

Se você está a atravessar uma fase dolorosa da sua vida e após sucessivas tentativas para modificar a situação falharem, quando não restarem mais opções, especular sobre o passado ou futuro é uma perda de tempo e energia. Opte por viver um dia de cada vez, aqui-e-agora.

 

 

Consumo, abuso e dependência. Sabia que ...

 

- De acordo com estimativas das Nações Unidas existem mais de 10 milhões de pessoas dependentes de heroína no mundo. Em cada 1.000 consumidores de heroína, 2,6 irão morrer. Por exemplo, de overdose. A heroína é uma substancia psicoactiva extremamente adictiva.

 

- Sabia que o consumo de crack é considerado das drogas ilícitas a mais adictiva. O consumo do crack está associado ao crime.

 

- Sabia que o álcool é um depressor do sistema nervoso central. Alguns indivíduos com problemas associados ao álcool apresentam sinais e sintomas de depressão major; ideação suicida, tristeza, desânimo, insónia, ansiedade, perda de apetite, fadiga.

 

- Sabia que o abuso de drogas, incluindo o álcool e algumas drogas sujeitas a prescrição médica, pode distorcer a percepção da realidade. As pessoas podem revelar-se irracionais, excêntricas e excessivamente desinibidas. Em alguns casos, podem revelar-se violentas.

 

 - A dependência de drogas, incluindo o álcool e algumas drogas sujeitas a prescrição medica, afecta todo o tipo de pessoas, independentemente do seu estatuto social; por exemplo; estudante universitário, medico, mecânico, engenheiro, canalizador, policia, advogado, economista, advogado, senhora idosa, contabilista, bancário etc.

 

- Sabia que associado ao abuso e à dependência de drogas, incluindo o alcool e algumas drogas sujeitas a prescrição medica, o individuo é sujeito a uma oscilação acentuada das suas emoções que podem variar entre o ódio e a euforia, do entusiasmo à apatia. Por exemplo, é frequente o individuo dependente estar triste e consumir drogas proporcionando a si mesmo uma falsa sensação de felicidade.

 

- Sabia que no inicio do consumo de drogas ilícitas, estas intensificam a actividade; mais concentração, mais desinibição, bem-estar e alivio. Na dependência as drogas suprimem a actividade; menos concentração e perda de memória, mais desadequação e constrangimento, desconforto físico e psicológico.

 

- Os custos humanos e económicos associados à dependência de drogas, incluindo o álcool, são elevadíssimos e dramáticos. O tratamento é um investimento cujo retorno pode revelar-se recompensador.

 

Existe o mito que se deve desresponsabilizar o individuo dependente de certos comportamentos disfuncionais, associados à adicção de drogas e/ou álcool. Na realidade, apesar de a adicção ser uma doença, o individuo deve ser responsabilizado por comportamentos que possam por em causa a sua saúde e a vida das outras pessoas.

 

As aparências (beleza) podem ser uma ilusão

 

A obsessão sobre o conceito de beleza associado ao corpo perfeito.

Existem em Portugal, homens e mulheres, que desejariam modificar, se pudessem, algo no seu aspecto físico. Mesmo que sejam realistas quanto aquilo que desejam alterar no seu corpo, sentem-se descontentes e isso reflecte-se negativamente no seu dia-a-dia.

Por vezes, distorcemos a imagem corporal através de ideias extremas por ex. bonito ou feio, bom ou mau, magro ou gordo. A aparência física pode tornar-se uma verdadeira obsessão; a preocupação principal geradora de sofrimento. A indústria das dietas (moda) rigorosas e milagrosas aproveita-se das pessoas vulneraveis que não aceitam a sua aparência física. Outro factor a ter em conta é o egocentrismo, ex. preocupação exagerada sobre o peso ideal, se a barriga está saliente, como está fisicamente, etc. Algumas pessoas chegam mesmo a odiar algumas partes ou o seu próprio corpo.

Se você identifica um problema associado à sua aparência física que lhe cause ansiedade, raiva, sentimento de inadequação, obsessão, vergonha e medo procure falar sobre aquilo que pensa e sente acerca do seu corpo com pessoas significativas e tolerantes (feedback). Desenvolva discernimento e procure ajuda, não me refiro às dietas, de forma a fazer um trabalho de desenvolvimento pessoal. Afinal o corpo perfeito não existe porque a perfeição nas pessoas é irreal.

Siga os links e comente em Recuperar das Dependências.

http://www.youtube.com/watch?v=OxFAd5blb9I

http://www.facebook.com/home.php?ref=home#/BoycottRalph?ref=mf

www.youtube.com/watch 

www.youtube.com/v/epOg1nWJ4T8

http://americathebeautifuldoc.com/

Como pensa e sente em relação ao seu corpo? Quais os valores impostos pela sua família e pela cultura? 

Experimente o conforto de um abraço genuíno

Atraves do contacto fisico, genuino e honesto, aprendemos a conhecer melhor os outros e a nós mesmos.
Aprendemos a definir limites....com coerência e determinação.
Aprendemos a sentir o conforto, a tolerancia, a segurança e a diferença.
Atraves do abraço, aprendemos a comunicar.
Atraves do abraço recebemos sorrisos "iluminados".
Aprendemos a valorizar os outros.
Aprendemos a impotencia e a aceitação.
Atraves do abraço baixamos as nossas defesas.
Atraves do abraço aprendemos a ser criativos e a inovar.
Hoje dê abraços...e receba.

 

Compras compulsivas - Shopaholics

Qual é o problema associado às compras? Será assim tão grave?
Nem todas as pessoas que gastam dinheiro em produtos, acessórios ou equipamentos apresentam um problema de comportamento. Quem é que resiste aos saldos? Quem é que resiste a umas compras no centro comercial? Quem não pensa “Bolas, hoje tive um dia muito difícil mereço uma prenda”.
 
Identificar atitudes e comportamentos
Na realidade, ainda existe alguma controvérsia quanto ao estudo e ao diagnóstico, todavia é evidente que existem casos de indivíduos que necessitam de apoio e orientação. O meu principal objectivo é alertar as pessoas, de forma a que consigam PARAR e reflectir sobre a perda de controlo em relação ao frenesim, ao desassossego e às consequências negativas do seu comportamento associado às compras. Conheço alguns casos de pessoas que desenvolvem a compulsão das compras – “culto”. Algumas reconhecem este padrão de comportamento disfuncional, como uma bóia de salvamento - nos momentos de angústia, de raiva, frustração, tristeza, solidão. O problema não é as compras ou o dinheiro, somos nós que adoptamos comportamentos que geram comportamentos disfuncionais e adictivos.
  
Um estudo realizado nos EUA revela que este problema afecta 5.8% da população (Koran, e tal 2006) e é tão comum como a depressão. Os indivíduos com este distúrbio não conseguem deixar/parar de pensar sobre a sua necessidade e preocupação frequente, em fazer compras.
  
Recordo um caso de uma pessoa que admitia a sua impotência em que antes de entrar no centro comercial, afirmava para si proprio, "Hoje não vou gastar um centimo em compras. Vou só passear." Passado uns minutos surgem aqueles pensamentos irresistíveis que precipitam as compras e o individuo cede a um conjunto de justificações, e afirma "Preciso de comprar...é só uma. Não resisto às compras. Mais tarde quando chego a casa sinto-me desconfortável e triste por gastar dinheiro em coisas que não preciso e por perder o controlo.”
 
Fases do comportamento problema
Os indivíduos com comportamentos compulsivos às compras agem mediante impulsos irresistíveis, a obsessão e ficam incapacitados de controlar os seus comportamentos (perda total de controlo). Recorrem às compras para se libertar da pressão diária e buscam o alívio (gratificação imediata) das emoções “privadas” dolorosas, por ex. ansiedade, dor, tristeza, frustração.

O Dr Raymond Miltenberger identificou quatro fases no comportamento compulsivo às compras
1. Antecipação: pensamentos, anseios e preocupação sobre o acto de comprar algo especifico – ex. o produto em causa que foi identificado previamente.
2. Preparação: contemplar o plano das compras; onde e como, e os métodos de compra (dinheiro, cartão de debito ou cartão credito).
3. Compras: fazer as compras; aquilo que define como entrar no frenesim intenso e ou êxtase - “pedrada”
4. Pagamento: o acto de pagar interrompe a encerra a actividade frenética das compras acompanhadas por uma sensação de vazio, remorso e frustração.
 
A compulsão às compras equipara-se ao efeito das drogas no cerebro do individuo. Quando um indivíduo antecipa uma ida às compras doses elevadas de dopamina (neurotransmissor responsável pelo prazer) invade o seu cérebro. Estão assim criadas as condições para iniciar os comportamentos adictivos. Este ciclo disfuncional, onde se compra para obter a gratificação imediata, mais tarde, sente o remorso e a culpa, associado às compras depois reinicia um “novo” ciclo adictivo de compras. O dia-a-dia é passado a pensar em dinheiro, compras, produtos, preços, lojas, revistas, compras online, cartão de crédito, artigos, etc.
  
Fazer compras proporciona níveis altos de excitação e uma sensação de “pedrada” (êxtase). Todavia porém, após este período intenso surge uma oscilação drástica de humor, sensação de vazio e frustração, capaz de gerar baixa auto-estima, remorso, sentimento de vergonha tóxica e culpa. Para o indivíduo compulsivo às compras gastar dinheiro é semelhante ao alcoolismo e á dependência das drogas com consequências emocionais e sociais muito semelhantes. Alguns estudos nesta área revelam que os indivíduos compulsivos às compras sentem mais ansiedade, depressão, comportamentos obsessivos-compulsivos e baixa auto-estima comparativamente aos indivíduos compradores não compulsivos.

Se a progressão do distúrbio não for interrompido, através de tratamento, pode culminar num agravamento das consequências por ex. dividas, hipotecas, problemas nas relações intimas e/ou românticas, divórcio, dificuldades serias na concentração no trabalho e em alguns casos problemas legais.

Em muitos casos, os compradores compulsivos, arranjam patrocinadores (amigos/as, maridos ou mulheres, pais, etc.) de forma a conseguir consumar e manter os seus devaneios e os seus comportamentos adictivos.

Os Executivos nas empresas - O Stress e a Adicção

 

 

O stress e uma carreira profissional exigente e ambiciosa podem ser uma combinação explosiva e altamente adictiva nas vidas de alguns executivos - homens e mulheres. Em muitos casos este fenómeno pode permanecer oculto e minimizado, até ao dia em que tudo desaba e acontece o impensável (crises emocionais, financeiras, profissionais, familiares etc.) como consequência dos comportamentos adictivos (drogas licitas e/ou ilícitas, incluindo o álcool, relações disfuncionais, jogo patológico, compras, sexo compulsivo, etc.).

Todos os profissionais estão vulneráveis a este flagelo. Recordo alguns casos de executivos/gestores completamente derrotados, humilhados, com sentimentos de culpa e baixa auto estima, apesar da evidências negativas da adicção evitavam a todo o custo enfrentar a realidade das suas vidas destroçadas pelos comportamentos adictivos que os forçaram e encaminharam até tratamento. Não queriam acreditar que todo o seu potencial, competências e regalias tinham sido substituídos pela mentira, a negação, a manipulação, a desonestidade, a auto piedade, a ansiedade e a angústia. 

Características dos executivos

Uma personalidade “vencedora”, destemida e perfeccionista, aspiração à liderança e ao sucesso, ambição profissional e uma “forte queda” para os negócios são a “porta de entrada” para o mundo exclusivo dos executivos e para o mais alto nível empresarial. Principalmente, aqueles executivos - “ verdadeiros cérebros” - cujas empresas os valorizam como uma mais-valia para o seus negócios.

Viagens frequentes ao estrangeiro, subordinados e supervisores, relatórios e orçamentos exigentes e elaborados. Análises de projectos, investimento, liderança de equipas, operações de mercado de capitais e enfrentar todo o um conjunto de desafios colocados através da globalização, do desenvolvimento e do progresso. Um turbilhão de emoções constante e arrebatador gerador de produtividade, de recursos e ambição capaz de movimentar pessoas e empresas ao mais alto nível e exigência.

Pedido de Ajuda Corajoso - Adicção ao Sexo

"Caro Senhor,

Peço-lhe que me dê uma ajuda ou orientação pois sinto que necessito de auxílio. Tenho 48 anos, solteiro, gay e tenho um comportamento sexual adicto. Estou numa relação com uma pessoa, que amo, e faço-a sofrer com a minha atitude. Não gosto deste meu comportamento que me leva à traição, remorso, ansiedade, vazio e insatisfação. Quero ultrapassar este meu vício em sexo. Gostaria que me desse uma orientação ou indicasse alguém, ou grupo, que me pudesse ajudar, perto da minha zona de residência, que é Fatima (cidade ficticia)
Grato pela atenção"

Francisco (nome ficticio)

Compreender a Ansiedade Social

Compreender a Ansiedade Social: Medo da Rejeição,   por Rick Nauert, PH.D. (Sénior News Editor) revisto por John Grohol Psy. D

Para indivíduos com ansiedade social, por vezes “conduzidos numa direcção errada e cristalizados”, um novo estudo veio revelar que os indivíduos ansiosos necessitam de melhorar as suas competências e talentos de forma a quebrarem o ciclo da rejeição social.

 

Os investigadores da Universidade de Maastrich procuraram descobrir quais os factores que influenciam os indivíduos não ansiosos a adoptarem medidas de rejeição junto dos indivíduos com ansiedade social (são menos aceites, menos reconhecidos e menos tolerados).

Os indivíduos com quadros de ansiedade foram observados em duas tarefas com componentes sociais: o seu discurso e na forma como se davam a conhecer a outras pessoas. Quer as pessoas não ansiosas que participaram no referido estudo, como aquelas que observaram, ambas partilharam as suas reacções pessoais em relação aos indivíduos com ansiedade social.

A investigadora Marisol Voncken afirmou: “ Os indivíduos com um quadro de ansiedade social deixam muito a desejar nos seus comportamentos num contexto social, e este tipo de comportamento irregular provocou desconforto e reprovação nos observadores em relação aos indivíduos ansiosos.

Como se sente hoje?

 

Tal como já foi referido varias vezes recuperar dos comportamentos adictivos exige uma aprendizagem empenhada e uma descoberta intensa na identificação e lidar com os sentimentos, quer sejam positivos e/ou dolorosos. Precisamos de “mergulhar” no nosso interior – Atitudes e comportamentos; para nos conhecermos. 
 
Faça um audacioso e meticuloso inventario dos seus sentimentos no seu dia-a-dia.
Não coloque rotulos nos sentimentos, por ex. bons ou maus e certo ou errado. É Ok sentir, de seguida apresento uma lista. “Boa viagem
 
Hoje sinto-me...
agressivo/a, ansioso/a, arrogante,apático,afectuoso,ambivalente,
ambíguo, aborrecido/a, assustado/a,amado/a,agonia,aliviado/a,
acarinhado,arrependido/a,abençoado/a,afortunado,apreensivo/a,
apaixonado/a
 
benevolente,
 
cabisbaixo,cansado/a,caprichoso,confiante,complacente, curioso/a,
ciumento/a,chocado/a, confuso/a,contemplativo/a,comovido/a,culpado/a,
 
determinado/a, desapontado/a, desacreditado/a,desejado/a,desamparado,
desconfiado/a,desonesto,desgostoso,dôr,
 
eufórico/a, extenuado,exausto/a,envergonhado/a,
 
falhado/a,feio/a,feliz,frustrado/a,
 
grato/a,
 
histérico/a,
 
impressionado,inveja, intimidado/a,idiota,indeciso/a,inseguro/a,
ignorante,indiferente,inocente,inadequado/a,
 
luto,
 
magoado/a,miserável,
 
egoísta,
 
negativo/a,
  
obstinado/a,optimista,orgulhoso,
 
perda, paranóico/a,perplexo/a,pensativo/a,
 
ressentido/a, 
 
só, satisfeito/a,sereno/a, surpreendido/a,
 
tímido/a, triste,
 
vencedor/a,

Tratar as famílias em primeiro lugar em vez dos dependentes

Nalguns casos, a família (membros de família) precisam de maior apoio profissional que o adicto a substãncias psicoactivas lícitas, inlcuindo o alcool, e/ou ilícitas, jogo, compras e sexo, que não quer receber ajuda, que a família dispõe, para se tratar.

Esta é uma das áreas do meu trabalho que mais me fascina por um lado e que mais tenho investido por outro.

 

Como é que a familia pode contribuir para a progressão da adicção?

As consequências negativas da adicção são na maioria dos casos minimizadas, negligenciadas e ignoradas por todos, incluindo os profissionais. Existe tratamento e apoio para os dependentes de substâncias psicoactivas e alcoólicos. E para as suas famílias, incluindo as crianças? Individuos desestruturados emocionalmente e abusados, em alguns apresentam sintoma de perturbação de stress pós-traumatico, vitimas da adicção activa.

Na mesma família, existem indiviudos diferentes e semelhantes na organização (papeis) e estrutura (valores), nas dinâmicas de poder construtivas e/ou negativas, em segredos e no abuso, nas crenças e tradições, sentimentos de amor incondicional e amor dependente e disfuncional.

Quando um e/ou vários membros da família desenvolvem um problema de adicção (ex. drogas e/ou álcool, jogo patológico, sexo, trabalho patológico, comida) todos os membros da família são afectados, negativamente (física e emocionalmente), sem excepção, incluindo claro, as crianças visto não possuírem recursos para se protegerem. Recordo um pai que exclamava, numa das minhas palestras/sessões de domingo do Programa de Família, em Castelo Branco, “João, o meu filho tem um problema sério e isso tem afectado toda a nossa família. Faz lembrar a fruteira da cozinha lá de casa, com meia dúzia de maçãs que quando uma fica podre, passados uns dias todas ficam intragáveis...Nesta família estamos assim ”