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Recuperar das Dependências (Adicção)

Contra o estigma, a negação e a vergonha associados aos comportamentos adictivos. O silêncio não é seguramente a melhor opção para a recuperação; ninguém recupera sozinho.

Recuperar das Dependências (Adicção)

Contra o estigma, a negação e a vergonha associados aos comportamentos adictivos. O silêncio não é seguramente a melhor opção para a recuperação; ninguém recupera sozinho.

Às vezes não possuímos todas as respostas, principalmente, quando estamos sós

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Ao longo de duas décadas de acompanhamento de pessoas com problemas relacionados com comportamentos adictivos (dependência de substâncias psicoactivas, lícitas e/ou ilícitas, vulgo drogas, incluindo o alcool, jogo, perturbação do comportamento alimentar, dependencia emocional, sexo, shoplifting -furto, compras) o isolamento é um factor presente em todas as adicções.

O isolamento que refiro funciona como uma redoma e um escudo. Isolamento da realidade da doença. Isolamento através das vidas duplas, reforçado pelos segredos, pela vergonha, sentimento de culpa e pela fantasia do controlo. Uma afirmação muito comum, " O meu problema é diferente dos outros. Eu controlo"

Estas pessoas lutam sózinhas contra a doença, o estigma, a negação e a vergonha, todavia, esta luta é inglória e extremamente frustrante, porque do ponto onde começam é o ponto onde acabam, efeito espiral (ciclo vicioso) característico da progressão da adicção. Isto é, o problema tem tendência para se agravar, todavia, a percepção da pessoa sobre o problema é precisamente o oposto. 

Recuperar da adicção é um processo complexo onde TODOS os intervenientes; os indivíduos, familiares e profissionais procuram estar numa espécie de sintonia e focados na solução. Recuperar é que está a dar

Recuperar é autoconhecimento

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Em 2015 o Professor David Best e colegas da Universidade de Sheffield Hallam, Inglaterra, em parceria com a Action on Addiction conduziram o primeiro questionário sobre a recuperação da adicção - dependência de substâncias psicoativas do Sistema Nervoso Central, vulgo drogas, lícitas e/ou ilícitas. Os participantes no estudo incluíam indivíduos do sexo masculino (53%) e indivíduos do sexo feminino (47%) que atualmente residem em Inglaterra. 74% dos participantes, dependentes de outras drogas, afirmaram estar também em recuperação do alcoolismo. O questionário abrangente contemplou varias áreas da vida dos indivíduos:

  • Relacionamentos, educação, emprego
  • Saúde e bem-estar
  • Tipos de adicção
  • Recuperação (duração, abstinência)
  • Envolvimento em tratamento e/ou participação em grupos de ajuda mutua
  • Área financeira
  • Família e vida social
  • Justiça/questões legais

De acordo com os resultados do questionário os indivíduos afirmaram ter um historial de dependência de substâncias psicoativas (adicção) de 20.4 anos. De salientar que os indivíduos dependentes de álcool apresentaram uma tendência para serem admitidos, em tratamento (receber apoio profissional - meia idade, 40 e os 65 anos), em faixas etárias diferentes, dos indivíduos dependentes de substâncias psicoativas, licitas e/ou ilícitas (drogas).

- O tempo/duração da recuperação do grupo dos intervenientes ronda os 8.3 anos

- Os indivíduos do sexo feminino revelam um historial diferente, quanto ao tempo que permanecem dependentes de substancias psicoativas, comparativamente aos indivíduos do sexo masculino, 17.7 (feminino) vs. 22.4 anos (masculino). Os indivíduos do sexo feminino iniciaram a recuperação mais cedo, comparativamente aos homens – 37.2 vs. 39.2 anos.

- 65% dos participantes consideram que continuam em recuperação, enquanto 7% considera estar recuperado, vulgo curado.

- 70% afirma ter participado, pelo menos uma vez, numa reunião dos grupos de ajuda mutua, por exemplo, dos Narcóticos Anónimos, Alcoólicos Anónimos e SMART Recovery.

- 69% afirma ter recebido apoio profissional/tratamento.

- 51%. afirma ter sido sujeito a medicação prescrita pelo medico.

Conclusões

Os autores do estudo, admitem serem defensores do conceito de recuperação das dependências de substancias psicoactivas lícitas e/ou ilícitas, concentrando assim os seus esforços, principalmente, sobre os efeitos positivos da recuperação:

  • Redução acentuada, na colocação dos filhos de pais dependentes de substâncias psicoativas em recuperação, em instituições de apoio à criança, assim como, em relação ao reagrupamento/estrutura familiar apresentam resultados positivos concretos.
  • O índice de violência domestica, em indivíduos adictos ativos calcula-se entre os 39%, enquanto a mesma taxa entre os indivíduos em recuperação calcula-se entre os 7%, uma diferença significativa de 32%.
  • Aumento da empregabilidade, segundo o relatório do estudo, 74% dos indivíduos em recuperação permanece durante longos períodos no local de trabalho e 70% afirma pagar impostos, as suas dividas, assim como, voltam a ter acesso ao crédito, por exemplo, em instituições bancarias. 
  • Apresentam taxas reduzidas de problemas com a justiça, por exemplo; prisão. Aqueles indivíduos em recuperação, de longa duração, gradualmente deixam de se envolver em actividades ilícitas.
  • A conclusão final dos autores, sobre este estudo, reforça que a recuperação das dependências de substancias psicoactivas, licitas e/ou ilícitas, vulgo drogas, não se resume somente à interrupção dos comportamentos problemáticos e ao consumo de drogas, visa também a adoção de estilos de vida responsáveis e positivos em prol do autoconhecimento (selfcare) e da sociedade.
  • 79.4% dos participantes no estudo, após terem iniciado a sua recuperação, refere ter participado em ações de voluntariado na comunidade e participado em grupos cívicos.

 

 

 

Recuperar é uma opção pessoal

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«A perturbação do comportamento alimentar não é um escolha, contudo, a recuperação da doença é um escolha pessoal.» 

 

Ninguém escolhe ficar doente. Pode revelar-se uma tarefa muito complexa identificar e diagnosticar sintomas e sinais relacionados com a perturbação do comportamento alimentar por parte da família, dos amigos, etc. Na grande maioria dos casos, os sintomas e sinais são ignorados, inclusivamente, o mesmo acontece por parte do doente. Contrariamente, a esta realidade, nos ultimos anos, tem-se verificado avanços significativos, por parte da investigação, sobre o tratamento e a recuperação das pessoas com perturbação do comportamento alimentar; da anorexia nervosa, bulimia nervosa e das crises de voracidade alimentar (binge eating). 

Algumas areas importantes:

  • Historial de dietas
  • Corpo e peso
  • Historial de abuso e dependência de substâncias psicoactivas, do sistema nervoso central, vulgo drogas.
  • Utlização de diureticos, laxantes e comprimidos relacionados com dietas.

O diagnostico, na fase inicial da perturbação do comportamento alimentar, pode ser determinante e crucial para o sucesso do tratamento. 

Apesar dos desafios, relacionados com o tratamento e a recuperação da perturbação do comportamento alimentar, refiro-me à ambivalencia e à resistencia à mudança, é possivel recuperar. Recuperar da doença pode revelar-se uma experiencia enriquecedora e recompensadora, em vez de permanecer doente e isolado. Se você identifica sinais ou sintomas, relacionados com a perturbação do comportamento alimentar, procure orientação e esclareça as suas duvidas.

Dica Arte Bem-Viver de 24 de abril de 2011

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A Vida reserva-nos um vasto leque de surpresas...algumas são positivas outras dolorosas.

 

Uma das surpresas mais arrebatadoras e avassaladoras é que a vida humana é frágil perante a adversidade, na doença, no acidente, na perda, na dor e na possibilidade da morte.

 

Todos, sem excepção, fugimos da morte, ou melhor dizendo, do eventual sofrimento do desaparecimento, porque na realidade ninguém sabe o que é, quando chega a hora e o minuto e como é. Ninguém esteve lá e voltou para contar; se é bom ou se é mau. Se existe o paraíso ou o inferno. Sentimos medo de algo que aprendemos a recear; sofremos mais com a antecipação da morte, do que com o momento, porque quando chegar provavelmente não iremos  ter outra escolha e só nos resta aceitar a realidade tal como nos é apresentada.

 

Não somos educados, desde o nascimento e ao longo da vida, na compreensão e aceitação (culto do luto, do desapego e da preparação para a morte -desaparecimento) de que a vida tem um fim. Somos seres limitados e egocêntricos, mas podemos fazer escolhas, no dia-a-dia, que dignifiquem o dom e o agradecimento da Vida. Alguns exemplos; durante toda a vida celebramos o nosso aniversario, assim como também celebramos o aniversario do outro, ou quando conseguimos enfrentar e aceitar a adversidade como uma oportunidade de (re)nascer, em conjunto com outros seres humanos, e quando aprendemos a importância de valores morais universais, tais como, a Amizade, o Amor, a Solidariedade, o Propósito, Fé e Esperança, a Felicidade, a Gratidão entre outros.

 

Para terminar gostaria de acrescentar a seguinte afirmação, sobre uma experiência pessoal profundamente transformadora e espiritual; após a morte do meu pai tornei-me num homem.

 

Veja este video.

 

Desejo-lhe uma semana recheada de momentos transformadores que reforcem o dom e o agradecimento da Vida. A compreensão do fim da vida, pode ser uma força motivadora e catalisadora, para o (re)nascer na transformação à qual estamos sujeitos; se é para mudar que seja para melhor.

 

Recuperar É Que Está A Dar seja da doença, da Adicção activa, da separação, da crise, da recaída, da depressão, do divórcio, da separação, da vergonha e do isolamento, do desemprego.

  • Se desejar receber a Dica Arte Bem-Viver, na sua caixa de correio electrónico, é simples, basta enviar um email para joaoalexx@sapo.pt. É grátis e todos os seus dados são confidenciais. Na data desta publicação a Dica já conta com 215 exemplares, desde 2011.

 

 

 

 

 

 

Nação resiliente no facebook

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Publicação reditada do Facebook de novembro de 2014.

 

Alguns de nós passam uma parte muito significativa das suas vidas, ansiosos a afirmar: "Nunca tenho tempo para nada e nunca consigo gerir bem o tempo. Ando sempre numa correria..."

 

Sabia que os níveis elevados de ansiedade contribuem para a diminuição drástica da capacidade de raciocínio e da memória? Afecta as funções basicas, por exemplo, a memoria de curto prazo e processamento da informação simples e a mais complexa. Interfere na capacidade de diferenciar entre as tarefas importantes e as irrelevantes. Quando estamos ansiosos é tudo urgente.

Dependemos do tempo a fim de conseguirmos gerir as nossas competências e prioridades; urgentes e importantes. 

1) O que é urgente? 

2) O que é importante? 

3) Ou será tudo urgente devido aos níveis elevados de ansiedade, de preocupação e incapacidade em dizer não devido aos sentimentos de culpa?

Dia Internacional da Felicidade

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20 de março de 2015 – Dia Internacional da Felicidade

A felicidade não está reservada somente para algumas pessoas. É um direito e uma responsabilidade individual que cada um de nós deve zelar no seu dia-a-dia.

Alguns dados sobre a natureza da felicidade

  • Os resultados de um estudo revelam que a felicidade depende não apenas de quão bem estão as coisas, mas sobretudo se estão melhor do que o esperado.

Este estudo reforça a necessidade de cada um de nós possuir um propósito no rumo da vida. Algo, maior que o nosso egocentrismo, que dedicamos uma parte substancial do talento, que sejamos persistentes e que consigamos assumir um compromisso honesto e abnegado.

 

  • De acordo com um estudo sobre a felicidade, será mais saudável haver uma multiplicidade de sentimentos (positivos e negativos) do que somente sentimentos positivos ou sentimentos negativos isoladamente.

 

É Ok sentir. Não existem sentimentos “bons” ou “maus”, “certo” ou “errado”. É Ok expressar os sentimentos e compreender a informação/mensagem anexa a fim de desenvolvermos a literacia emocional/espiritual.  Este estudo apela ao equilíbrio; a alegria faz mais sentido, após períodos de tristeza. Sem desafios ou adversários não existe êxito. A gratidão e a empatia são uns excelentes lubrificantes dos vínculos nos relacionamentos de intimidade, principalmente, após períodos adversos, conflituosos e conturbados. Sentir é uma manifestação indissociável à condição humana e à expressão do self.

As pessoas mais felizes gostam de pessoas. Partilhe a sua felicidade e explore o seu mundo interior.

Ser feliz não é ser perfeito; é ser autêntico. Hoje e sempre, seja o mais feliz possível.

Devemos viver no presente ou precisamos de contemplar o passado?

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Gestão da dor e do conflito: Devemos viver no presente ou precisamos de contemplar o passado?

 

Durante os momentos mais atribulados do devir, optar por viver no momento presente, pode revelar-se uma excelente escolha. Reduz e atenua a intensidade dos pensamentos bizarros e o estado de alerta excessivo (medo); lixo toxico e inútil.

 

Diante a adversidade, da dor, do conflito, da impotência, quando tudo o resto falha, após múltiplas tentativas sem sucesso para encontrar a solução ou o alívio imediato, resta-nos concentrar todas as nossas competências cognitivas, emocionais e espirituais no momento presente – aqui-e-agora.

 

Viver no presente não significa ignorar os problemas, ser irresponsável ou revelar falta de determinação. Significa perspectivar, seleccionar e optar pelos pensamentos construtivos aumentando assim o leque de escolhas viaveis e positivas.

 

Estamos a cismar sobre aquilo que devíamos ou tínhamos ter feito? Com que frequência você utiliza as palavras; 1. devia ou 2. tinha, sem que obtenha um resultado esclarecedor ou apaziguador sobre o problema? Isto é, você utiliza o devia e o tinha somente para se punir ou castigar? Se a resposta é sim, opte concentrar o pensamento no aqui-e-agora.

 

Se você está a atravessar uma fase dolorosa da sua vida e após sucessivas tentativas para modificar a situação falharem, quando não restarem mais opções, especular sobre o passado ou futuro é uma perda de tempo e energia. Opte por viver um dia de cada vez, aqui-e-agora.

 

 

Nação resiliente no facebook 2014

Passatempo no Facebook sobre a gratidão. Pedi aos seguidores da plataforma para completarem a seguinte afirmação: - Estou grato/a por… e enviarem uma mensagem a fim de o seu conteúdo ser publicado aqui no blogue.

Faça uma lista de 5 coisas pelas quais está grato/a.

 

Eis as respostas:

  • Silvia Rivera

Estou grata por estar viva!

 

  • Renata Ramos

1-Grata por estar viva. 2- Grata por minha filha. 3- Grata por manter-me abstinente de drogas e poder enxergar tudo melhor. 4- Grata por minha família. 5- Grata por ter o conhecimento do funcionamento da vida, do universo e poder ter o cuidado com cada pensamento. Bem-haja!

 

  • Iris Maria

 1-Por ter FÉ 2- Por estar viva. 3- Por apoiar meu filho quando muitos viraram as costas. 4- Pelo seu Blogue esclarecedor e verdadeiro. 5- Por estar aprendendo a AGIR.

 

  • Suzete Pereira

Grata por ter encontrado FA e por ter podido trabalhar os passos, por ter aprendido a viver o agora, por ter aprendido a ter uma fé saudável, por tentar amar incondicionalmente (e muitas outras).

 

  • Mafalda Mimoso

Eu estou grata por 1. Ser resiliente 2. Amor e ajuda dos familiares e amigos 3. Viver rodeada pela Natureza 4. Evoluir em termos interiores 5. Ser optimista.

 

  • Maria Aparecida Nunes

Estar viva!

 

  • Cristina Moreno Neca

Por tudo.... inclusive os problemas q me serviram de "lição."

 

  • José António Reis Ferreira

Finalmente me amar!

 

  • Ana Gomes

Estar livre do que me aprisionava há três anos atrás.

 

  • Fátima Silva Hoffmeister

Sou grata a Deus pelo dom da vida, por ter aprendido a ser grata, por rever alguns conceitos pré- estabelecido (falsa crença), Pelas pedras no caminho, retira-las é minha responsabilidade, e a responsabilidade leva ao crescimento!

 

  • Genoveva Costa

Educar o meu filho de forma a não ser co- dependente.

 

  • Evelise Fonseca

Vida, saúde, amor-próprio, família, conciliação.

 

  • Emília Machado

Ser mulher, mãe, filha, livre, amada, sobrevivente, viva! e SER feliz!

 

  • Cristina Moreno Neca

Estar viva, ter Filhos, ter Amigos, ser saudável, ter trabalho.

 

  • Patrícia Bento

Ser mãe; Vontade de viver; família; amor; saúde ainda q com pequenos problemas; e mais algumas.

 

  • António Rodrigues

A: Deus, N.A., Amigos, Família e a tudo o que sou!

 

  • Maria Aparecida Nunes

Estou grata por estar viva, por ter um trabalho, conseguir separar e ficar livre da dependência emocional, saber que sou uma pessoa melhor, ter um relacionamento melhor com meus filhos após a separação!

 

  • Emília Machado

Sou grata por sobreviver ao meu uso, a ser uma pessoa melhor, ser mulher, mãe, amiga, esposa, família, amada, muito grata por ter outro modo de vida, e ser muito feliz! 

 

 

Bem hajam pela participação! Recuperar é que está a dar.

 

Ao contrario do que se pensa, é possível recuperar da adicção

Suicídio: um acto silencioso e isolado fundamentado em sentimentos temporários e dolorosos.  

Acompanhei inúmeras pessoas que durante uma fase atribulada e dolorosa das suas vidas, afectadas pela adicção activa, contemplaram o suicídio. A adicção é uma doença que na sua génese gera imenso sofrimento, isolamento e que precisa de ser tratada; não é uma questão moral ou fraqueza, mas um problema de saúde, tal como muitos outros. Após ultrapassarem essa fase adversa, essas são pessoas, hoje, não menosprezam as lições do devir. A maioria de nós, nos momentos atribulados de dor intensa, questiona a existência angustiada e atormentada, mas depois de transpor estes sentimentos dolorosos, ficamos mais lúcidos e conscientes das nossas limitações. Apesar de precisarmos de aprender a viver com a dor, podemos e conseguimos mitigar o sofrimento e o isolamento. Como bem sabemos, e por vezes ignoramos, o ego inflamado pode conduzir-nos às nuvens, mas quando fica dorido, também pode arrastar-nos para a escuridão.

 

É um mito considerarmos que o suicídio é um "acto de cobardia ou de coragem". A fim de esclarecer melhor esta questão, podemos fazer esta analogia; decidir matar outra pessoa só por não gostarmos dela nunca será considerado um acto de coragem ou cobardia. Podemos aplicar a mesma logica ao suicídio; fazer mal a nós mesmo, quando nos sentimentos angustiados e deprimidos, também nunca será um acto de cobardia ou coragem. Qualquer pessoa que pense no suicídio estará naquele período de tempo, a viver uma vida atormentada e em sofrimento atroz. Para todos os efeitos, está doente e debilitada. Como é que gerimos os nossos sentimentos quando nos sentimos impotentes perante a angústia e o tormento? Quando sentimos que estamos sós e rejeitados?

 

“Não tome decisões permanentes, sobre sentimentos temporários.”

 

Apesar do sofrimento e da dor temporária; é possível recuperar da adicção, um dia de cada vez.

Saiba mais sobre a dor e o suicidio SOS Voz Amiga. Você não está sozinho/a

 

Desafio ou estorvo

Considera que precisa de mudar algo na sua vida? Você está numa fase de ambivalência? Se a resposta a estas duas questões é sim, este post é para si.

Alguns factores servem para desmotivar:

  • Definir objectivos ambíguos e irreais.
  • Focar a atenção somente em problemas insolúveis.
  • Cismar pela negativa - andar sempre a queixar-se daquilo que não pode, não consegue e não resulta.
  • Falta de reconhecimento, ambição e não participar no processo de mudança com acções construtivas – agente de mudança.
  • Comparar e justificar o infortúnio com o sucesso dos outros.
  • Relacionar-se com pessoas, que afirmam "Não vais conseguir" ou “Não vale a pena tentares, porque não vais ser és capaz.”
  • Ansiedade extrema e projectar no futuro as desilusões e falhanços do passado como se fosse uma profecia; acreditar que vão voltar a acontecer. Consequentemente iremos ficar paralisados e incapazes de criar novas alternativas.

 

 

Assuma inteira responsabilidade pelos seus sentimentos e comportamentos. Cabe a nós decidir o rumo das nossas acções, de acordo com os sentimentos que estamos a sentir em determinada altura e em alinhamento com as nossas convicções. Quando conseguimos reunir a motivação necessária conseguimos feitos extraordinários e fora do comum.

1. Escreva uma lista das vantagens e das desvantagens na mudança.

2. Escreva uma lista das opções e dos recursos que dispõe a fim de reforçar as competências necessárias.

3. Escreva uma lista de pessoas que o/a apoiam na mudança.

4. Os seus objectivos precisam de ser específicos, realistas, auto motivacionais, medíveis no tempo, atingíveis e de fácil compreensão.

 

“ O desejo de fazer alguma coisa porque se considera essa coisa profundamente satisfatória e pessoalmente desafiadora é o que inspira os níveis mais elevados de criatividade, quer nas artes, quer nas ciências ou nos negócios.

Teresa Amabile, Professora da Universidade de Harvard