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Recuperar das Dependências (Adicção)

Contra o estigma, a negação e a vergonha associados aos comportamentos adictivos. O silêncio não é seguramente a melhor opção para a recuperação; ninguém recupera sozinho.

Recuperar das Dependências (Adicção)

Contra o estigma, a negação e a vergonha associados aos comportamentos adictivos. O silêncio não é seguramente a melhor opção para a recuperação; ninguém recupera sozinho.

Evidência cientifica sobre a doença da adicção.

 Graças aos avanços da ciência, e de alguns profissionais dedicados, como a Dra. Nora Volkow, é possível compreender a natureza da adicção às drogas, lícitas e/ou ilícitas. Nesse sentido, estaremos mais dispostos a desenvolver competências e recursos que nos permitam tratar pessoas com dignidade e esperança. Veja o video  

Dia-a-dia na recuperação das dependências

Apresento alguns excertos das pessoas, que diariamente procuram a motivação necessária, a fim de recuperarem a dignidade, a estima e a esperança num mundo em constante mudança. Todos nós, estamos expostos e vulneráveis às mais diversas condições adversas e ao invés de ser a adversidade a definir o rumo das nossas vidas, pelo contrário, somos nós seres fantásticos e resilientes que decidimos romper com aquilo que nos prende à dor e ao sofrimento.

 

No aconselhamento, as pessoas são o mais importante: os seus falhanços são os meus falhanços e os seus sucessos também são os meus sucessos. Ambos partilhamos esta aventura, porque o aconselhamento só é eficiente se o/a terapeuta e o cliente estiverem em sintonia,  na relação terapêutica de confiança, com o mesmo propósito - recuperação.

 

Importante: Todos os dados foram alterados de forma a proteger a identidade das pessoas e qualquer semelhança é pura coincidência. 

 

- Durante a consulta com a Natália, 39 anos (nome fictício – dependência emocional), abordamos a questão da intimidade nos relacionamentos românticos de compromisso: a química do amor (êxtase e o desassossego, vulgo paixão) e o amor duradouro (intimidade e o compromisso). Ela afirmava, com legitimidade, que a fim de manter o relacionamento duradouro é necessário haver entre os parceiros tempo para amar, sem este tempo a relação pode deteriorar-se.

Nota: Sabia que a novidade e o inesperado, por exemplo, quebrar a rotina e fazer coisas fora do comum, mantêm o amor duradouro. Não me estou a referir à paixão

 

- Durante a consulta com o Daniel, 25 anos (nome fictício – problemas com o Jogo), abordamos alguns factores que contribuem para o jogo compulsivo; 1. Jogar (curiosidade, correr riscos e o perigo inerente das apostas). 2. Gestão de sentimentos desconfortáveis, quebrar o tédio, a ansiedade e o aborrecimento 3. Recompensa (prazer intenso) e oscilações bruscas do humor.

Nota: Sabia que ganhar dinheiro não é o mais importante? O mais importante é jogar e apostar.

 

- Durante a consulta com a Anita, 38 anos (nome fictício – problemas com o álcool) e os seus pais abordamos os problemas associados ao álcool e o estigma social. A vergonha de expor o problema e pedir ajuda é tão doloroso que optaram por negar as evidências e as consequências negativas. Durante 10 anos não se falou sobre o assunto, inclusive, com outros membros da família. Afirmaram "Sentíamos que ninguém nos compreendia, pelo contrário, conscientemente, optamos pelo silêncio e pelo isolamento."

Nota: Sabia que o álcool é uma droga e que o alcoolismo é um problema de saúde publica?

 

 

 

O «Vicio» de drogas, incluindo o álcool, é uma doença; não é uma escolha individual

10 Questões importantes para reflectir sobre as dependências de drogas, incluindo o álcool, e o jogo patológico.

 

1. De acordo com estimativas das Nações Unidas (United Nations Office on Drugs and Crime - UNODC) existem mais de 10 milhões de pessoas dependentes de heroína no mundo. Em cada 1.000 consumidores de heroína, 2,6 morrem, por exemplo, de overdose. A heroína é uma substancia psicoactiva extremamente adictiva.

 

2. Sabia que o abuso de drogas, incluindo o álcool, distorce a percepção da realidade. As pessoas podem revelar-se irracionais, excêntricas e excessivamente desinibidas. Em alguns casos, podem revelar-se violentas.

 

3. Associado ao abuso e à dependência de drogas, incluindo o álcool, o individuo é sujeito à oscilação acentuada das suas emoções que podem variar entre o ódio e a euforia, do entusiasmo à apatia. Por exemplo, é frequente o individuo dependente, estar triste e apático, e ao consumir drogas, incluindo o alcool, proporciona a si mesmo uma sensação de felicidade, apesar de ser efémera.

 

4. Para um individuo dependente de drogas, incluindo o alcool, e o jogo patológico revela-se extremamente difícil ter a percepção sobre os efeitos e as consequências negativas dos seus comportamentos. A dependência é a causadora da maioria dos fracassos e da frustração tornando assim a vida insuportável e em alguns casos mais extremos pode revelar-se caótica. Quanto mais dificuldades, maior será a necessidade de recorrer ao comportamento problemático associado às dependências – abusar de drogas, incluindo o álcool, e/ou jogo patológico.

 

5. No início do consumo de drogas ilícitas, estas intensificam a actividade; mais concentração, mais desinibição, bem-estar e alívio. Gradualmente, na dependência as drogas suprimem a actividade; menos concentração e perda de memória, mais desadequação e constrangimento, desconforto físico e psicológico.

 

6. Dependência de drogas incluindo o alcool.

Você sofre da síndrome de abstinência, vulgo ressaca?

Os sintomas de ressaca surgem quando o individuo abusa das substâncias psicoactivas, do sistema nervoso central até à intoxicação. Os sintomas da ressaca estão associados à frequência, à intensidade e à duração do abuso das drogas, incluindo o álcool.

 

7. Benzodiazepinas: medicamentos tranquilizantes e/ou ansiolíticos sujeitos a receita medica. São substâncias que geram dependência física e psíquica. Caso o abuso seja continuado, a interrupção abrupta representa um risco grave para a saúde. Algumas pessoas dependentes de benzodiazepinas são também dependentes de álcool e/ou outras drogas ilícitas (adicção cruzada) - uso concomitante de substâncias.

 

8. Sabe o que são os analgésicos? São drogas poderosas que interferem com a transmissão de sinais eléctricos do sistema nervoso central pela qual entendemos e percebemos a dor. A maioria dos analgésicos estimula as partes do cérebro associadas ao prazer. Se toma medicação siga a prescrição do seu médico. Não faça auto medicação.

 

9. Alguns efeitos do abuso do álcool e/ou dependência: descoordenação motora, perda da concentração e da memória, danos cerebrais, depressão e doenças do fígado (cancro). O abuso do álcool e a dependência afectam seriamente as relações pessoais; família, trabalho, sociais.

 

10. A dependência de drogas, incluindo o álcool, e o jogo afectam seriamente o desempenho e os relacionamentos profissionais; abstenção laboral, perda de memória e concentração, negligencia, falta de ética profissional, conflitos com colegas e entidade patronal.

Contra factos não há argumentos sobre o consumo de drogas

 

Vidas despedaçadas com consequencias irreversiveis, de acordo com estimativas das Nações Unidas, as mortes por ano relacionadas com o consumo de drogas, no Mundo, podem atingir entre 99 mil e as 253 mil pessoas. De acordo com a mesma noticia, o canábis é a substância psicoactiva mais consumida, seguido pelas anfetaminas, os consumos de cocaína e heroina estabilizaram. «O canabis não mata, mas pode conduzir á loucura»

 

Controlar a adicção pode ser uma obsessão.

Um dos temas mais controversos no tratamento da adicção, gira em torno do auto controlo e/ou a falta dele. Paradoxalmente, um número muito significativo de adictos (homens e mulheres) e as suas famílias, apresentam uma predileção especial pelo controlo.

 

Dependemos unicamente das nossas competências e recursos para realizar os nossos projetos e ambições, isso é sinonimo de auto controlo. Na prática, é-nos incutido de uma forma explícita, que precisamos de controlar os nossos pensamentos, sentimentos e comportamentos e também dependemos do autocontrolo, para viver, segundo as tradições, as regras e os rituais (paradigmas e estereótipos) da família e da sociedade em relação aquilo que está certo e aquilo que está errado; direitos e deveres.

 

Dependemos do auto controlo para sobreviver, custe o que custar, nesta batalha campal que é o dia-a-dia, feito de correrias, preocupações e stress.

 

O autocontrolo e o prazer imediato

O que é que o consumo de álcool, drogas ilícitas, a ingestão de alguns alimentos ou o contrario (restrição alimentar), relacionamentos de intimidade/paixão, o jogo, o sexo, as compras têm em comum? É a sensação de prazer imediato, intenso e de bem-estar que as pessoas sentem. Existem sensações de prazer imediato e intenso, para todo o tipo de gostos e preferências. Todavia, do ato normal e legitimo, curioso, inofensivo e saudável da busca de prazer até á dependência pode ir uma distância muito grande ou não.

 

Como é que um individuo, que afirma controlar a sua vida, por ex. um médico, uma advogada, um professor, uma engenheira, um bancário, um mecânico ou uma dona de casa, reconhece, que afinal o resultado do abuso de substâncias e/ou comportamento adictivo, revela-se errado, doloroso, disfuncional, ilegal e imoral? Após varias tentativas e estratégias, sem sucesso, para controlar a dependência (adicção), esta torna-se o foco da atenção e dos problemas. Estas pessoas, aparentemente, controlam a sua vida, mas na realidade, não controlam os efeitos e as consequências da sua adicção (doença).

 

Uma vez despoletado a progressão da adicção, o individuo, que afirma controlar o desempenho das suas funções e obrigações, desenvolve um conjunto de mecanismos psicológicos inconsciente, (negação, racionalização, justificação), cujo intuito, é o auto engano e a auto ilusão, onde é, inconscientemente, capaz de acreditar nas suas próprias mentiras; Nega os aspetos negativos da doença (consequências e efeitos) e reforça, para si mesmo, os aspetos positivos da adicção (reforço positivo – sensação de alivio e o prazer imediato, afirmando “Eu mereço…”, seja obtido através do abuso do álcool, as drogas ilícitas e/ou comportamentos adictivos; jogo, sexo, distúrbio alimentar, codependência, furto, compras). O individuo constrói imagens de si, como alguém que está no seu perfeito juízo/controlo; mesmo tendo vidas duplas; uma vida secreta de adicto e a outra vida publica da negação, do faz de conta.

 

 

 

Pedidos de ajuda que quebram o estigma, a negação e a vergonha II


Pequenos excertos sobre pedidos de ajuda recebidos por email, sendo posteriormente enviadas as respectivas respostas. Todos os dados pessoais foram alterados de forma a manter a confidencialidade dos seus intervenientes. Se identificar com alguma situação e ou comportamento em concreto pode escrever um email e solicitar apoio.

 

A publicação destes pequenos excertos tem como propósito quebrar o ciclo disfuncional associado ao estigma, à negação e à vergonha. Na sociedade de hoje, é cada vez mais comum o aparecimento deste tipo de problema e questões entre pessoas e famílias. Por vezes, a distancia, entre pessoas com problemas idênticos, pode ser uma porta, um prédio e/ou uma mesa do escritório. A ajuda surge quando o ciclo disfuncional adictivo é interrompido.  


Pedidos de ajuda


"Chamo me R. tenho 38 anos e após muitos anos de uso álcool, cocaína e crak, resolvi deixar de consumir tais substancias, porem, somente o álcool ainda está presente. Por vezes fico sem beber, entre um a dois meses, porem quando retomo faço-o exageradamente. No dia seguinte não consigo dormir, e às vezes, chego a ficar sem dormir várias noites seguidas, tendo que me socorrer de medicação, que me causam mau estar, irritação e sensação de cérebro pesado. O que é que posso fazer para amenizar esta situação? Obrigado pela atenção." 

 

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"O meu nome é T. e tenho 27 anos. Vou fazer este mes três anos que tenho uma relação com o meu namorado e vivemos juntos há quatro meses. Ele vem de um meio boémio, em que todos os amigos fumam, bebem e inclusivamente em casa, o pai é uma pessoa considerada alcoólica. Desde que fomos morar juntos ele deixou de frequentar os cafés com os amigos depois do trabalho, mas a verdade é que ele continua a beber ao longo do dia. A situação está a tornar-se bastante insuportável, com a violência das palavras e dos actos, com as constantes mudanças de humor. Ele é uma pessoa fantástica, que gosta de trabalhar, gosta de ajudar em casa, mas quando está mais sob o efeito do álcool fica uma pessoa insuportável. O que é que posso fazer?"

 

«««««««

"Chamo-me L. e encontrei o seu site e achei-o muito interessante. Vivi durante sete anos com um ex-toxicodependente. A nossa relação começou precisamente na fase em que ele estava a tomar metadona, embora essa situação me tenha sido escondida. Dávamo-nos muito bem, pois ele era muito atento, carinhoso. Decidimos viver juntos, contudo, quase como de um dia para o outro ele mudou, deixando de ser a pessoa carinhosa e amiga do início da relação, tratava-me muito mal, alheava-se da minha presença, via televisão horas e horas a fio, irritava-se facilmente, assumindo como um insulto qualquer crítica, partia coisas em casa quando a minha conversa não lhe agradava e chegou a bater-me, não revelava qualquer preocupação para com os meus sentimentos e raramente me procurava sexualmente. Aguentei isto durante sete anos, coisa tola - amava-o e nem percebo o porquê. Será que foi tudo uma mentira? Se me puder responder agradeço. Preciso de ajuda."

 

 

 

Detalhes da vida de pessoas com distúrbio alimentar.

 

Filipa (nome fictício) “Nos dias cinzentos sabe bem o aconchego de um doce. Tive que sair para comprar fruta. Fui ao supermercado e passei nos doces, bolachas, chocolates e comprei. Cheguei a casa e comi. A partir daí pouco mais fiz senão comer. Entrei numa roda em que o que vem à rede é peixe. Comi queijo, com queijo, pinhões, e bolachas. E agora estou mal disposta e zangada”

 

Raquel (nome fictício) “Desde as minhas primeiras memórias que me lembro da comida. Algo se passou comigo em tudo o que se relaciona com a comida. Desde os 6 anos que me recordo de sentimentos de vergonha do meu corpo porque me sentia uma menina gordinha. Desde essa altura que associo o comer a engordar.”

 

Carla (nome fictício) “Quando era criança e recebia a mesada, ia sempre à pastelaria, comprar bolos, e comia às escondidas. Era um segredo que guardava só para mim. Esse segredo mantém-se nos dias de hoje em relação ao meu distúrbio alimentar”

 

Maria (nome fictício) “A balança e o peso é um drama diário, quando peso mais dois ou três quilos tenho sentimentos de culpa e arrependo-me de tudo o que tenho comido. É uma desilusão enorme. Não gosto do meu corpo”

 

Sandra (nome fictício) “Mais uma tentativa milagrosa e sem sucesso para emagrecer. Decidi colocar um balão intra-gástrico. Durante uns meses tive uma dieta restritiva. De inicio só podia beber líquidos. Os primeiros dias foram cheios de dores, mas perdi dez quilos e cheguei aos 80 quilos. Ao fim de seis meses retirou-se o balão, e consegui manter um peso aceitável, mas facilmente aumentei quatro quilos. Voltei mais uma vez à estaca zero, pior ainda, à desilusão. Detesto-me. Perdi o controlo, se é que alguma vez o tive, em relação ao distúrbio alimentar. ”

 

Sofia (nome fictício) “Decidi tomar medicamentos para emagrecer de venda nas farmácias. Tal como as dietas alimentares restritivas, perdi peso. Mas quando reparei, na balança e constatei que não tinha perdido o peso que queria, desisti rapidamente. De seguida, continuei à procura de outra dieta fácil e “milagrosa. Nestas alturas, dizia para mim: A próxima dieta é que vai resultar.”

 

Rita (nome fictício) “Durante uns meses bebia infusões à base de plantas com efeitos diuréticos e laxantes. Andava a beber o referido líquido durante todo o dia. Ouvia imensos comentários das pessoas do tipo: O que andas a fazer com a garrafa atrás de ti? ou Para que é que isso serve? ou Então? È para emagrecer? Perante as comentários dos outros sentia que tinha de me justificar…com mentiras. O resultado, no final, destas infusões foi nulo. Iludida, continuo à procura da dieta milagrosa para perder peso o mais rapidamente possível” 

 

Ana (nome fictício) “Um dia, enquanto folheava uma revista, encontrei um anúncio sobre uns comprimidos para emagrecer. A primeira reacção foi: Vou comprar estes comprimidos para emagrecer. Vou encomenda-los e ninguém tem nada que saber. Andei a tomar estes e outros comprimidos semelhantes durante um ano negligenciando os possíveis riscos para a saúde. Até que descobri que não resultava. Andei a gastar dinheiro para nada.”

 

Paula (nome fictício) “Frequento o ginásio para emagrecer. Quando penso que posso ficar gorda sinto imensa ansiedade e pânico. Nem sequer suporto a ideia de algum dia isso vir a acontecer, e obviamente que este medo se reflecte nas refeições diárias. Não como nada jeito às refeições, limito-me a ingerir líquidos. Quero perder peso, o mais possível, porque sinto que estou gorda. Quero emagrecer, para isso, tenho que treinar, todos os dias, no duro e com intensidade. Sou compulsiva e não consigo concentrar-me noutro tipo de actividade. O exercício físico é o mais importante e tem precedência sobre os relacionamentos e outro tipo de actividades. O meu objectivo é aumentar a quantidade de exercício e quando estou ausente do ginásio, durante mais do que um dia, sinto-me inquieta, ansiosa e muito irritada com tudo e com todos.”

 

 

 

Voltando a viver

VOLTANDO A VIVER                                                           11/08/2011

 

Chamo-me Rogério, moro em Alagoinhas/BA, cidade que fica a 110 km de Salvador (Brazil). Sou jogador compulsivo em recuperação, distante da primeira aposta há 51 dias, Graças à misericórdia de Deus, Irmandades, e um pouco de minha boa vontade.

 

Depois de anos distante de partilha online, volto hoje, após um internamento de 51 dias em uma instituição para recuperação de dependentes, onde a programação de 12 passos(1) é o caminho. Aprendi que não posso em absoluto fazer a primeira aposta, como também preciso de uma mudança comportamental, para que possa viver em recuperação. Lá descobri a progressividade da minha doença em estudos, palestras, reuniões em grupos de mútua ajuda. Uma intensa programação das 08:00 ás 21:00 horas com pequenos intervalos. Obrigado, à Instituição onde recebi apoio, por ter tido o privilégio de fazer parte, e me dar as ferramentas necessárias para levar meus dias com Honestidade, Boa Vontade e Mente Aberta.

Agora me encontro em Vitória/ES, com esposa e filha respirando um pouco do oxigênio de uma vida nova, e fazendo visitas a familiares. E para minha felicidade, ao sair ontem da instituição, minha terapeuta me informou sobre uma sala aqui em Vitória/ES; irei lá me apresentar aos meus novos companheiros e tentar fazer uma partilha de Fé e Esperança.

 

Infinitas 24 Horas a todos!

  

Rogério Lima.

 

(1) 12 Passos é o programa ( 1º Passo ao 12º Passo) de recuperação para os comportamentos adictivos adoptado em algumas instituições de tratamento em Portugal, no Brazil, nos EUA, em Inglaterra, em Espanha e em varios países no mundo. É a metodologia de acordo com os principios/orientações aplicados à recuperação individual nos grupos de ajuda-mutua. Os Alcoolicos Anónimos (AA), nos Estados Unidos da America em 1935, foram os pioneiros nesta abordagem da problematica do alcoolismo. A seguir foram os Narcoticos Anonimos, em 1954, hoje em dia existem centenas de grupos de ajuda-mutua que utilizam os principios dos 12 Passos. Tal como foi referido, algumas instituições também adoptaram esta metodologia dos 12 Passos ao seu programa de tratamento, visto considerarem que é a abordagem que melhor reflete a recuperação do individuo, da família e da sociedade. De salientar que não existem qualquer tipo de interesses financeiros ou parcerias entre AA e as instituições profissionais.

 

Comentario: Desde já as minhas felicitações ao Rogerio pelo facto ter dado inicio à sua recuperação, e isso significar, nas suas palavras uma mudança comportamental,  e acima de tudo, que satisfaça as suas necessidades emocionais e espirituais promotoras de qualidade de vida. Recuperar é que está a dar.

A referencia no texto à palavra Deus reflete somente a opinião e a crença do autor.

Importante: A espiritualidade na recuperação dos comportamentos adictivos, referida neste blogue, reflete uma crença individual. É um conceito não religioso sem dogmas e divindades. É o sentimento de ligação a uma forma força superior imaterial com quem comunicamos e potenciado através das conexões com as outras pessoas.

 

 

 


 

A adicção afecta qualquer tipo de pessoas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Qual a influencia, no publico em geral, quando determinadas pessoas, figuras publicas, admitem que numa determinada altura das suas vidas se confrontaram com a adicção? Na nossa sociedade, ainda existe o preconceito de que o alcoólico e ou o dependente de substancias é um individuo marginal, fraco, sem recursos e ou sem o apoio da família e desempregado. O vício é um rótulo moral, estigma da nossa cultura.

 

A adicção é uma doença primária, progressiva, crónica e caso não seja interrompida pode ser fatal. Na realidade, a adicção é uma doença negada e difundida entre uma parte significativa da população, todos nós, conhecemos alguem, directa ou indirectamente, afectado por este problema.

 

Sabia que um adicto (alcoólico, dependente de substancias licitas e/ou ilícitas, jogador, sexo, distúrbio alimentar, dependência emocional, shoplifting - furto, compras -shopaholics) pode ser marido, padre, politico, medico, esposa, bispo, desportista, advogado, piloto, psicólogo, irmão, irmã, engenheiro, filho, filha, soldado, policia, actor, actriz, musico, psiquiatra, juiz.

 

Celebridades que admitiram publicamente um problema com a adicção.

Eric Clapton (musico)

    Ringo Star (musico)

        Boy George (musico)

           Anthony Hopkins (actor)

                Betty Ford (primeira dama - faleceu)

                                          Tiger Woods (desporto)

                                                         Stephen King (escritor)

 

Buzz Aldrin (austronauta)

     Bill Cliton (president dos EUA)

        Robbie Williams (musico)

          David Duchovny (actor)

               Tom Sizemore (actor)

                     Ben Affleck (actor)

                              Jamie Lee Curtis (actriz)

                                    Drew Barrymore (actriz)

                                               Samuel L. Jackson (actor)

 

Elton John (musico)

      Melanie Griffith (actriz)

          Ewan McGregor (actor)

             Robert Downey Jr (actor)

                 Eminem (musico)

                     Nick Nolte (actor)

                         Joaquim Phoenix (actor)

                             Eddie Van Halen (musico)

                                               Iggy Pop (musico)

 

Mickey Rourke (autor)

        Naomi Campbell (modelo)

             Annie Leibowitz (fotografa)

                 Dennis Quaid (actor)

                      Jonnhy Depp (actor)

                         Michael Douglas (actor)

                             Richard Dreyfuss (actor)

                                  Phillip Seymour Hoffman (actor)

 

Billy Bob Thornton (actor)

       James Goldolfini (actor)

           Elizabeth Tayler (actriz)

               Robbie Williams (actor)

                   Liza Minneli (actriz)

                         Winona Ryder (actriz)

                                David Bowie (musico)

                                       Mike Tyson (desporto)

                                            Dennis Rodman (desporto)

                                                         Oliver Stone (cinema)

 

A lista não acaba aqui. Existem também figuras publicas portugueses que admitiram o seu problema...e que hoje conseguem ter qualidade de vida.
Vamos quebra o Estigma, a Negação e a Vergonha associado aos comportamentos adictivos. Se identificar problemas relacionado com substancias psicoactivas legais e/ou ilegais e/ou comportamentos, peça ajuda.

 

Recuperar É Que Está A Dar