Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Recuperar das Dependências (Adicção)

Contra o estigma, a negação e a vergonha associados aos comportamentos adictivos. O silêncio não é seguramente a melhor opção para a recuperação; ninguém recupera sozinho.

Recuperar das Dependências (Adicção)

Contra o estigma, a negação e a vergonha associados aos comportamentos adictivos. O silêncio não é seguramente a melhor opção para a recuperação; ninguém recupera sozinho.

88ª Dica Arte Bem Viver (reeditada)

thumbnail_image[1].jpg

 

 

Olá,

A importância do reconhecimento nos relacionamentos de intimidade. Todos nós almejamos o reconhecimento uns dos outros, em especial daqueles que desenvolvemos uma relação de intimidade.

 

Reconhecimento implica você valorizar e apreciar os aspetos positivos da relação/parceiro/a; em vez de centrar nas diferenças, nos defeitos de caracter e nos problemas, centra-se nas semelhanças, nas qualidades e nas soluções. Como sabemos, é mais fácil dizer do que fazer, porque na realidade, desde muito cedo, nas nossas vidas, aprendemos a desenvolver um exagerado sentido crítico em relação aos defeitos dos outros, isto é, funciona como um mecanismo de defesa que nos mantém alerta sobre o que pode correr mal e assim inviabilizar a relação; preparamo-nos para o pior, para não sermos surpreendidos ou dizendo de outra maneira «o ataque é a melhor defesa».

 

Quanto mais você se centrar nos aspetos negativos do seu parceiro/a, com o intuito de melhorar o comportamento dele/a, recorrendo á crítica excessiva, mais ele/a se sente avaliado e menos aceite, tal como é. Ninguém gosta da falta de reconhecimento e de ser sujeito à critica. Não estou a dizer que não devemos criticar o outro, pelo contrario, seria impensavel não haver critica ou conflitos numa relação de intimidade; os conflitos permitem que as pessoas evoluam e se adaptem umas às outras. Todavia, a critica excessiva, com o intuito de «deitar abaixo» poderá originar conflitos duradouros e corroer a confiança na relação de intimidade através da agressividade, raiva e ressentimento, desconfiança, indiferença. Se você está numa relação de intimidade o objetivo fundamental é legitimar e valorizar os aspetos positivos do seu parceiro/a, caso contrario, pode estar a deteriorar a relação.

 

Recorde-se do seguinte, aquilo que você valorizar, seja os aspetos positivos ou negativos do seu parceiro/a, acaba por se tornar o centro da sua atenção; as coisas têm o valor que nós decidimos que elas tenham.

  • Identifique características inesperadas e menos obvias no seu parceiro/a. Em conjunto com o seu parceiro, e envolvam-se em atividades, fora das rotinas e obrigações do dia a dia.
  • Elogie o seu parceiro, pelo sorriso, pela boa disposição, pelo carinho, pela disponibilidade, pela confiança mutua que nutrem um pelo outro, pelo afeto em vez da critica excessiva.
  • Seja criativo/a no elogio em vez de na critica.
  • Como é que você obtém reconhecimento do seu parceiro/a? e vice-versa? Precisamos do reconhecimento social afim de florescermos e desenvolvermos uma musculatura emocional resiliente, com esperança.

Votos de uma semana de reconhecimento mutuo.

 

Cumprimentos

Nota: caso você deseje receber a dica, na sua caixa de correio eletronico, é simples, basta enviar um email para joaoalexx@sapo.pt e no assunto da mensagem escrever Dica Arte Bem Viver. Bem haja. Todos os seus dados são confidenciais.

67ª Dica Arte Bem Viver

image.jpeg

Olá,
é desde a nascença que aprendemos a monitorizar, a gerir as competências individuais e sociais e os recursos quanto ao sofrimento. Apesar de sabermos que o sofrimento faz parte da condição humana, aparentemente, é confuso avaliar os limites do sofrimento. Isto é, saber a diferença, quando o sofrimento é útil, catalisador da mudança e maturidade vs. sofrimento disfuncional, autopiedade (vitimização), controlo e gerador de mais sofrimento.

Na maioria das vezes, sofremos de forma inútil. Não se aprende nada, não se muda nada, com a agravante de aumentar a tolerância à pena, que sentimos de nós mesmos - mártir. Sofrer, como condição autoimposta, não justifica a nossa existência e/ou determinados valores/princípios; evocam-se causas nobres, mas na realidade, nada muda; como ser humano. Continua tudo na mesma, com tendência para piorar e gerar mais sofrimento e drama às nossas vidas. “Os homens (mulheres) não se medem aos palmos.”

Qual foi a lição (aprendizagem) mais recente, que você passou, em relação ao sofrimento?

Se está numa fase dolorosa da sua vida, defina um propósito, isto é, qual é o sentido para o seu sofrimento? O sofrimento acrescenta valor à sua vida?

  • Gestão das emoções dolorosas
    Procure soluções ao enfrentar os problemas. Como sabe, as coisas têm o valor que nós decidimos que elas tenham. Se der demasiada atenção aos problemas insolúveis; o mundo irá conspirar contra si. 

    Não procure agradar e dizer Sim, quando, na realidade, quer dizer Não. Seja o mais honesto/a e autentico consigo, possível.

    Não faça da sua vida, uma antecipação de cenários catastróficos. Não confie sempre nos seus pensamentos e nas suas emoções. Você é aquilo que faz com os pensamentos e sentimentos; não aquilo que sente e ou pensa, irracionalmente.

    Defina metas realistas, específicas e objetivas. Se quer atingir os seus sonhos, é preciso sair da zona de conforto, tire partido de todas as oportunidades (arrisque).

    Procure, nas pessoas de confiança, uma oportunidade para receber feedback (escuta activa).

    Invista na  auto estima; dignifique os seus valores/princípios (pilares).

Votos de uma semana em harmonia; momentos de felicidade e gratidão.

Cumprimentos

 

Nota: caso você esteja interessado/a em receber a Dica Arte Bem Viver, na sua caixa de correio eletronico, é simples, basta enviar um email para joaoalexx@sapo.pt e escrever Dica Arte Bem Viver no assunto da mensagem. È gratis e todos os seus dados são confidenciais. Bem haja

9 factos sobre a perturbação do comportamento alimentar

9 factos sobre a perturbação do comportamento alimentar.

É possivel recuperar.

Viver em função de numeros compromete a autoestima

11666156_10153428586879235_1437848439552407395_n.j

 

«Não é o peso que dita a saúde e o amor próprio» Redefinir a Imagem Corporal

E atrevo-me a acrescentar, peso e imagem. Contrariamente, ao que podemos pensar, algumas pessoas com o peso e imagem, dito, «ideal» não são pessoas com autoestima, visto adotarem comportamentos e dietas disfuncionais, em relação a uma alimentação saudável e equilibrada. No caso da perturbação do comportamento alimentar (anorexia, bulimia, ingestão compulsiva, vulgo binge eating) é o equivalente à ditadura dos números (vive-se em função do numero das calorias, do peso na balança e da imagem).

Segundo o Dr. Walter Kaye, investigador da Universidade da Califórnia (San Diego, EUA) afirma que as crianças predispostas a desenvolver a perturbação do comportamento alimentar são perfecionistas, ansiosas e os comportamentos são orientados por desafios rigorosos, competição excessiva e extremamente exigentes consigo próprios, assim como, estão vulneráveis às dietas restritivas e à imagem corporal. Contudo, a perturbação do comportamento alimentar revela-se mais complexa do que as características perfecionistas e pessoas extremamente competitivas.

Normalmente, quando temos acesso a informação sobre a perturbação do comportamento alimentar (PCA) são através de noticias, nas revistas ou na televisão, de figuras publicas a assumirem o seu problema. Na maioria dos casos, são mulheres, atrizes ou modelos. Desta forma, podemos ficar com a ideia errada, de que a perturbação do comportamento alimentar está somente associada aos fatores externos; à pressão cultural do «corpo perfeito» e às pessoas do sexo feminino. Apesar dos fatores culturais, das questões familiares e ou eventos traumáticos, estarem associados à perturbação do comportamento alimentar, de acordo com a investigação mais recente, não são assim tão relevantes como se pensava, os fatores determinantes que contribuem para o PCA estão localizados no cérebro (funcionamento de algumas estruturas cerebrais – circuitos neuronais). É fundamental, compreender os fatores associados à doença, a fim de, desenvolverem-se abordagens inovadoras ao tratamento. Para a maioria das pessoas, sentar-se à mesa, proporciona sensações agradáveis, contudo para as pessoas com perturbação do comportamento alimentar, a mesma situação proporciona sensações desconfortáveis e preocupantes. Aparentemente, isso acontece por questões biológicas (International Journal of Eating Disorders, 2012).

 

 

Evidência cientifica sobre a doença da adicção.

 Graças aos avanços da ciência, e de alguns profissionais dedicados, como a Dra. Nora Volkow, é possível compreender a natureza da adicção às drogas, lícitas e/ou ilícitas. Nesse sentido, estaremos mais dispostos a desenvolver competências e recursos que nos permitam tratar pessoas com dignidade e esperança. Veja o video  

Nação resiliente no facebook

2.jpg

 

Publicação reditada do Facebook de novembro de 2014.

 

Alguns de nós passam uma parte muito significativa das suas vidas, ansiosos a afirmar: "Nunca tenho tempo para nada e nunca consigo gerir bem o tempo. Ando sempre numa correria..."

 

Sabia que os níveis elevados de ansiedade contribuem para a diminuição drástica da capacidade de raciocínio e da memória? Afecta as funções basicas, por exemplo, a memoria de curto prazo e processamento da informação simples e a mais complexa. Interfere na capacidade de diferenciar entre as tarefas importantes e as irrelevantes. Quando estamos ansiosos é tudo urgente.

Dependemos do tempo a fim de conseguirmos gerir as nossas competências e prioridades; urgentes e importantes. 

1) O que é urgente? 

2) O que é importante? 

3) Ou será tudo urgente devido aos níveis elevados de ansiedade, de preocupação e incapacidade em dizer não devido aos sentimentos de culpa?

Dia Internacional da Felicidade

happ.jpg

 

20 de março de 2015 – Dia Internacional da Felicidade

A felicidade não está reservada somente para algumas pessoas. É um direito e uma responsabilidade individual que cada um de nós deve zelar no seu dia-a-dia.

Alguns dados sobre a natureza da felicidade

  • Os resultados de um estudo revelam que a felicidade depende não apenas de quão bem estão as coisas, mas sobretudo se estão melhor do que o esperado.

Este estudo reforça a necessidade de cada um de nós possuir um propósito no rumo da vida. Algo, maior que o nosso egocentrismo, que dedicamos uma parte substancial do talento, que sejamos persistentes e que consigamos assumir um compromisso honesto e abnegado.

 

  • De acordo com um estudo sobre a felicidade, será mais saudável haver uma multiplicidade de sentimentos (positivos e negativos) do que somente sentimentos positivos ou sentimentos negativos isoladamente.

 

É Ok sentir. Não existem sentimentos “bons” ou “maus”, “certo” ou “errado”. É Ok expressar os sentimentos e compreender a informação/mensagem anexa a fim de desenvolvermos a literacia emocional/espiritual.  Este estudo apela ao equilíbrio; a alegria faz mais sentido, após períodos de tristeza. Sem desafios ou adversários não existe êxito. A gratidão e a empatia são uns excelentes lubrificantes dos vínculos nos relacionamentos de intimidade, principalmente, após períodos adversos, conflituosos e conturbados. Sentir é uma manifestação indissociável à condição humana e à expressão do self.

As pessoas mais felizes gostam de pessoas. Partilhe a sua felicidade e explore o seu mundo interior.

Ser feliz não é ser perfeito; é ser autêntico. Hoje e sempre, seja o mais feliz possível.

Devemos viver no presente ou precisamos de contemplar o passado?

51.jpg

Gestão da dor e do conflito: Devemos viver no presente ou precisamos de contemplar o passado?

 

Durante os momentos mais atribulados do devir, optar por viver no momento presente, pode revelar-se uma excelente escolha. Reduz e atenua a intensidade dos pensamentos bizarros e o estado de alerta excessivo (medo); lixo toxico e inútil.

 

Diante a adversidade, da dor, do conflito, da impotência, quando tudo o resto falha, após múltiplas tentativas sem sucesso para encontrar a solução ou o alívio imediato, resta-nos concentrar todas as nossas competências cognitivas, emocionais e espirituais no momento presente – aqui-e-agora.

 

Viver no presente não significa ignorar os problemas, ser irresponsável ou revelar falta de determinação. Significa perspectivar, seleccionar e optar pelos pensamentos construtivos aumentando assim o leque de escolhas viaveis e positivas.

 

Estamos a cismar sobre aquilo que devíamos ou tínhamos ter feito? Com que frequência você utiliza as palavras; 1. devia ou 2. tinha, sem que obtenha um resultado esclarecedor ou apaziguador sobre o problema? Isto é, você utiliza o devia e o tinha somente para se punir ou castigar? Se a resposta é sim, opte concentrar o pensamento no aqui-e-agora.

 

Se você está a atravessar uma fase dolorosa da sua vida e após sucessivas tentativas para modificar a situação falharem, quando não restarem mais opções, especular sobre o passado ou futuro é uma perda de tempo e energia. Opte por viver um dia de cada vez, aqui-e-agora.

 

 

Nação resiliente no facebook 2014

Passatempo no Facebook sobre a gratidão. Pedi aos seguidores da plataforma para completarem a seguinte afirmação: - Estou grato/a por… e enviarem uma mensagem a fim de o seu conteúdo ser publicado aqui no blogue.

Faça uma lista de 5 coisas pelas quais está grato/a.

 

Eis as respostas:

  • Silvia Rivera

Estou grata por estar viva!

 

  • Renata Ramos

1-Grata por estar viva. 2- Grata por minha filha. 3- Grata por manter-me abstinente de drogas e poder enxergar tudo melhor. 4- Grata por minha família. 5- Grata por ter o conhecimento do funcionamento da vida, do universo e poder ter o cuidado com cada pensamento. Bem-haja!

 

  • Iris Maria

 1-Por ter FÉ 2- Por estar viva. 3- Por apoiar meu filho quando muitos viraram as costas. 4- Pelo seu Blogue esclarecedor e verdadeiro. 5- Por estar aprendendo a AGIR.

 

  • Suzete Pereira

Grata por ter encontrado FA e por ter podido trabalhar os passos, por ter aprendido a viver o agora, por ter aprendido a ter uma fé saudável, por tentar amar incondicionalmente (e muitas outras).

 

  • Mafalda Mimoso

Eu estou grata por 1. Ser resiliente 2. Amor e ajuda dos familiares e amigos 3. Viver rodeada pela Natureza 4. Evoluir em termos interiores 5. Ser optimista.

 

  • Maria Aparecida Nunes

Estar viva!

 

  • Cristina Moreno Neca

Por tudo.... inclusive os problemas q me serviram de "lição."

 

  • José António Reis Ferreira

Finalmente me amar!

 

  • Ana Gomes

Estar livre do que me aprisionava há três anos atrás.

 

  • Fátima Silva Hoffmeister

Sou grata a Deus pelo dom da vida, por ter aprendido a ser grata, por rever alguns conceitos pré- estabelecido (falsa crença), Pelas pedras no caminho, retira-las é minha responsabilidade, e a responsabilidade leva ao crescimento!

 

  • Genoveva Costa

Educar o meu filho de forma a não ser co- dependente.

 

  • Evelise Fonseca

Vida, saúde, amor-próprio, família, conciliação.

 

  • Emília Machado

Ser mulher, mãe, filha, livre, amada, sobrevivente, viva! e SER feliz!

 

  • Cristina Moreno Neca

Estar viva, ter Filhos, ter Amigos, ser saudável, ter trabalho.

 

  • Patrícia Bento

Ser mãe; Vontade de viver; família; amor; saúde ainda q com pequenos problemas; e mais algumas.

 

  • António Rodrigues

A: Deus, N.A., Amigos, Família e a tudo o que sou!

 

  • Maria Aparecida Nunes

Estou grata por estar viva, por ter um trabalho, conseguir separar e ficar livre da dependência emocional, saber que sou uma pessoa melhor, ter um relacionamento melhor com meus filhos após a separação!

 

  • Emília Machado

Sou grata por sobreviver ao meu uso, a ser uma pessoa melhor, ser mulher, mãe, amiga, esposa, família, amada, muito grata por ter outro modo de vida, e ser muito feliz! 

 

 

Bem hajam pela participação! Recuperar é que está a dar.

 

Há palavras que mudam as pessoas

É através da palavra que expressamos os pensamentos e os sentimentos. É através da palavra que comunicamos as nossas necessidades uns com os outros.

A palavra é uma ferramenta que utilizamos para enaltecer e legitimar, mas também se pode transformar numa arma para humilhar e ofender.

- Quais são as palavras que normalmente, você utiliza para se valorizar? Considera que também utiliza as mesmas palavras para valorizar as pessoas significativas?

- Quais são as palavras que normalmente, você utiliza para se criticar? É uma critica construtiva ou o oposto? Considera que também utiliza as mesmas palavras para criticar o outro?

 

No dia-a-dia, monitorize o efeito das seguintes palavras no seu desenvolvimento pessoal:

"Sou estúpido/a",

"Sou feio/a",

"Não sou boa pessoa",

"Não presto para nada",

"Não sou capaz",

“Eu devia…”,

“Eu tenho…”.

Pare de usar estas palavras contra si. Pode estar a criar, na sua mente, uma ideia disfuncional (pensamentos automáticos negativos), de algo que não tem valor.

 

Mude as suas palavras e mude o seu mundo interior