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Recuperar das Dependências (Adicção)

Contra o estigma, a negação e a vergonha associados aos comportamentos adictivos. O silêncio não é seguramente a melhor opção para a recuperação; ninguém recupera sozinho.

Recuperar das Dependências (Adicção)

Contra o estigma, a negação e a vergonha associados aos comportamentos adictivos. O silêncio não é seguramente a melhor opção para a recuperação; ninguém recupera sozinho.

88ª Dica Arte Bem Viver (reeditada)

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Olá,

A importância do reconhecimento nos relacionamentos de intimidade. Todos nós almejamos o reconhecimento uns dos outros, em especial daqueles que desenvolvemos uma relação de intimidade.

 

Reconhecimento implica você valorizar e apreciar os aspetos positivos da relação/parceiro/a; em vez de centrar nas diferenças, nos defeitos de caracter e nos problemas, centra-se nas semelhanças, nas qualidades e nas soluções. Como sabemos, é mais fácil dizer do que fazer, porque na realidade, desde muito cedo, nas nossas vidas, aprendemos a desenvolver um exagerado sentido crítico em relação aos defeitos dos outros, isto é, funciona como um mecanismo de defesa que nos mantém alerta sobre o que pode correr mal e assim inviabilizar a relação; preparamo-nos para o pior, para não sermos surpreendidos ou dizendo de outra maneira «o ataque é a melhor defesa».

 

Quanto mais você se centrar nos aspetos negativos do seu parceiro/a, com o intuito de melhorar o comportamento dele/a, recorrendo á crítica excessiva, mais ele/a se sente avaliado e menos aceite, tal como é. Ninguém gosta da falta de reconhecimento e de ser sujeito à critica. Não estou a dizer que não devemos criticar o outro, pelo contrario, seria impensavel não haver critica ou conflitos numa relação de intimidade; os conflitos permitem que as pessoas evoluam e se adaptem umas às outras. Todavia, a critica excessiva, com o intuito de «deitar abaixo» poderá originar conflitos duradouros e corroer a confiança na relação de intimidade através da agressividade, raiva e ressentimento, desconfiança, indiferença. Se você está numa relação de intimidade o objetivo fundamental é legitimar e valorizar os aspetos positivos do seu parceiro/a, caso contrario, pode estar a deteriorar a relação.

 

Recorde-se do seguinte, aquilo que você valorizar, seja os aspetos positivos ou negativos do seu parceiro/a, acaba por se tornar o centro da sua atenção; as coisas têm o valor que nós decidimos que elas tenham.

  • Identifique características inesperadas e menos obvias no seu parceiro/a. Em conjunto com o seu parceiro, e envolvam-se em atividades, fora das rotinas e obrigações do dia a dia.
  • Elogie o seu parceiro, pelo sorriso, pela boa disposição, pelo carinho, pela disponibilidade, pela confiança mutua que nutrem um pelo outro, pelo afeto em vez da critica excessiva.
  • Seja criativo/a no elogio em vez de na critica.
  • Como é que você obtém reconhecimento do seu parceiro/a? e vice-versa? Precisamos do reconhecimento social afim de florescermos e desenvolvermos uma musculatura emocional resiliente, com esperança.

Votos de uma semana de reconhecimento mutuo.

 

Cumprimentos

Nota: caso você deseje receber a dica, na sua caixa de correio eletronico, é simples, basta enviar um email para joaoalexx@sapo.pt e no assunto da mensagem escrever Dica Arte Bem Viver. Bem haja. Todos os seus dados são confidenciais.

67ª Dica Arte Bem Viver

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Olá,
é desde a nascença que aprendemos a monitorizar, a gerir as competências individuais e sociais e os recursos quanto ao sofrimento. Apesar de sabermos que o sofrimento faz parte da condição humana, aparentemente, é confuso avaliar os limites do sofrimento. Isto é, saber a diferença, quando o sofrimento é útil, catalisador da mudança e maturidade vs. sofrimento disfuncional, autopiedade (vitimização), controlo e gerador de mais sofrimento.

Na maioria das vezes, sofremos de forma inútil. Não se aprende nada, não se muda nada, com a agravante de aumentar a tolerância à pena, que sentimos de nós mesmos - mártir. Sofrer, como condição autoimposta, não justifica a nossa existência e/ou determinados valores/princípios; evocam-se causas nobres, mas na realidade, nada muda; como ser humano. Continua tudo na mesma, com tendência para piorar e gerar mais sofrimento e drama às nossas vidas. “Os homens (mulheres) não se medem aos palmos.”

Qual foi a lição (aprendizagem) mais recente, que você passou, em relação ao sofrimento?

Se está numa fase dolorosa da sua vida, defina um propósito, isto é, qual é o sentido para o seu sofrimento? O sofrimento acrescenta valor à sua vida?

  • Gestão das emoções dolorosas
    Procure soluções ao enfrentar os problemas. Como sabe, as coisas têm o valor que nós decidimos que elas tenham. Se der demasiada atenção aos problemas insolúveis; o mundo irá conspirar contra si. 

    Não procure agradar e dizer Sim, quando, na realidade, quer dizer Não. Seja o mais honesto/a e autentico consigo, possível.

    Não faça da sua vida, uma antecipação de cenários catastróficos. Não confie sempre nos seus pensamentos e nas suas emoções. Você é aquilo que faz com os pensamentos e sentimentos; não aquilo que sente e ou pensa, irracionalmente.

    Defina metas realistas, específicas e objetivas. Se quer atingir os seus sonhos, é preciso sair da zona de conforto, tire partido de todas as oportunidades (arrisque).

    Procure, nas pessoas de confiança, uma oportunidade para receber feedback (escuta activa).

    Invista na  auto estima; dignifique os seus valores/princípios (pilares).

Votos de uma semana em harmonia; momentos de felicidade e gratidão.

Cumprimentos

 

Nota: caso você esteja interessado/a em receber a Dica Arte Bem Viver, na sua caixa de correio eletronico, é simples, basta enviar um email para joaoalexx@sapo.pt e escrever Dica Arte Bem Viver no assunto da mensagem. È gratis e todos os seus dados são confidenciais. Bem haja

Recuperação da adicção; podemos optar pela esperança

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O evidente estava mesmo à minha frente. Os meus olhos viam, o meu coração negava, era demasiado duro, demasiado vergonhoso e humilhante. Eu esforçara-me tanto para uma boa educação e instrução.Tinha posto regras durante o crescimento... e depois o meu marido sempre a ameaçar que os punha na rua, mas porquê? O que é que eles têm?! Nenhum de nós se atrevia a pronunciar sequer a palavra, delinquentes. Os nossos filhos eram a escória da sociedade, o mundo caiu em cima dos meus ombros, a dor foi tão forte, tão forte que jamais a esquecerei. Começou então a corrida desenfreada aos médicos, medicamentos, desregras, ameaças, perdões, escassos sucessos e maiores afundamentos. As horas passadas à janela e o alívio ao vê-los ao fundo da rua, vivos e logo de seguida a raiva a desilusão das promessas não cumpridas e o medo o medo de tudo o que poderia acontecer.

Lembro-me que pedi ferverosamente ajuda a Deus. Já não sei eu não quero… que eles morram… só Tu me podes ajudar e... no dia seguinte encontrei Famílias Anónimas (FA)[i]. Não foi fácil, ainda não o é, mas encontrei identificação nas partilhas de quem como eu amava e sofria. Também aprendi que a delinquência não era mais que a doença da adição a drogas e álcool. Afinal não eram escória eram doentes, uma doença que os poderia levar ao hospital, à cadeia e o pior, que eu nem queria pensar, a uma cova sem regresso. Uma doença que só eles poderiam travar, e que eu que tantos os amava teria de aprender a amá-los melhor. Aprendi a viver um dia de cada vez, às vezes uma hora ou uns minutos, a viver e deixar viver, a não controlar e manipular. Eu era ainda mais manipuladora que os meus entes queridos, a dar-lhes a dignidade de sofrerem ou exultarem com as suas decisões, foi tão difícil, mas eu tinha o telefone e do outro lado sempre uma voz amiga para falar.

Já lá vão algumas 24 horas, mas para mim faz parte da recuperação. Eu sinto, será um trabalho de eu com o meu eu, até ao fim. Foi através deste progama de 12 passos[ii], que eles acabaram por encontrar o caminho da recuperação e eu encontrei o milagre da união da família, do sorriso, da felicidade que pensei nunca mais voltar a ter.

Gratidão sem limites é o sentimento que nutro por FA

Um abraço

Suzete  

 

[i] As Famílias Anónimas são um grupo de ajuda mútua que utilizam o conceito dos 12 Passos na recuperação dos relacionamentos dependentes. Estes grupos, são oriundos dos EUA (primeiro grupo fundado no final dos anos 50), existem em Portugal desde meados dos anos 80. Estes grupos, de homens e mulheres, são considerados uma referência internacional na recuperação (novos estilos de vida) da adicção.

[ii] 12 Passos são a filosofia que sustenta o programa de recuperação individual, de doze etapas, através dos grupos de ajuda mútua (ex. Alcoólicos Anónimos, Narcóticos Anónimos, Família Anónimos, etc.).

 

Comentário: Bem haja à Suzete pela sua participação no blogue através da sua experiencia, honestidade e recuperação. A adicção afecta significativamente as dinâmicas familiares através do ressentimento, da vergonha, da raiva, sentimento de culpa e do medo, todos são afectados, incluindo as crianças. Nesse sentido, é importante quebrar o estigma, a negação e a vergonha associados aos comportamentos adictivos. Recuperar é que está a dar.

 

Somos mais parecidos uns com os outros do que aquilo que imaginamos

Todos nós temos problemas. Todos nós temos uma história para contar e a dada altura precisamos de ajuda. Porque é que possuímos a tendência excessiva para culpar o outro? Creio que existe uma tendência para avaliar e criticar o outro recorrendo a generalizações demagógicas e a padrões – preconceitos disfuncionais acompanhado de uma falsa sensação de moralismo e de inimputabilidade, em vez de, avaliar o contexto em que o individuo está inserido e investirmos naquilo que considero essencial nos relacionamentos, refiro-me à EMPATIA. É através da relação com o outro que adquirimos consciência de nós próprios. " De perto ninguém é normal."

As pessoas mais felizes gostam de pessoas. São nos detalhes que nos é revelado a essência da personalidade das pessoas.

Being rich is not... veja o video



"Being rich is not about how much you have but how much you can give"

27ª Dica Arte Bem-Viver de 25/09/2011

 

Olá, 

 

Ao longo da vida vamos alargando e/ou reforçando o leque de pessoas com as quais vamos interagindo, cujo historial é completamente distinto uns dos outros (diversidade). É um processo dinâmico que também influencia o nosso próprio carácter e algumas das nossas competências individuais e sociais (ex. família e cultura). Todavia, alguns de nós são seres mais sociáveis do que outros.

 

Sabia que não podemos escolher a família. Não podemos escolher o patrão ou os colegas de trabalho. Mas podemos escolher o parceiro/a romântico e/ou amigos. Nesta diversidade de papéis e seleções, existe um certo equilíbrio nos afectos e nas vínculos entre uns e outros.

 

A dica de hoje refere-se à pressão social. Como é que cada um de nós gere a pressão social? As decisões que você toma, para gerir a pressão social, estão enquadradas com os seus valores, objectivos e ideias?

 

Dicas:

1. Acontece com frequência, alguém não aceitar o seu Não? Essa pessoa teima em não dar importância ao que você diz ou faz? Pense nesta questão e responda: "Serei daquelas pessoas que desiste daquilo que acredita, para fazer a vontade aos outros? Isto é, mais uma vez, vou ceder e retroceder quanto ao Não e continuar a sentir-me ignorado/a?”

2. Se identificar um problema serio na comunicação com o seu interlocutor, com tendência para se agravar (agressividade) opte por sair de cena. Faça uma interrupção e abandone o local onde se encontra. Inspire e expire. O problema na comunicação pode estar no conflito de posições (paradigmas e preconceitos diferentes), a fim de se centrar no que é realmente importante, invista nos interesses de ambas as partes para a solução. Aprenda com isso.

3. Arrisque e decida com base na verdade (ética ou moralidade) e na reciprocidade, abandone a posição do ego. Seja directo e utilize as suas competências da comunicação (contacto visual, tom de voz, linguagem corporal, ouvir sem interromper, postura).

4. Após identificar o problema procure as soluções possíveis. Saiba antecipar que os critérios, de ambas as partes, são legítimos. Será mais vantajoso, para o problema, se ambos encontrarem uma solução.

5. Coloque-se na posição do seu interlocutor. Irá compreender o outro ponto de vista. Evite agir nos preconceitos e clarifique a sua posição, isso não significa manter se intransigente. Separe as pessoas dos problemas.

6. Aprenda a expressar os seus sentimentos, comece as frases "Eu sinto..." em vez de "Tu és...". Respeite os sentimentos das outras pessoas. Não adopte a culpa, como argumento, só agrava os problemas já de si complexos e delicados, limita o dialogo.

7. Responsabilize-se pelos seus sentimentos e comportamentos, ficará mais ciente do seu auto conceito e das suas limitações. Saia da sua zona de conforto.

 

 

Votos de uma semana construtiva na gestão da pressão social e valorização das competências individuais e sociais

 

Cumprimentos

 

Comentário: Sabia que a Dica Arte de Bem-Viver começou com uma "brincadeira" para os amigos, em Abril de 2011? Atualmente é enviada para mais de 500 pessoas e vários países de expressão portuguesa (Portugal, Angola, Moçambique e Brasil) e para os Estados Unidos da América. À data deste post vai na sua 129ª publicação. Caso deseje receber a Dica Arte Bem-Viver (semanal) basta enviar um email para joaoalexx@sapo.pt. No assunto da mensagem escreva: Dica Arte Bem-Viver. Todos os dados são confidenciais. É grátis. Recuperar É Que Está A Dar. 

19ª Dica Arte Bem-Viver de 31/07/2011

Olá,

 

Sabe qual é o significado a palavra Ressentimento? Segundo o Dicionário de Língua Portuguesa (6ª Edição) da Porto Editora, “Acto ou efeito de ressentir (sentir novamente) ou de ressentir-se; lembrança dolorosa de uma ofensa recebida; melindre; rancor.”

 

Segundo o psicanalista Alfred Adler “Atitude de hostilidade generalizada proveniente de uma situação inferiorizante que o individuo não pode remediar por uma revalorização.”

 

Identifica algum tipo de ressentimento na sua vida? Memorias? Se a resposta honesta for sim, isso é Ok. Não somos perfeitos. E agora?! Avance no tempo, e pense no seguinte:

 

Sabia que, na maioria dos casos, o seu ressentimento nunca magoa a pessoa contra quem você dirige o seu rancor, ódio ou aversão? Quando não conseguimos direccionar as nossas emoções dolorosas (raiva, ressentimento) para o alvo devido (especifico) acabamos por generalizar e embargar a verdadeira fonte do nosso descontentamento e frustração. Isto é, como o ressentimento assume uma atenção/preocupação excessiva e significativa, só se magoa a si mesmo e/ou algumas pessoas à sua volta; reinicia o “antigo” ciclo do ressentimento, repetitivo e gerador de dor, do passado. No presente, sente que é duplamente vitima e classifica isso como uma injustiça; ressentimento do passado, raiva no presente. O Ressentimento conduz à fúria, ao ódio e à hostilidade e em situações extremas à violência, dependendo dos níveis de atenção e intensidade que dispensa sobre esta questão.

 

Questões: Seja a mais honesto/a possível.

  • Na sua perspectiva, qual é o motivo pela qual ainda valoriza o ressentimento, do passado?

 

O seu ressentimento mantém-se actualizado, no presente? É de “estimação” ou considera-se uma “dupla vitima”? 

 

  • Quais as consequências negativas do Ressentimento? Como é que se magoa? Como é que magoa, as pessoas significativas, à sua volta?

 

Faça uma lista dos aspectos benéficos e negativos do ressentimento (presente), na sua vida, e avalie as suas conclusões. Também pode envolver, neste trabalho, uma pessoa significativa e disponivel , afim de aflorar ideias, ter perspectivas diferentes e quiçá receber feedback.

 

Se deseja ser o dono/a do “leme seu do barco” monitorize, actualize as suas atitudes (sentimentos) e comportamentos. As coisas têm o valor que nós próprios lhes proporcionamos. “Só ouvimos aquilo que nos interessa”

Siga o link:

 

http://www.youtube.com/user/TEDtalksDirector#p/search/0/8_zk2DpgLCs

 

Votos de uma semana feliz na Arte de Bem Viver

Cumprimentos

 

 

Comentário: Sabia que a Dica Arte de Bem-Viver começou com uma "brincadeira" para os amigos, em Abril de 2011? Passados 16 meses é enviada para mais de 350 pessoas e vários países de expressão portuguesa (Portugal, Angola, Moçambique e Brasil) e para os Estados Unidos da América. À data deste post vai na sua 76ª publicação. Caso deseje receber a Dica basta enviar um email para joaoalexx@sapo.pt. No assunto da mensagem escreva: Dica Arte Bem-Viver. Todos os dados são confidenciais. É grátis