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Recuperar das Dependências (Adicção)

Contra o estigma, a negação e a vergonha associados aos comportamentos adictivos. O silêncio não é seguramente a melhor opção para a recuperação; ninguém recupera sozinho.

Recuperar das Dependências (Adicção)

Contra o estigma, a negação e a vergonha associados aos comportamentos adictivos. O silêncio não é seguramente a melhor opção para a recuperação; ninguém recupera sozinho.

Alguns dados preocupantes sobre as consequências do álcool na nossa sociedade


 


Sabia que vários estudos sobre relação entre álcool e suicídio apontam para uma influência do álcool nos comportamentos e na ideação suicida, a diversos níveis. Se por um lado existe uma relação directa entre o consumo de álcool e a prevalência das taxas de suicídio pode-se concluir também que a presença do álcool potencializa a probabilidade da ocorrência de comportamentos relacionados com o suicídio.

Comprova também que este potencializar de comportamentos suicidas acontece não apenas no âmbito da população em geral, mas também em grupos específicos como os idosos, os adolescentes, ou em grupos com determinadas perturbações mentais.
Também a relação entre as características presentes em situações de intoxicação por álcool (como a impulsividade, hostilidade e a agressividade) e o suicídio foi estudada e considerada estatisticamente significativa. Através dos estudos de Christoffersen & Soothill, 2003, o consumo de álcool, por parte dos pais, durante os anos de formação dos filhos potencializa comportamentos suicidas dos filhos.


  

Sabia que Aproximadamente 20% da população entre os 15-64 anos tem problemas de dependência de álcool e outras substâncias psicoactivas. Os custos sociais e económicos decorrentes desta problemática sugerem ser elevados, sobrecarregando o sistema de saúde, prisional e contributivo. Todavia, parece não haver interesse publico em se efectuar estudos sobre o impacto económico (custos) da toxicodependência e do alcoolismo.

Sabia que Quase todos os estudantes de 15-16 anos (>90%) beberam álcool em algum momento da sua vida, começando em média aos 12 ½ anos de idade, e embriagando-se pela primeira vez aos 14 anos. A quantidade média bebida numa única ocasião por jovens de 15-16 anos é acima de 60g de álcool, e chega a quase 40g no Sul da Europa. Mais de 1 em 8 (13%) dos jovens entre 15-16 anos embriagaram-se mais de 20 vezes na sua vida, e mais de 1 em 6 (18%) fizeram “binge drinking” (5 ou mais bebidas numa única ocasião cujo intuito é a intoxicação) três ou mais vezes no último mês. Os rapazes continuam a beber mais e a ficar embriagados com  mais frequencia do que as raparigas, com uma redução pequena na diferença absoluta entre eles. A maior parte dos países mostram uma subida no “binge-drinking” para os rapazes desde 1995 a 1999 e a 2003, e quase todos os países mostram isto para as raparigas (resultados semelhantes são encontrados para países sem pesquisa ESPAD e usando outros dados). Por detrás desta tendência global, podemos ver uma subida no “binge-drinking” e na embriaguez na maioria da UE de 1995 a1999, seguidos por uma tendência muito mais ambivalente desde então (1999-2003).

Sabia que Os jovens carregam uma quantidade desproporcionada das consequencias negativas do alcool, com mais de 10% da mortalidade jovem feminina e cerca de 25% da mortalidade jovem masculina a ser devida ao álcool. Infelizmente, pouca informação existe acerca da extensão dos danos sociais nos jovens, embora 6% dos jovens entre 15-16 anos na EU declarem envolvimento em brigas e 4% declarem sexo desprotegido devido ao seu consumo de álcool.

Pior saúde em áreas carenciadas também parece estar ligada ao álcool, com estudos que sugerem que a mortalidade directamente atribuída ao álcool é mais alta em áreas carenciadas, para além daquela que pode ser explicada pelas desigualdades a nível individual.

Muitos dos danos causados pelo álcool são suportados por terceiros. Isto inclui 60,000 nascimentos com pouco peso, bem como 16% de abuso e negligência de crianças, e 5-9 milhões de crianças em famílias negativamente afectadas pelo álcool. O álcool afecta também outros adultos, incluindo uma estimativa de 10,000 mortes em acidentes de viação com álcool para pessoas (inocentes) que não o condutor alcoolizado, com uma substancial parte de crimes atribuídos ao álcool também possível de ocorrer a terceiros.
Parte do custo económico é também pago por outras pessoas e instituições, incluindo muito dos estimados €33 biliões devidos ao crime, €17 biliões para os sistemas de saúde, e €9 biliões - €19 biliões de absentismo. Existem evidências muito fortes para a eficácia de políticas que regulam o mercado do álcool na redução dos danos provocados pelo mesmo. Impostos sobre o álcool são particularmente importantes quando têm por alvo os jovens e os danos provocados pelo álcool em todos os países. Se os impostos sobre o álcool fossem usados para aumentar o preço do mesmo na EU dos 15 em 10%, mais de 9,000 mortes seriam prevenidas ao longo do ano seguinte e uma estimativa sugere que aproximadamente €13 biliões de receitas de imposto de selo adicional poderiam também ser ganhos.
As evidências mostram que se a hora de abertura dos estabelecimentos para a venda de álcool fossem mais alargadas, tal resultaria em danos violentos. A Organização Mundial de Saúde fez a simulação do impacto do álcool estar menos disponível nos retalhistas por um período de 24 horas por semana; aplicando isto à UE, encontram-se uns estimados 123,000 anos de incapacidade e mortes prematuras evitadas com uma estimativa de custo de implementação de €98 milhões por ano.
Restringir o volume e conteúdo das comunicações comerciais dos produtos alcoólicos é provável que reduza os danos. A publicidade tem um impacto particular na promoção de uma atitude mais positiva relativamente ao consumo do álcool junto dos jovens. A auto-regulação das comunicações comerciais pela indústria das bebidas alcoólicas não tem um bom registo em termos de eficácia. A Organização Mundial de Saúde simulou um modelo do impacto de uma proibição da publicidade; aplicando isto à UE, encontram-se uns estimados 202,000 anos de incapacidade e morte prematura evitados, com um custo de implementação estimado em €95 milhões por ano.
O ÁLCOOL NA EUROPA

Sabia que Na UE, só Portugal permite bebidas álcoolicas a menores de 18 . Portugal é o 6º maior consumidor de bebidas alcoólicas da UE, com 12 litros per capita por ano. Mas é o país com a menor idade mínima que permite o consumo, 16 anos, enquanto em quase todos os países a idade é de 18 anos e na Suécia e Islândia é 20 anos, segundo a pesquisa "Álcool na Europa". O estudo foi elaborado por Peter Anderseon e Ben Baumberg, do Instituto para o Estudo do Álcool, com sede no Reino Unido. A Europa é a região que mais consome bebidas alcoólicas no mundo, sendo Luxemburgo (com 400 mil habitantes. Presentemente a maior comunidade de estrangeiros do país, são portugueses com 54.490 pessoas cerca de13% da população) o país que lidera o ranking, com um consumo anual de 17 litros por adulto.



 

Sabia que Portugal é um dos países onde aumentou o consumo excessivo de bebidas - chamado binge drinking, o que geralmente é medido pela ingestão de cinco ou mais bebidas alcoólicas em um dia, o que pode levar à embriaguez ou à intoxicação."Há cada vez mais relatos do uso do álcool entre os jovens em países que não estavam habituados a este problema. Tal inclui o aumento do beber exageradamente em Portugal ou do consumo fora das refeições em Itália". Portugal aparece ainda no grupo dos países com "elevado consumo", juntamente com França, Itália e Espanha - sendo a Áustria, Bélgica, Dinamarca, Irlanda , Holanda, Reino Unido e Alemanha ocidental considerados os países de "médio consumo". Apesar disso, a cerveja, é a bebida mais populares entre os jovens europeus, sendo a cerveja a preferida em 11 países e as outras duas (vodca e o uísque) ligeiramente mais apreciadas em Portugal, Noruega e Itália, segundo dados de 2001.



 

Sabia que Na Europa, a bebida alcoólica é um dos principais problemas de saúde pública, causando 60 diferentes tipos de doenças, sendo responsável por 7,4% das doenças e mortes prematuras na UE.
Estima-se que o álcool custe anualmente na Europa 125 bilhões de euros, em valores de 2003, em gastos com doenças, acidentes, ferimentos, crimes e perda de produtividade.


 

Sabia que A partir dos dados do relatório, a Comissão Europeia, decidiu lançar estratégias para conter o consumo de bebidas alcoólicas. Para tanto,  vão ser implementadas medidas como a inclusão de avisos nos rótulos das garrafas, como já é feito nos maços de cigarros. Alguma medida já deverá ser adoptada até o final de Outubro, atendendo a pedidos do Conselho de Ministros da Saúde da Europa, informou Philip Tod, assessor de comunicação do comissário europeu para a Saúde e Protecção dos Consumidores, Markus Kyprianou.


 

Sabia que Ainda que nem todos os consumidores venham a sofrer os problemas persistentes e graves relacionados com o álcool,ou seja alcoolismo, o álcool é a substância psicoactiva lícita de abuso mais consumida em Portugal: aproximadamente 1.8 milhões de portugueses são bebedores excessivos e doentes alcoólicos crónicos.
De acordo com o Relatório World Drink Trends 2005, em Portugal o consumo per capita de álcool é um dos mais elevados do mundo, cerca de 9.6 Litros de álcool puro, encontrando-se no 8º lugar do ranking mundial; o a nível de consumo de vinho (42 L/ano); o 23º a nível de consumo de cerveja (58.7 L); e o 31º a nível de consumo de bebidas espirituosas (1.4 L). A gravidade e dimensão desta problemática pode ser constatada nos seguintes dados: Mais de 60% dos jovens de ambos os sexos 12-16 anos e mais de 70% com +16 anos consomem regularmente bebidas alcoólicas (cerveja, espirituosas com refrigerantes, shots – misturas explosivas e.g. Tequilha+Gin+Vodka+Absinto).
A mortalidade ligada ao álcool estima-se como a 4ª causa de morte. Cerca de 10.3% da população portuguesa com +15 anos é doente alcoólica (800.000 alcoólicos) e 13.7% é bebedora excessiva (1.000.000) - 40% (Masculino) e 10% (Feminino) dos internamentos em Hospitais Gerais encontram-se relacionados com o consumo excessivo de álcool, 30% dos internamentos em Hospitais Psiquiátricos são relacionados com doentes alcoólicos e 37% dos comportamentos suicidários, 33% das mortes por acidentes de viação e 34% das mortes por acidentes de trabalho revelaram alcoolémia positiva (região de Coimbra) relação firme e gradual entre álcool e doenças e/ou mortais como cirrose hepática, neoplasias das vias respiratórias, do aparelho digestivo superior, colo-rectais, fígado, hipertensão arterial, pancreatite crónica, AVC hemorrágicos…

Sabia que mesmo com consumos ditos reduzidos (25 gramas/dia) 98% dos doentes alcoólicos referem conflitos na familia, 76% perturbações laborais (baixas frequentes, absentismo, conflitos, baixa de rendimento, sinistralidade), 69% complicações sociais dos quais 16,5% problemas jurídico-criminais. A criminalidade associada é exponencialmente mais elevada sob efeito de álcool a nível de condução, crimes sexuais, ofensas corporais…( Epidemiologia dos Problemas relacionados com o Álcool em Portugal)

Sabia que Em 2005, foram apresentadas 14.371 queixas na Associação Portuguesa de Apoio à Vítima. 89% levavam o selo da violência doméstica, tinham assinatura masculina, e destes agressores, 50% têm problemas de consumo excessivo de álcool. O alcoolismo e a violência doméstica andam de par em par. Maus tratos psíquicos (32,5%) e violência física (32,2%) encabeçam as formas de violência doméstica, que passam também por ameaças (20%) ou, em menor expressão, pela violação (1,2%) e homicídio (0,06%). Anualmente, quase 60 mulheres são mortas pelos companheiros. Um ritmo mensal de cinco mortes, que coloca Portugal acima da média mundial de três mortes por mês.Socos, pontapés e utensílios domésticos são os mais utilizados quando há violência física. O peso das armas de fogo é, ainda assim, assustador são usadas em cerca de 10% dos casos. Mais de metade das armas é de caça.


  

Sabia que Quanto às dependências de substancias as vítimas e dos infractores, pode-se concluir que, no caso das primeiras, a inexistência de qualquer tipo de dependência. No entanto é importante salientar, em alguns casos, a existência de dependências de fármacos (4,7%), de álcool (1,4%) e de estupefacientes (0,7%). O autor do crime, ao contrário da vítima, assume uma postura de dependência do álcool bem superior, na ordem dos 23%, seguindo-se a inexistência de dependências (16.6%) e a dependência de estupefacientes (6,1%) e de fármacos (1,7%). O álcool é frequentemente responsável por delírios de ciúme, ou seja, ideias falsas de que a esposa engana o marido, o que produz frequentemente esta violência familiar.

Sabia que Os acidentes de viação constituem, na UE, um grave problema de saúde pública, tendo sido responsáveis em 1998 por cerca de 43 000 mortos e 150 000 deficientes. Nos países industrializados são já a 8 causa de morte e, em Portugal a (1999). Portugal é o país da UE com a taxa mais elevada de mortalidade rodoviária. Numa perspectiva mundial, o número de mortos por acidente de viação é mais elevado do que o tumor maligno mais frequente (cancro do pulmão).

Hoje é consensual e nesse sentido o consagra também a Organização Mundial de Saúde, ser o alcoolismo um dos principais e dos mais graves problemas de saúde que a Europa enfrenta. Estima-se que um quarto das mortes dos europeus do sexo masculino do grupo etário dos 15-29 anos são atribuíveis aos efeitos adversos da ingestão excessiva de álcool.
Em Portugal, os acidentes de viação são a principal causa de morte em crianças, adolescentes e adultos jovens com idades compreendidas entre 1-25 anos. A mortalidade dos jovens do sexo masculino é 3 vezes mais elevada do que a do sexo feminino, em grande parte devido a acidentes. A condução sob o efeito do álcool é uma verdadeira epidemia. De uma forma geral, na UE, a média de indivíduos que conduzem com Taxa de Álcool no Sangue (TAS) acima dos limites legais ronda os 3%, enquanto esta percentagem se eleva para 25% quando se considera os condutores envolvidos em acidentes de viação fatais. Três por cento de condutores em Portugal, por dia, equivalem aproximadamente a 90 000 condutores com excesso de álcool no sangue.


  

Sabia que A maioria dos crimes violentos são influenciados pelo álcool. Cerca de 47% dos assaltos violentos são devidos a criminosos alcoolizados. (WHO. Alcohol and health, implications for public health policy, Oslo, October 1995, p. 20)
Portugal tem a taxa mais alta de doenças crónicas do fígado da Europa Ocidental

Sabia que A Polícia de Segurança Pública, no âmbito da sua actividade de fiscalização do trânsito, durante o mês de Setembro de 2007 obteve os seguintes resultados globais em relação ao alcool: Condução em estado de embriaguez – 541 casos. Contra-ordenações detectadas – condução sob o influencia do álcool : 0,5 g/l ≤ 0,79 g/l – 319 casos e 0,8 g/l ≤ 1,19 g/l – 338 casos

Sabia que Um relatório sobre "Problemas do Álcool na Família" que a UE acaba de tornar público traça um cenário desolador face à dimensão do fenómeno, que afecta 84 milhões de pessoas, e à escassez das respostas.
Sobre Portugal, em lugar na lista dos países mais consumidores, as referências não são nada elogiosas, já que mesmo a nível governamental, reina uma forte política de negação - "não querer ver nem enfrentar o problema". O documento elaborado para a União Europeia pela COFACE, organização europeia de famílias, e a Eurocare, conjunto de associações que lutam contra o abuso de álcool – foi apresentado pelo comissário dos Assuntos Sociais, Pádraig Flynn, que o fez seguir para os Estados-membros, com uma advertência:
Espero sinceramente que as recomendações sejam levadas em conta e com seriedade que elas merecem’.É o que indica o trabalho científico, "há uma grande variedade de serviços e abordagens sobre os problemas do álcool, mas num elevado número de países da União Europeia as estruturas de apoio ás famílias são escassas", ou seja, enquanto se regista unanimidade em banir o consumo de bebidas das estradas "nenhum programa existe a alertar para os perigos de ser pai sob o efeito do álcool".

O estudo recorre ás drogas ilícitas para lamentar que o álcool não mereça o mesmo tratamento por parte das autoridades, com direito a campanhas de prevenção do consumo. "Quando os problemas ocorrem com drogas ilegais, a tendência é para culpar as drogas. Quando os problemas ocorrem com o álcool, a tendência é para culpar os bebedores", o que desvia a atenção dos factores sociais e económicos que estimulam o consumo de álcool. Se estas questões são de algum modo generalizadas no espaço europeu, o caso português parece mais complexo: "Podemos resumir a situação do álcool na família em Portugal em poucas palavras-chave: indiferença, ignorância, vergonha em denunciar".
"Nas organizações governamentais e não governamentais que contactámos para este projecto observámos uma forte política da avestruz. Alguns não reconhecem que há problemas; a maioria nem sequer está alerta para a terrível extensão dos problemas que sofre."


 

Sabia que Crianças são vítimas de abuso ou negligência, mulheres espancadas e maltratadas, elevado número de viúvas e órfãos de homens que morrem de cirrose e deficientes resultantes de acidentes com condutores embriagados. Este é o cenário traçado sobre Portugal mas trata-se "apenas da ponta do iceberg". Daí que a Europa se interrogue:
"Com a extensão conhecida dos problemas familiares, como é que tão poucos projectos de pesquisa estão a ser desenvolvidos nesta área?"
Entre as linhas de acção propostas para o país está a realização de um programa nacional de informação a alertar para os riscos do abuso de álcool junto da famílias, das grávidas, das crianças, dos adolescentes e dos próprios alcoólicos, procurando envolver os meios de comunicação social para haver mais impacte.
Essa campanha deverá ser complementada com a distribuição de panfletos e com a pesquisa científica sobre os problemas do álcool na família e terá ainda que ser enquadrada numa política que inclua medidas legislativas, como ‘aumentar a idade mínima de entrada dos jovens nos bares para consumirem bebidas alcoólicas’, com a respectiva punição dos donos dos estabelecimentos e dos funcionários que não cumpram essa limitação.
Outra medida legal proposta é a regulamentação dos "alcopops" (refrigerantes com álcool), com a melhoria de aspectos relacionados com a rotulagem e a comercialização, indicando claramente que se tratam de bebidas alcoólicas. A proibição da venda de álcool em bares de escolas ou em cafetarias para crianças ou adolescentes é também sugerida.


 


Sabia que "Abuso é uma forma de maus tratos em que a criança sofre agressões que podem ser de carácter físico, psicológico ou sexual. Abuso físico é um termo que engloba as situações que as pessoas mais facilmente associam a maus tratos, que são aquelas em que há agressão física (bater, morder, queimar, sacudir violentamente, empurrar, dar pontapés, etc.).
Abuso emocional é uma das formas de maus tratos mais difícil de identificar, mas que pode causar problemas graves no desenvolvimento da criança. Inclui os ataques verbais, insultos, ridicularizar a criança ou inferiorizá-la e dar-lhe certos castigos (como, por ex., fechá-la num quarto escuro, abanar).
Abuso sexual diz respeito a todo o envolvimento de uma criança numa actividade sexual, desde exibição dos genitais, contacto físico (toque, caricias) conversas obscenas, mostrar revistas ou filmes pornográficos, manipulação dos genitais, sexo oral ou relações sexuais.
" Há factores associados ao abusador, que pode ter uma baixa auto estima, estar deprimido, ter sido abusado na infância, viver isolado sem contar com o apoio de amigos e familiares, ser toxicodependente ou alcoólico, ter dificuldades económicas graves, problemas conjugais ou familiares e instabilidade emocional com dificuldade em controlar os seus impulsos.
"As pessoas que maltratam crianças são pessoas vulgares, de qualquer raça, religião ou estrato social, sem características especiais que as distingam das outras pessoas. Assim, qualquer pessoa pode, em determinadas circunstâncias, maltratar uma criança se não for ajudada. Alguns acontecimentos da vida podem contribuir para que alguém se torne um abusador: consumo de álcool ou de outras drogas, imaturidade, stress, depressão, história de abuso ou negligência na infância, etc."


 

Comentario: Não existe vontade política para abordar o problema de saude publica em relação ao alcool.  Pertencemos a uma cultura que bebe e que nega e estigmatiza o absuo e o alcoolismo. Informação é poder. Podemos mudar as nossas atitudes e estar disponíveis para partilhar a nossa experiência com os outros. A vergonha é inimiga da verdade.


 

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