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Recuperar das Dependências (Adicção)

Contra o estigma, a negação e a vergonha associados aos comportamentos adictivos. O silêncio não é seguramente a melhor opção para a recuperação; ninguém recupera sozinho.

Recuperar das Dependências (Adicção)

Contra o estigma, a negação e a vergonha associados aos comportamentos adictivos. O silêncio não é seguramente a melhor opção para a recuperação; ninguém recupera sozinho.

Dicas Saudaveis Sobre a Alimentação

Dicas Saudáveis,
Muitas pessoas desejariam ter hoje o peso de há 10, 15 ou 20 anos atrás, peso esse que, sendo bastante inferior ao de hoje, até chegaram a considerar excessivo. Só que hoje mordem-se e chicoteiam-se por o não terem mantido mas perdido, só para mais tarde o encontrarem, e muitas vezes acompanhado... Iniciaram assim uma inimaginável, e por vezes alucinante, viagem pela "feira popular" onde é residente a famosa "montanha russa do peso"!

No meu mais recente artigo para a revista do Holmes Place, a "The Place", falei sobre o emagrecimento - esse grande, desejado, odiado, e complexo tema. Há quem faça enorme fortunas à custa dele, mas eu como aposto na educação, uma pessoa de cada vez, e para isso é preciso muito tempo e explicação, tenho fortunas mas é de esperança! Pela milésima vez expliquei a importância do prazer e do bem estar que devem estar presentes nas escolhas alimentares e nas escolhas da/s modalidade/s de exercício físico que fazemos diariamente. Poucos parecem entender e ainda menos o fazem, e como aqui "não posso fazer um boneco"... Vou continuando as minhas tentativas de esclarecimento sobre o assunto e encorajamento. Pois que o facto é que estamos a ficar cada vez mais gordos -- há que mudar qualquer coisa! Não?!?

Emagrecer pode ser um bom caminho mas para a maioria das pessoas (e isso inclui-a/o a si) a questão principal
que está em primeiro lugar;
primordial;
o mais importante;
essencial;
fundamental;

é conseguir manter
v. refl.,
conservar-se;
aguentar-se;
resistir com êxito.
o peso actual!

Se não sabe manter, para quê emagrecer? (Não estou a perguntar "porquê" emagrecer...)

Se pensar no historial do seu peso verá que este é um ponto que pode ser muito válido e bom para reflectir, antes de fazer promessas de Ano Novo que não pode cumprir... Enquanto pensa e reflecte:
- não faça dietas (que sei que não gosta)
- faça exercício físico moderado 5 a 7 vezes por semana (caminhadas de 30 minutos por exemplo, ou que gostar),
- coma fruta e verduras todos os dias (as que gostar)
- coma mais cereais integrais que refinados (os que gostar: se não gosta, aprenda a gostar!)
- tome sempre o pequeno almoço (o que gostar e também o que for saudável)
- e sorria (se gostar...)

:-) Um beijinho pesado em coragem!

Dra. Madalena van Zeller Muñoz- Nutricionista
Consultório: Rua Rodrigues de Freitas, n 3, 2º Esquerdo, 2780-293 Oeiras, Portugal.
Telemóvel: +351 93 828 73 98Telefone e fax: +351 21 441 2913site: www.madalenamunoz.comblog:
http://consultoriodenutricao.blogs.sapo.pt/
assine newsletter: http://mulher.sapo.pt/

Comentario: Com a participação no blogue de profissionais de varias "escolas" de conhecimento e pessoas anónimas ou outros desejo "enriquecer" a informação e proporcionar "alimento pró pensamento" a todos os interessados. "Estamos Todos no mesmo Barco"... "Juntos Conseguimos Aquilo que Sozinhos Não Somos Capazes". Desde ja agradeço à Dra. Madalena Munoz pela sua participação e um grande bem haja.

O ponto de partida para uma mudança de objectivos

Ano novo2008 - Certamente pensamos em algo positivo e construtivo para nós e aqueles de quem cuidamos. Por vezes, precisamos de começar do "zero", reaprender algo "novo" e manter a recuperação dos comportamentos adicitivos em moldes que satisfaçam as nossas necessidades existenciais e espirituais, não religioso sem dogmas e divindades. Recuperação dos comportamentos adictivos é um processo de avanços e recuos, de altos e baixos para toda a vida. É uma missão com proposito e sentido.
Desejo a todos um novo ano cheio de aventuras, desafios, saude fisica e mental, conquistas, surpresas, sonhos, sucessos, descobertas...e claro precisamos de arranjar espaço para os reveses, as frustações e a desilusão, a dor e a perda e a descrença. Na vida, existe espaço para tudo. "O céu é o limite" para o crescimento emocional e espiritual. Que daqui a um ano estejamos em franca recuperação.
Atingimos o numero 1000 de visitantes nos blogues. Nunca pensei ser posivel. Estou extasiado e bem haja
 

Controlo vs. Entrega - Influênciar

 Controlo 

"Um conceito disfuncional de crenças individuais e sociais sobre o controlo, será um dos grandes obstáculos à recuperação para qualquer adicto/a. Perda de controlo, luta pelo controlo e resistência ao controlo – são tópicos frequentes nas reuniões de interajuda dos 12 Passos dos Alcoolicos Anonimos e que normalmente geram grande discussão.

Controlo como uma Ilusão
Não se controla ou jamais se controlará pessoas e/ou algumas situações/eventos do dia-a-dia. A historia revela-nos que quantos mais os ditadores querem controlar uma nação inteira, mais violentos se tornam. Quanto mais se procura controlar a adicção de outra pessoa a probabilidade da adicção vir afectar negativamente a relação entre essas duas ou mais pessoas é enorme. Quando na realidade se começa a compreender que é completamente impossível controlar todos os nossos próprios comportamentos e crenças ou de outros à nossa volta, constata-se que o controlo não é nada mais do que pura ilusão.

Obstáculos ao 1º Passo dos Alcoolicos Anónimos (AA)- “Admitimos que éramos impotentes perante a nossa adicção; e que tínhamos perdido o domínio sobre as nossas vidas”

A ilusão, nos comportamentos adictivos, é um obstáculo real à aceitação do Primeiro passo, que refere “Somos impotentes perante a nossa adicção e que a nossa vida se tornou desgovernada”.
O adicto/a procura quase sempre mascarar a sua incapacidade de controlar afirmando com convicção “Quem eu?! Eu consigo controlar...
Quanto mais o adicto/a permanece agarrado a esta falsa crença, que está a controlar o seu comportamento problema, irá continuar imobilizado – “preso” no Primeiro Passo (impotência e desgovernabilidade), incapaz de progredir e evoluir (mudança) na sua recuperação.

A maioria dos adictos reconhece quando outras pessoas exclamam “Quanto mais quero controlar, mais difícil se torna sair do problema.
Porque é que é tão difícil abolir este tipo de comportamento destrutivo? Porque abandonar este tipo de controlo é demasiado ameaçador à doença da adicção (lógica adictiva). Outro factor importante, para a maioria dos adictos, tem a ver com o seu historial no relacionamentos com pessoas do tipo autoritário (figuras/modelos autoritários), identificam o pânico em perder o controlo e a "intoxicação mental" provocada pela ilusão de poder.

Famílias disfuncionais - aqueles cuja família de origem é disfuncional identificam um extrema dificuldade em se render ao controlo. Crescem numa família aprendendo a “sobreviver às crises dolorosas” através de controlo. Desenvolvem competências cognitivas/emocionais (mecanismos) de forma escapar à dor intensa (reprimindo e ou “adormecendo” a dor), sentem um medo intenso, ao pensarem que alguém, mesmo um Poder Superior comanda as suas vidas. De facto, as mesmas competências (mecanismos) que os mantêm “protegidos” emocionalmente e nalguns casos até fisicamente, essas mesmas competências podem interferir negativamente na sua recuperação.

Influência - Outro obstáculo à rendição/entrega da ilusão do controlo pode ser a inexistência de um modelo alternativo de forma a entender as situações corriqueiras do dia-a-dia. Processo cognitivo “Se não tens o controlo das situações. Então como é que se faz?"
Um conceito alternativo adequado è a Influência. Como não consegue controlar outros, todavia pode influenciar as suas vidas, por ex. ser um modelo/referencia. Este conceito da Influência, pode ser melhor entendido, se pensar, num extremo, existe um circuito de influencia mais profundo (ex. relação com um parceiro/a ou criança - filho/a) até à inexistência de qualquer tipo de Influência, no outro extremo oposto (uma influencia básica). Pode simplesmente influenciar aqueles por quem é responsável, em vez de os controlar. Este conceito pode ser algo libertador e suavizar o fracasso da necessidade de controlo.