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Recuperar das Dependências (Adicção)

Contra o estigma, a negação e a vergonha associados aos comportamentos adictivos. O silêncio não é seguramente a melhor opção para a recuperação; ninguém recupera sozinho.

Recuperar das Dependências (Adicção)

Contra o estigma, a negação e a vergonha associados aos comportamentos adictivos. O silêncio não é seguramente a melhor opção para a recuperação; ninguém recupera sozinho.

Varias vozes; a mesma experiência

 

 

Decidi juntar alguns relatos de pessoas, de email`s que chegam todos os dias, cujas vidas foram sujeitas ao trauma da adicção activa. No dia que consigamos falar a uma só voz, na busca de soluções, encontraremos uma luz ao fundo túnel. Todas os dados dos intervenientes foram alterados de forma a manter a confidencialidade. 

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"Tenho 34 anos, sou casada e tenho um filho de 5 anos. Na altura da minha gravidez passei um período muito conturbado pois sofri represálias no emprego. Durante este tempo recriminei-me pela gravidez. Quando finalmente tudo estava a acalmar, fui abaixo pois o meu filho passou também por uma fase muito má e estive cerca de 9 meses com insónias, acabei por ser medicada com ansiolitico e antidepressivo. Passados uns meses deixei a medicação e recomecei a fazer ginástica que havia parado durante a gravidez e a preocupar-me mais comigo - fisicamente. O meu marido sempre foi gordinho e antes de eu engravidar, ele estava com quase 100 kg, consultou uma nutricionista e perdeu muito peso, mais tarde voltou a ganhar quando o bebé nasceu. Também ganhei alguns kilos e tornei-me muito preocupada em emagrecer mas também comecei a sentir cada vez mais incomodada com o excesso de peso do meu marido. Controlo diariamente o peso, faço exercício duas a três vezes por semana e sinto-me bem assim. O problema é que estendi este controlo ao meu marido e tento controlar o que ele come só pelo facto, de repugnar vê-lo tão gordo. Mudei a alimentação em casa e incentivei-o a fazer exercício. Ele começou a andar de bicicleta estando agora muito mais magro. Continuo a incentivá-lo e sinto-me agora mais atraída por ele estando a nossa vida íntima muito melhor, mas continuo obcecada com o que ele come e se comete excessos sinto-me em pânico que ele volte a engordar e fico chateada com ele. Os meus cumprimentos, Emília"


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"Tenho 25 anos e uma dúvida que ainda ninguém me conseguiu esclarecer, nem sei se existe algum esclarecimento lógico e nem sei se estarei a recorrer a pessoa certa. É possível ser viciado numa relação, que não é saudável? Namoro á 2 anos (com o homem com que me vejo casada), e tenho um caso com um homem 8 anos mais velho, acerca de 5 anos. Às vezes tenho a sensação que este meu caso é doentio e se calhar de ambas as partes. È um "relacionamento" muito pouco saudável em quase tudo, existe muita agressão verbal de parte a parte, tudo o que possa imaginar já foi dito um ao outro, ao ponto de uma vez ele me ameaçar que me destruía a minha vida, de milhentas vezes termos dito um ao outro “Desaparece da minha vida…, Nunca mais te quero voltar a ver…, etc.” E no máximo, passado 2 semanas, estamos envolvidos novamente, sem nunca se pedir desculpas pelo que foi dito anteriormente. Muitas das vezes quando estou longe dele, sinto quase 100% de certeza que foi a ultima vez, porque cada vez é pior, porque saio frustrada, que isto só me faz mal, porque estou farta de tudo (dele, da situação), mas ate agora, este fim ainda não aconteceu! Por favor ajude-me, estou farta, mas cada vez que tento afastar-me dele não resulta (ou porque sinto saudades dele ou de falar com ele...) já não sei o que fazer.Pode existir algum tipo de vício ou dependência neste tipo de relação? Muito Obrigada. Vera"