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Recuperar das Dependências (Adicção)

Contra o estigma, a negação e a vergonha associados aos comportamentos adictivos. O silêncio não é seguramente a melhor opção para a recuperação; ninguém recupera sozinho.

Recuperar das Dependências (Adicção)

Contra o estigma, a negação e a vergonha associados aos comportamentos adictivos. O silêncio não é seguramente a melhor opção para a recuperação; ninguém recupera sozinho.

Pedidos de ajuda que quebram o estigma, a negação e a vergonha II


Pequenos excertos sobre pedidos de ajuda recebidos por email, sendo posteriormente enviadas as respectivas respostas. Todos os dados pessoais foram alterados de forma a manter a confidencialidade dos seus intervenientes. Se identificar com alguma situação e ou comportamento em concreto pode escrever um email e solicitar apoio.

 

A publicação destes pequenos excertos tem como propósito quebrar o ciclo disfuncional associado ao estigma, à negação e à vergonha. Na sociedade de hoje, é cada vez mais comum o aparecimento deste tipo de problema e questões entre pessoas e famílias. Por vezes, a distancia, entre pessoas com problemas idênticos, pode ser uma porta, um prédio e/ou uma mesa do escritório. A ajuda surge quando o ciclo disfuncional adictivo é interrompido.  


Pedidos de ajuda


"Chamo me R. tenho 38 anos e após muitos anos de uso álcool, cocaína e crak, resolvi deixar de consumir tais substancias, porem, somente o álcool ainda está presente. Por vezes fico sem beber, entre um a dois meses, porem quando retomo faço-o exageradamente. No dia seguinte não consigo dormir, e às vezes, chego a ficar sem dormir várias noites seguidas, tendo que me socorrer de medicação, que me causam mau estar, irritação e sensação de cérebro pesado. O que é que posso fazer para amenizar esta situação? Obrigado pela atenção." 

 

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"O meu nome é T. e tenho 27 anos. Vou fazer este mes três anos que tenho uma relação com o meu namorado e vivemos juntos há quatro meses. Ele vem de um meio boémio, em que todos os amigos fumam, bebem e inclusivamente em casa, o pai é uma pessoa considerada alcoólica. Desde que fomos morar juntos ele deixou de frequentar os cafés com os amigos depois do trabalho, mas a verdade é que ele continua a beber ao longo do dia. A situação está a tornar-se bastante insuportável, com a violência das palavras e dos actos, com as constantes mudanças de humor. Ele é uma pessoa fantástica, que gosta de trabalhar, gosta de ajudar em casa, mas quando está mais sob o efeito do álcool fica uma pessoa insuportável. O que é que posso fazer?"

 

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"Chamo-me L. e encontrei o seu site e achei-o muito interessante. Vivi durante sete anos com um ex-toxicodependente. A nossa relação começou precisamente na fase em que ele estava a tomar metadona, embora essa situação me tenha sido escondida. Dávamo-nos muito bem, pois ele era muito atento, carinhoso. Decidimos viver juntos, contudo, quase como de um dia para o outro ele mudou, deixando de ser a pessoa carinhosa e amiga do início da relação, tratava-me muito mal, alheava-se da minha presença, via televisão horas e horas a fio, irritava-se facilmente, assumindo como um insulto qualquer crítica, partia coisas em casa quando a minha conversa não lhe agradava e chegou a bater-me, não revelava qualquer preocupação para com os meus sentimentos e raramente me procurava sexualmente. Aguentei isto durante sete anos, coisa tola - amava-o e nem percebo o porquê. Será que foi tudo uma mentira? Se me puder responder agradeço. Preciso de ajuda."