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Recuperar das Dependências (Adicção)

Contra o estigma, a negação e a vergonha associados aos comportamentos adictivos. O silêncio não é seguramente a melhor opção para a recuperação; ninguém recupera sozinho.

Recuperar das Dependências (Adicção)

Contra o estigma, a negação e a vergonha associados aos comportamentos adictivos. O silêncio não é seguramente a melhor opção para a recuperação; ninguém recupera sozinho.

14ª Dica Arte Bem-Viver de 26/06/2011 - Adiar a gratificação imediata

 Olá

 Adiar a gratificação imediata. O que é que isso significa?

 

É humano procurar a gratificação, a satisfação e o reconhecimento através das pessoas, lugares e coisas, é uma forma de recompensa, de aprovação e ou de agradecimento.

 

Todavia, na nossa sociedade, desenvolvemos o culto/habito pela competitividade e pelo consumismo na procura do caminho mais curto (atalho) e menos doloroso, neste sentido a gratificação/prazer imediata assume uma necessidade impreterível e disfuncional na gestão das emoções, gestão das prioridade, no critério da recompensa e gratificação individual. Se conseguirmos parar, por uns breves momentos, e reflectir sobre os nossos comportamentos, concluímos "Queremos as coisas já... ou de preferência para ontem."  Evocamos os princípios ( as palavras), mas procuramos satisfazer o nosso Ego (atitudes e comportamento). Aquilo que dizemos que somos; não é coerente com aquilo que fazemos. A nossa vontade, através dos impulsos reactivos e irreflectidos, na busca da gratificação imediata é suprema, como se a própria sobrevivência dependesse disso.

 

Adiar a gratificação imediata compromete o prazer imediato. Como? Primeiro, executamos as tarefas mais complexas que exigem auto sacrifício, disciplina, reflexão, criatividade, responsabilidade e determinação. É um processo de maturidade na gestão das competências cognitivas e sociais, dos impulsos, da dor e do prazer (balança emocional) nas coisas simples do dia-a-dia. Aprende-se a privilegiar (prioridades) os valores morais/éticos acima do prazer imediato, por ex. através da abnegação e o altruísmo Vs. egoísmo frenético e egocêntrico.

  

Se conseguirmos fazer uma gestão construtiva do desconforto emocional e da dor acabamos por aceitar esta condição, as prioridades, em primeiro lugar, ao invés de gerir a dor com um único proposito - preencher o vazio emocional (isolamento, solidão) com pessoas, lugares e coisas. 

 

Muitas vezes o que queremos (ter) não é o que precisamos (ser).

 

Votos de uma semana recheada de momentos de disciplina, honestidade, abnegação, reflexão, responsabilidade e determinação.

 

 

Cumprimentos

  

Nota: Esta Dica é um excerto do Retiro Espiritual Online (Programa Desenvolvimento Individual).

 

 

Comentário: Sabia que a Dica Arte de Bem-Viver começou com uma "brincadeira" para os amigos, em Abril de 2011? Passado um ano é enviada para mais de 300 pessoas, para vários países de expressão portuguesa (Portugal, Angola, Moçambique e Brasil) e para os Estados Unidos da América. Vai na sua 56ª publicação. Caso deseje receber a Dica basta enviar um email para joaoalexx@sapo.pt. No assunto da mensagem escreva: Dica Arte Bem-Viver. Todos os dados são confidenciais. É grátis

 

 


 

O que é que aconteceu à felicidade da mulher?

Recue uns 40 ou 50 anos e imagine-se, como mulher, a viver nos anos do Portugal do Estado Novo. Nesse passado não tão longínquo, as mulheres casadas não podiam ausentar-se do país sem autorização escrita do marido e as enfermeiras não podiam casar. A gestão dos bens do casal, incluindo da mulher, pertenciam ao marido e numerosas profissões estavam legalmente vedadas às mulheres.

 

 

Hoje os tempos são outros e, comparativamente, a situação da mulher melhorou muito, mesmo que ainda haja muito a fazer culturalmente. As mulheres são mais independentes, têm mais direitos e liberdades, formam-se em maior número nas universidades, distinguem-se em diversas profissões e ascendem a lugares de adminstração ou cargos politicos.

 

 

Com estas mudanças, teriamos, assim, muitos motivos para ter elevados índices de felicidade nas mulheres, mas paradoxalmente tal não acontece. Segundo alguns estudos* de referência, desde a década de 70 que o nível geral de felicidade da mulher nos EUA e na Europa, tende a cair e acentua-se à medida que a mulher avança na idade, contrariamente ao do homem. Em Portugal, as mulheres trabalham mais e dormem menos, as doenças associadas ao estilo de vida e ao stress, assim como o consumo de tabaco e anti-depressivos tendem a aumentar.

 

 

O que é que aconteceu?

 

Podemos associar vários factores que comprometem a saúde e o bem-estar da mulher, tais como factores biológicos mais propensos à depressão, a sobrecarga de trabalho resultante da desigualdade na distribuição das tarefas domésticas e responsabilidades familiares, o dilema carreira - família, as exigências da educação dos filhos na sociedade actual, a pressão cultural para corresponder a padrões de beleza e de desempenho irrealistas, entre outros.

 

 

 


Dica: Recuperação dos Comportamentos Adictivos

Dica: Recuperar da Adicção activa é um processo complexo e pode ser altamente dinâmico. Nesse sentido, se você é do sexo masculino sugiro o seguinte. 

Invista na monitorização e comunicação das suas emoções com indivíduos do mesmo género. Estabeleça laços de intimidade, de honestidade, de empatia, de respeito com homens. Fale dos aspectos vulneráveis do seu carácter (as suas inseguranças, os seus receios).  Contrarie o preconceito e a tradição imposta na nossa sociedade de que o "Homem não chora." ou "Homem não revela as suas fraquezas e ou sentimentos" ou "Homem é duro"

Responda a esta simples questão:

Na sua opinião como é que define a sua masculinidade?

As aparências podem iludir

Jazmín de Grazia (04 de Julho de 1985 / 05 de Fevereiro de 2012)

 

Uma notícia no jornal (JN)de 07 de Fevereiro, atraiu a minha atenção, o título referia o seguinte “Modelo argentina afogou-se na banheira. Jazmín de Grazia, de 27 anos, foi encontrada morta em casa pelo namorado. Droga pode ser a causa.”

 

Após pesquisar, pela internet, soube que Jazmín após a sua participação num reality show argentino, na altura com 18 anos, tornou-se modelo, mais tarde chegou a ser capa da revista Playboy, também era apresentadora de vários programas de televisão. Mais um caso, de uma jovem que alcançou o estrelato, de rápida ascensão, através dos tão badalados e afamados programas denominados reality show. Todavia, com um trágico desfecho aos 27 anos.

 

De acordo com a notícia, teria sido encontrado restos de cocaína no seu apartamento, todavia a autópsia revelou que a causa da morte foi “asfixia devido a imersão na água”. Foi também referido que Jazmín terá deixado uma mensagem no espelho da casa de banho, afirmando “Vocês não têm culpa que este mundo seja tão feio.”

 

Evitando especular sobre as causas da morte desta rapariga gostaria de realçar o fenómeno, sobejamente conhecido, sobre a vulnerabilidade dos jovens em relação ao flagelo associado ao consumo e abuso das drogas lícitas, incluindo o álcool, e/ou ilícitas.

Actualmente em Portugal, o consumo e o abuso das drogas lícitas, incluindo o álcool, e/ou ilícitas fazem parte integrante do convívio, acto social, de um numero significativo de jovens. Felizmente, não são todos os jovens. Na minha opinião, este fenómeno é encarado como um ritual de passagem para a idade adulta. Isto é, a negação, pressupõe que os consumos de drogas são de curta duração, todavia, não podemos negligenciar os factos; para alguns jovens os consumos esporádicos, aparentemente inofensivos, revelam-se uma via (porta aberta) ao abuso das drogas com graves consequências para as suas vidas a médio e longo prazo. Infelizmente, o caso de Jazmín foi mais um a acrescentar a muitos outros.

 

Aparentemente, através da suposta mensagem que Jazmín que terá deixado, no espelho da casa de banho, parece revelar algumas fragilidades de cariz emocional. Para alguns jovens o consumo de drogas surge como uma almofada às pressões e ao stresse do dia-a-dia. Nesse sentido, o consumo de substâncias psicoactivas lícitas, incluindo o álcool, e/ou ilícitas, poderá assumir um estatuto significativo, semelhante ao de auto medicação e controlo das emoções/oscilação do humor na busca do alivio e bem-estar.

 

Dica:

Caso identifique pressão e/ ou a sensação de vazio em relação aos afectos acompanhado de sentimentos de inadequação, evite consumir substâncias psicoactivas lícitas, incluindo o álcool e/ou ilícitas, visto a sensação que proporcionam ser somente sensações falsas e efémeras de prazer e bem-estar. Com a agravante de puder agravar ainda mais os sintomas de algum eventual problema emocional, por exemplo: depressão, solidão, tristeza.

 

Se identificar mudanças de humor e/ou vazio emocional evite o consolo no consumo de substâncias psicoactivas lícitas, incluindo o álcool e/ou ilícitas. Procure outras alternativas para se mimar. Procure pessoas genuínas, honestas e expresse os seus sentimentos. Invista mais nos afectos, menos nas coisas materiais e/ou nas aparências.

 

Não corra riscos desnecessários. O que, aparentemente, resulta para uma pessoa pode não resultar para outra. Não avalie o seu interior pelo exterior dos outros. Se considera que gosta de explorar o lado bom da vida, invista na sua literacia emocional. A vida encerra segredos que só são revelados aqueles que arriscam.

 

Caso reconheça que o problema que o/a atormenta toma conta da sua vida peça ajuda profissional. Você não está sozinho/a.

 

“O suicídio é uma solução definitiva para problemas provisórios, passíveis de mudar a qualquer momento” José Carlos Santos, psiquiatra.

 

 

 

Mudança de mentalidades e cultura

Uma notícia no Jornal de Noticias (20/10/2011) com o título “IDT (Instituo da Droga e Toxicodependência) esvaziado do tratamento da droga” despertou a minha atenção. Segundo o secretario de Estado Adjunto da Saúde, Leal da Costa, citado pela Lusa, afirmou “…no âmbito da administração central aprovada pelo Governo, o Instituto da Droga e da Toxicodependência vai ser transformado numa direcção-geral: Serviço de Intervenção dos Comportamentos Aditivos e Dependências (SICAD).”

 

Independentemente do que é que estas afirmações possam representar na prática, sabemos que a palavra da maioria dos políticos é duvidosa, o motivo de júbilo da minha parte, é só e simplesmente, pela mudança “gigantesca” (transformação) no conceito Toxicodependência versus Comportamentos Adictivos e Dependências. Aparentemente, parece haver vontade política em mudar a mentalidade e a abordagem, bem-vindo SICAD.

 

Desde 1993 procuro compreender, sem sucesso, a abordagem institucionalizada do tratamento da Toxicodependência em Portugal. Por exemplo, ainda existem profissionais a fazer psicanálise a indivíduos alcoólicos e a dependentes de drogas no activo, existem algumas instituições cuja abordagem ao tratamento é retrógrada, psicólogos e psiquiatras sem treino na área das Dependências, e alguns médicos passam receitas de medicamentos adictivos (por ex. benzodiazepinas) para indivíduos dependentes, sem que se faça um diagnóstico sobre a doença, inevitavelmente, este tipo de procedimento acaba por agravar ainda mais o quadro da dependência.

 

Paralelamente, ao meu fracasso, procuro alterar esta mentalidade generalizada (cultura), na prevenção e tratamento designada “Toxicodependência” visto considerar que termo desactualizado, retrógrado, repleto de estigma e falso moralismo. Recuso a utilizar esta terminologia nas consultas, nas acções de formação, na participação em workshops, etc. A utilização generalizada e institucionalizada do conceito “Toxicodependência” visa culpar, castigar, humilhar, envergonhar, o toxicodependente e a família, afim de que o individuo drogado se cure do seu problema moral - comportamento desviante. Não consigo enquadrar o comportamento desviante, no tratamento clínico da doença da Dependência (Adicção às Substâncias Psicoactivas Ilícitas, incluindo o álcool, e/ou as Ilícitas). Na minha opinião, comportamento desviante, possui uma carga negativa de falso moralismo, apoiado na culpa e na vergonha do drogado marginal (cultura). Na nossa sociedade, drogados são marginais e delinquentes, aqueles indivíduos, com problemas de drogas, que vestem fato e gravata já recebem tratamento diferente.

 

Segundo o Dr. Alan Marlatt devemos aplicar no tratamento das Dependências “A compaixão pragmática em vez do idealismo moralista.”

 

Ao contrário da Toxicodependência e do drogado/bêbado, na doença Adicção não existem culpados. Podemos fazer a analogia com as diabetes. O indivíduo diabético é culpado pela sua doença? Não. A dependência das substâncias psicoactivas lícitas, incluindo o álcool, e as ilícitas é uma doença. Não são as pessoas que escolhem ser dependentes. Acompanhei mais de 700 casos e ninguém manifestou o desejo de ficar dependente de substâncias psicoactivas lícitas, incluindo o álcool e/ou ilícitas. No Manual de Diagnostico e Estatística das Perturbações Mentais (DSM- IV) a classificação utilizada, com base em critérios, no diagnóstico é designado de Perturbação Relacionadas com as Substâncias e Dependência de Substâncias.

 

Com o devido respeito pelas instituições existentes e aos profissionais dedicados, Portugal está atrasado duas décadas, na prevenção, na intervenção, no tratamento da Toxicodependência e Alcoolismo. Só muito recentemente se introduziu o conceito de Recuperação das Dependências, creio que ainda muitos profissionais utilizam este termo, mas não sabem o que isso significa na realidade. Durante as últimas duas décadas utiliza-se o termo drogado, bêbado, viciado, “cura” e “curado”. Nas universidades portuguesas, publicas e privadas, de norte a sul do país ainda não existe qualquer tipo de investimento sério na educação e investigação nas Dependências da Adicção, vulgo Toxicodependência, assim como, no Alcoolismo. Como é que isso se explica quando sabemos que o abuso do álcool (consumo problemático) e o alcoolismo é um problema de saúde pública, em Portugal?

 

 

 

9ª Dica Arte de Bem-Viver de 22.05.11 - Mudança

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

Olá 

Costumamos afirmar que nos conhecemos o suficiente, mas infelizmente, para algumas pessoas, não é verdade porque racionalizamos, justificamos, maximizamos, negamos. Por vezes, estes mecanismos ficam” cristalizados" inconscientemente.


Ao longo da vida, estamos emocionalmente envolvidos num processo constante de transformação e de adaptação. Isto significa, que aquilo que acreditávamos (passado) poderá ser renovado e (re) ajustado à realidade e ao Rumo da Vida que escolhemos (presente).


Como gerimos e lidamos com a resistência natural à mudança de atitudes e comportamentos?

Estamos de mente aberta ou resistimos a ceder ao óbvio e/ou à realidade...dos factos, prolongando o sofrimento?

Podemos desenvolver uma "musculatura" cognitiva e social que nos permita monitorizar os factos, a realidade e amadurecer. Estamos prontos para assumir riscos, sair da zona de conforto, para mudar?

Não estamos sozinhos neste "barco", resistente à adversidade, mas para pescar é preciso sair do porto seguro. Para isso é preciso avaliar o comportamento e escutar as emoções... o mais honestamente possível.

Hoje faça um inventário audaz e detalhado de si próprio (aspectos positivas e aspectos a modificar) e não dos outros.


Votos de uma excelente semana


Cumprimentos



Sabia que a Dica Arte de Bem viver começou com uma "brincadeira" para os amigos? Hoje em dia é enviada para mais de 300 pessoas, para vários países de expressão portuguesa. Caso deseje receber a Dica basta enviar um email para joaoalexx@sapo.pt. No assunto escreva Dica Arte Bem-Viver. Já vai no numero 29. Todos os dados são confidenciais. É grátis. 



Registo Diário, uma ferramenta para Recuperar

 

 

 

 

Se pensar bem já escreveu sobre as suas experiências, relacionamentos e aventuras. Refiro-me ao “velhinho” diário que está guardado numa caixa esquecido. Aquele diário que foi oferecido quando éramos crianças e ou adolescentes onde, secretamente ou não, registávamos os eventos e as experiencias mais significativas e passado um tempo voltávamos a ler, vezes sem conta, tudo outra vez, como se não houvesse amanhã.

 

Hoje em dia algumas investigações revelam que escrever, sobre si próprio (registo diário), pode apresentar alguns benefícios, por ex. redução do nível de stress, melhora o estado de humor e a sensação de bem-estar, reduz sintomas de tristeza e depressão.

 

Ao longo da minha experiencia profissional, sempre apelei e incentivo ao registo diário. Para aqueles que têm o desejo sincero em recuperar da adicção activa, sejam substâncias psicoactivas (drogas lícitas, incluindo o álcool, e as ilícitas) ou comportamentos (jogo, distúrbio alimentar, sexo, compras, shoplifting, codependência) o registo diário é um excelente recurso cujo intuito possibilita a auto-reflexão e a autocrítica construtiva (feedback). Como é do conhecimento geral, a mudança de atitudes e comportamentos exige auto monitorização, motivação, honestidade e compromisso, assim o registo diário pode revelar-se uma ferramenta útil para recapitular (gravar/histórico) os seus pensamentos, experiências e emoções num caderno, no pc, no notebook, tablet, etc.

 

O registo diário pode permitir a reflexão sobre o propósito das suas ambições e projectos pessoais, ajudar a desafiar os padrões/crenças negativas (erros cognitivos) e auxiliar na valorização das pequenas e simples coisas da sua vida. Escrever sobre as suas emoções pode beneficiar permitindo manter uma perspectiva construtiva, realista e objectiva durante situações adversas e dolorosas, identificar emoções mais profundas e reveladoras e ser um canal (plataforma) para a sua criatividade.

 

Alguns tipos de Registo Diário:

 

  •      Fluxo de Ideias e Sentimentos (Ouvir-se a si mesmo) - Escreva sobre tudo aquilo que vier à cabeça, sem fazer uma autocritica imediata. Deixe as ideias e os sentimentos fluírem.
  •      Impulsionar o Pensamento Construtivo – Escreva sobre temas específicos e reflicta elaborando uma compilação, a fim de estimular o interesse sobre algo (por ex. recuperação, relacionamentos, doença da adicção, a raiva, o medo)
  •      Registo Diário da Gratidão – Escreva sobre momentos de agradecimento, reconhecimento e desenvolva uma análise que permita apreciar as coisas simples do dia-a-dia. Ajuda a incrementar a atitude positiva em relação a pessoas, coisas e situações na sua vida (ex. auto-afirmação, resiliência e pode reduzir o stress).
  •      Registo Diário Meditativo – Reflectir sobre determinadas memórias anotando o significado na sua vida, Aqui-E-Agora (AEA). Por ex. pode escrever sobre algo que tenha lido (livro, blogue, internet, revista) que tenha suscitado interesse e que deseje aprofundar, com mais detalhe, o seu conhecimento sobre si mesmo. Também pode elaborar ideias que ainda não tenham a consistência desejada e necessária, por ex. teorias, sentimentos.

 

 

Caso deseje iniciar um registo diário pode solicitar algumas dicas enviando um email para joaoalexx@sapo.pt

 

Recuperar das dependências (Adicção) é um movimento constante e duradouro

O dia tem 24 horas. É o tempo que a Terra gira em torno do seu eixo imaginário.
O ano tem 365 dias é a duração do movimento que a Terra executa ao redor do Sol.
Este movimento da Terra exerce sobre nós uma determinada força e energia bio-psico-social e espiritual, não religioso sem dogmas e divindades (movimento), que nos impele à mudança e à resiliência (ex. auto realização e ao propósito ex. valores morais - Proposito/Rumo). Por ex. tal como os genes exercem influencia sobre os nossos comportamentos, a replicação da especie ou a influencia que as pessoas significativas exercem sobre nós proprios.
 
Utilizamos a velha máxima " O tempo não pára..." O tempo da Terra também não pára. O nosso tempo também não. Estamos sempre em movimento.
 
Aproveite este movimento impulsionador e gerador de Vida.
 
A Recuperação dos Comportamentos Adictivos pode ser um fluxo (movimento) transformador de talentos e competências individuais, sociais e espirituais, não religioso sem dogmas e divindades, direccionado à auto realização e ao propósito da Vida. Só assim, conseguiremos resistir e ultrapassar a adversidade (adicção activa) inerente à sobrevivência (Recuperação). O nosso melhor "tesouro/escudo" para resistir à adversidade (adicção activa) são as pessoas significativas, porque caminhamos todos no mesmo sentido, rumo aos afectos e à espiritualidade não religioso se dogmas e divindades.
 
Hoje valorize a relação com alguém significativo. Aproveite o movimento da terra para saudar (agradecimento e reconhecimento) essa pessoa, esse acto pode provocar um movimento, significado, que não tem fim (Recuperação). Isto é, pode ser recordado para eternidade.
Recuperar É Que Está A Dar

Retiro Espiritual Online - PDI@

 

 

Plano Desenvolvimento Individual Online (PDI@) - Retiro Espiritual um Programa de Meditação pioneiro e inovador – “Alimento pró Pensamento.”

O conceito espiritual referido neste blogue não é religioso sem dogmas e divindades. É um conceito imaterial individual que permite a conexão com as pessoas e o mundo à sua volta, principalmente, atravês das fases complexas do devir.

 

Deseja participar no Retiro Espiritual Online? Surpresa!
Transforme a sua caixa de correio electrónico numa uma “fonte” de energia espiritual e inspiradora. Onde quer que esteja em casa, no trabalho, em viagem, em ferias, doença prolongada, padrinho/ madrinha, reunião de grupo de ajuda mútua, etc. Tudo aquilo que precisa é de um computador e acesso a internet. Pode enriquecer as suas competências individuais e sociais. 
  
Se estiver interessado em participar basta enviar um email (joaoalexx@sapo.pt) a solicitar toda a informação. Obviamente, que a sua participação tem custos, mas é um investimento valido e acessível a todas as bolsas. É Confidencial e profissional. Toda a informação é “fruto” da minha experiência em trabalhar com pessoas. Também pode solicitar mais informação.
Estou disponível para ajudar.

Alguns temas do PDI@

 
Defeitos de carácter, Medo e aceitação, Vocação, Vergonha, Desapego Emocional com Amor, Lições da Arte de Bem-Viver, Perdoar e muito mais surpresas, participe já. Envie já o seu email.

 

A adicção activa e a preparação para a mudança

  

 

 Sou um “deslumbrado” pelo comportamento humano e os comportamentos adictivos, em particular. Como profissional, obviamente aprendo com aqueles que procuram ajuda…a verdadeira (a mudança) – “escola da vida”. Refiro-me às competências individuais, sociais e espirituais, não religioso sem dogmas e divindades, em lidar com a adversidade, a imprevisibilidade e a impotência (doença da adicção). Apesar das diferenças da personalidade, existem valores morais e espirituais, não religioso sem dogmas e divindades, que nos unem e nos tornam flexíveis e mais corajosos nos momentos mais criticos do devir. Somos seres gregários, precisamos uns dos outros e o que aprendemos hoje pode não se aplicar amanhã. Estamos em mudança permanente.

Para um indivíduo com comportamentos adictivos (drogas lícitas, incluindo o álcool e as ilícitas, jogo, distúrbio alimentar, relações de dependência emocional, codependência, sexo, compras compulsivas - shopaholics, shoplifting - furto) aceitar ajuda profissional é o resultado de um estado de sofrimento, desgaste físico , emocional e espiritual progressivo e profundo – sente-se um falhado/a, desconfiado, angustiado, isolado e sofre de níveis altíssimos de desilusão. Sofreu um processo degradante transformador, como costumo afirmar, a escala de valores foi invertida, em vez de o individuo se valorizar; auto destroi-se. Em muitos casos, o adicto/a nem se apercebe dessa mudança disfuncional. Aquilo que criticou e julgou nos outros; acabou por fazer o mesmo ou pior. o adicto perdeu o controlo dos seus sentimentos e comportamentos, perante si próprio, as outras pessoas significativas (ex. filhos/as, amigos, colegas de trabalho, família) e necessita de ser salvo e removido à sanidade. Imagine-se num barco em alto mar, de repente começa a afundar, e você está sozinho, mesmo sendo um marinheiro experiente e orgulhoso (muitos adictos/as no activo[i] são indivíduos com imensa experiência e orgulho) precisa de ser ajudado e salvo, o mais rapidamente possível de forma a conseguir sobreviver.
 
Somos os nossos próprios “espectadores” no palco da vida
 
Nesta experiencia dolorosa o ego que “abandona o barco”, assim como a grande maioria das nossas habilidades o adicto no activo sente-se angustiado, assustado, frustrado, desiludido e impotente - HELP – SOSA ajuda surge e o adicto/a desesperado “agradece a oportunidade” com uma sensação de alívio enorme – exclama “Afinal, sobrevivi a este inferno....”  Após iniciar o processo da ajuda e de recuperação aprende com o tempo, e mais uma vez com frustração, que o problema reside dentro de si, não nas pessoas, lugares ou coisas à sua volta. Questiona-se:“Mas afinal…que fiz de errado para merecer isto? Porquê eu…?” Nesta fase questiona-se e procura culpados para a causa do problema. Sim, aprendeu que, como se sente uma vítima devem existir culpados. Quem são eles? O pai? A mãe? Ambos? A mulher/marido? A namorada/o? A doença? A pressão no trabalho? A localização geográfica? O patrão? Os amigos/as?

Gostaria de salientar um episódio recente de uma pessoa que procurou a "verdadeira" ajuda. Durante a quarta sessão/consulta reconheceu com surpresa que a raiz dos seus problemas (adicção), não era uma consequência e ou culpa dos outros (pessoas, lugares e coisas), mas do seu comportamental disfuncional e de algumas “velhas e poderosas e de crenças/mitos/ fantasias e factores fisícos/neurológicos que reforçavam o consumo de substâncias psicoactivas.
 
Após a constatação desta realidade, surge a motivação para a mudança. A experiência empírica assume um papel preponderante na contemplação e na selecção de novas medidas cognitivas, comportamentais e espirituais, não religioso sem dogmas e divindades. A “velha” e familiar desilusão e negação transforma-se em motivação. Renasce a esperança para enfrentar o desconhecido. Graças à transformação inicia-se o processo criativo, intuitivo e contempla-se a mudança. “E se conseguir provar a mim e aos outros que até consigo mudar?!” 

Todavia, neste processo complexo de avanções e recuos existe a ambivalência para a mudança que é perfeitamente normal e humano. A ambivalência é “Será que sou capaz de mudar?...E se falhar mais uma vez? Vou sentir-me deprimido e desiludido. Acho que não consigo suportar a dor…assim é melhor voltar ao prazer imediato e à zona de conforto.”
Para o adicto/a no activo é um desafio gigantesco abdicar do sistema de recompensas disfuncional e adictivo, mesmo negativo e doloroso é familiar (estilo de vida centrado na adicção). Mesmo disfuncional satisfaz (prazer imediato). Como o fumador que deixou de fumar há 6 meses, um dia vai jantar com os amigos e decide voltar a fumar, só um “cigarrinho”. Afirma “Só mais um…”. Mesmo que os seus amigos critiquem a sua decisão, nada o demove. É humano, mais uma vez, você acredita naquilo que é familiar e conhecido. Salvo excepções, qualquer pessoa não muda de um dia para o outro.
 
A motivação é como uma parede que se constrói - Tijolo a tijolo.
 
Após uma fase de “negociação” e “confecção do menu” rico em ideias, escolhas, valores morais e espirituais, não religioso sem dogmas e divindades, o adicto decide arriscar e “dar um salto” no desconhecido fora da zona de conforto (trabalho interior). Não procura os culpados, procura identificar as barreiras, que o manteve doente, os recursos e as competências individuais, sociais e espirituais.
Descobre um aliado espiritual (neutro e imaterial, uma crença individual espiritual, não religioso sem dogmas e divindades) que não “exige” obediência cega, não castiga, não humilha, assim como não exige a perfeição/redenção (cura imediata como se tratasse da eliminação de um vírus através de uma vacina). O aliado/a tolera, ouve (activo) e é genuíno e manifesta-se nas conexões com as outras pessoas significativas. Afinal, e apesar de toda a negação e descrença/angustia pessoal, vale a pena acreditar e voltar a sonhar. O Adicto estabelece um vínculo (dinâmica na relação entre duas pessoas, onde uma delas aparenta ser genuína e estar comprometida – empatia) capaz de gerar motivação, “veículo” essencial para a mudança.
Gostaria de realçar que a preparação para a mudança é um processo de avanços e recuos. Antes da mudança, é necessário ser o espectador do processeo da mudança e visualizar os prós e os contra. Preparar o "terreno" e criar perspectivas realistas de forma a consolidar e a manter o “espírito aberto e flexível” aos novos desafios e à adversidade da vida, assim como a capacidade em sonhar/ambição.

 O pescador naufragado, apesar da experiência traumática e dolorosa que passou durante os meses “abandonado e impotente”, vulnerável aos elementos, sabe que a segurança encontra-se no porto, todavia para pescar precisa de arriscar, confiar e dirigir-se novamente ao alto-mar. Melhor equipado e mais preparado. Para mudar, é necessário ter o desejo sincero.
 
Tijolo a tijolo a motivação pode ser o cimento que sustenta a parede. Afinal, recuperar da adicção é um novo e duradouro estilo de vida. Os meus agradecimentos aqueles que conheci nos dias mais atribulados das suas vidas que me ensinam a humildade, a resiliência e a confiança.
 
 
 
 
 

[i]  Adicto no activo – Significa que o individuo é afectado pelos sintomas da doença (perda de controlo, a adicção é o problema e a preocupação nº 1 na sua vida, obsessão e compulsividade).