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Recuperar das Dependências (Adicção)

Contra o estigma, a negação e a vergonha associados aos comportamentos adictivos. O silêncio não é seguramente a melhor opção para a recuperação; ninguém recupera sozinho.

Recuperar das Dependências (Adicção)

Contra o estigma, a negação e a vergonha associados aos comportamentos adictivos. O silêncio não é seguramente a melhor opção para a recuperação; ninguém recupera sozinho.

Da abstinência à recuperação da Adicção Activa

O conceito de Abstinência

Para aqueles homens e mulheres, que identificam nas suas vidas, sinais e sintomas dos comportamentos adictivos (drogas lícitas, incluindo o álcool e a nicotina, e as ilícitas, jogo, sexo, nicotina, compras - shopaholics, shoplifting - furto, relações disfuncionais e dependencia, distúrbio alimentar) geradores de sofrimento, estigma e negação, isolamento social, ansiedade, depressão e impotência urge inverter esta tendência progressiva, compulsiva e definir uma estratégia realista e exequível onde todos os recursos humanos disponíveis são importantes. Numa primeira fase, interrompe-se a progressão da adicção activa. Depois desenvolve-se um conceito de abstinência (fecha-se um ciclo vicioso e adictivo).

http://recuperarequeestaadar.blogspot.com/2007/09/abstinencia-da-adico.htm

 

Após um período de interrupção da progressão activa (doença) inicia-se a abstinência dos comportamentos adictivos. Nesta fase, é um período de adaptação, reconsideração, transformação, renovação e conquista da confiança entre o passado e o presente –Algumas pessoas questionam-se “Depois desta experiencia dolorosa o que é que faço à minha vida?

 

Para caracterizar esta fase, por ex. oiço histórias de indivíduos que apresentam problemas com o álcool e/ou drogas onde após uma noite de bebedeira/pedrada, no outro dia de manhã, acordam e encontram um bilhete do parceiro/a… “Ontem à noite senti-me desrespeitado/a pelos teus comportamentos…estavas uma lastima... senti-me envergonhado/a. Como sabes já não é a primeira vez… nem a segunda…prometes dúzias de vezes que deixavas de fazer este tipo de coisas. Ontem foi a última gota…Para mim…chega. Adeus”. Conheço alguns adictos/as, que quando são confrontados com esta realidade, ficam em pânico. Não se lembram de nada, nem daquilo que se passou…nem onde estiveram.

 

Após este incidente grave tomam uma decisão seria e “radical” (promessa). Afirmam “João, nunca mais bebo uma gota de álcool. Sinto-me um traste e um hipócrita…Chega.

 

Recuperação Duradoura

A Recuperação Duradoura inicia-se quando se constata, que afinal não basta parar de beber (abstinência), é precio sair da zona de conforto e enfrentar o desconhecido, mas como é que isso se faz? Perante esta ambivalência é preciso definir um Rumo diferente de vida baseado em pessoas significativas, lugares, coisas e valores morais baseados na abstinência e nas competências da Arte de Bem-Viver.

 

Durante a fase da Abstinência inicial, da privação e da restrição, o passado não foi ultrapassado, o luto ainda é ignorado, a “despedida dos velhos e disfuncionais padrões e crenças” não foram reconsideradas e ou assumidas  (perdoado/emendado). Parece que foi tudo reprimido pela vergonha e valorizado pelo ressentimento, pelo orgulho, pelo ego “frenético” e pelo sentimento de culpa. Após este período de privação e restrição (abstinência), onde a força de vontade prevalece; a promessa de recuperação permanece em aberto e “não pode ser quebrada”.

 

A fase da Recuperação Duradoura é um fenómeno ainda que permanece desconhecido e ignorado em Portugal. É um novo ciclo de mudança no Rumo da Vida do indivíduo, impulsionado pelo discernimento, auto eficácia e a motivação em não voltar aos mesmos erros e crises do passado, aos consumos de drogas licitas, incluindo o álcool e a nicotina, e as ilícitas, pelo trabalho interior e ajudar os outros pelo exemplo e experiencia, sem falsos moralismos.  A recuperação representa a Arte de Bem-Viver, a espiritualidade, não religioso sem dogmas e divindades, e a integração na família e na sociedade. Como o tipo que deixou de fumar, que após várias tentativas “dolorosas” ao longo dos anos finalmente interrompe o consumo de nicotina, inicia o exercício físico de uma forma regular, adopta um regime alimentar mais saudável e decide criar uma associação para ajudar as outras pessoas com o mesmo problema.

 

Recuperação Duradoura não tem um limite, meta ou período definido, não é uma cura, procura da perfeição ou do controlo. É um Rumo onde a orientação espiritual, não religiosa sem dogmas e divindades, é uma prioridade reconfortante, uma escolha gratificante, inspiradora, não julgativa, tolerante e flexível, geradora de capital humano e de auto-estima. Almeja-se não voltar aos mesmos hábitos e comportamentos do passado e contempla-se a recaída, como um problema, e uma experiencia a ser evitada. Vive-se o presente onde o grande investimento centra-se na monitorização e auto-avaliação (ex. disciplina, responsabilização, compromisso e orientação espiritual, não religioso sem dogmas e divindades) e nas relações significativas (capital humano) com outras pessoas. Um indivíduo que atinge a Recuperação Duradoura não faz mais do que ser responsável, só assim evita a negação e o estigma.

 

Quais os benefícios em um indivíduo adicto/a permanecer em Recuperação Duradoura como um membro dinâmico da sua família? Um membro dinâmico na sua comunidade? No seu local de trabalho?

Na minha opinião, é considerado um mentor, um “modelo”, um/a sobrevivente e uma referência. Um ser humano, cujo potencial foi submetido a adversidade e ao trauma que atingiu a liberdade de escolha e de expressão, o direito a uma vida plena, digna e cuja orientação espiritual o impele a ajudar os outros. Não em benefício próprio (ego frenético e exigente), mas da Recuperação.

 

"I Love" Recuperação

Percuso de vida; Continuidade do gene e o altruísmo

 

 

 

 
 nascimento/segurança e protecção/despertar
 
 
 
 
 carácter/aprendizagem/curiosidade
 


transformação/pertencer/autonomia

 
família/valores/compromisso/intimidade
 
 
transformação/experiência/mudança
 
morte/natureza/mistério
 
 
Os comportamentos adictivos (adicção) fazem parte da nossa condição humana. Somos influenciados por um conjunto de factores (bio-psico-social e ambiente) que determinam as nossas escolhas e decisões. Assim aconteceu e irá acontecer sucessivamente com os nossos familiares ao longo das gerações. Por. ex. adicção ao álcool (hereditário). 
Da mesma forma que através da reprodução proporcionamos a continuidade da espécie o mesmo também sucede com a adicção, cancro, diabetes (genes). "Uma mão lava a outra... e outra volta a sujar".
 
Todavia, aparentam surgir novas pessoas "iluminadas", ideias e abordagens que reforçam a importância da recuperação dos comportamentos adictivos e cujo potencial transforma a nossa cultura disfuncional/paradoxo. Graças ao avanço das novas tecnologias, da ciência e da experiência empírica, destaco as pessoas especiais (profissionais e individuos em recuperação).  Por ex. apesar de a nossa cultura (ainda) reforçar o consumo de bebidas alcoólicas e determinadas drogas lícitas e ou ilícitas, a pornografia, o jogo, a dependência emocional nas relações, a perfeição "imperfeita", o estigma, a negação,a vergonha tóxica e o preconceito existem pessoas especiais que reúnem a motivação, a determinação, a humanidade (Esperança) e o compromisso para a causa/missão da recuperação dos comportamentos adictivos, cultura diferente e inovadora baseado em valores e pessoas. Por.ex. pessoas especiais (anónimas e publicas) que são associadas a determinadas causas de cariz social e do ambiente.
 
Se pensar na vida como um percurso de (nascimento) a (morte - permanece uma incógnita) o que podemos aprender com a natureza da adicção? A adicção aparenta ser um mecanismo humano que é despoletado e adoptado em defesa do "ego" (arma/amortecedor) e de sobrevivência quanto a evitar/enganar o sofrimento,a dor, a perda, a rejeição e o abandono, perda do controlo, a vergonha, o medo. 
 
Apresentamos imensas semelhanças com ao animais ao longo do percurso da vida. O que podemos aprender com eles? Aparentam não desenvolver comportamentos adictivos, pelo contrario, desenvolveram as competências necessárias para se adaptarem e assim salvaguardar a sua espécie e tendo como "inimigo" o apelidado "desenvolvimento da civilização". Para os animais, o todo (sobrevivencia do individuo) é mais importante que a soma das partes. 
 
Os comportamentos adictivos podem ser uma defesa do "ego" (egoismo) e uma consequência da ausência de valores morais, sociais e espirituais, não religioso sem dogmas e divindades, onde a nossa cultura promove o consumismo, elitismo retrogado, o individualismo (poder, sucesso e prestigio a qualquer preço), o fundamentalismo, discriminar com base em preconceitos, a negação e o estigma, as aparências, etc.
 
Precisamos de pessoas especiais que valorizem a liberdade, a criatividade (novas ideias e conceitos), a esperança, a honestidade, a universalidade, o altruísmo, a coesão do grupo, viver no presente.
Afinal, Recuperar É Que Está a Dar.
 

 

Experimente o conforto de um abraço genuíno

Atraves do contacto fisico, genuino e honesto, aprendemos a conhecer melhor os outros e a nós mesmos.
Aprendemos a definir limites....com coerência e determinação.
Aprendemos a sentir o conforto, a tolerancia, a segurança e a diferença.
Atraves do abraço, aprendemos a comunicar.
Atraves do abraço recebemos sorrisos "iluminados".
Aprendemos a valorizar os outros.
Aprendemos a impotencia e a aceitação.
Atraves do abraço baixamos as nossas defesas.
Atraves do abraço aprendemos a ser criativos e a inovar.
Hoje dê abraços...e receba.

 

As Dependências associadas ao dinheiro

Considero oportuno, visto alguns milhares de portugueses atravessarem tempos conturbados de desconfiança, de desespero, de reflexão, abordar um assunto polémico e ambíguo. Refiro me ao dinheiro e aos distúrbios a ele associados na nossa sociedade. São os momentos difíceis, de dor e privação que influenciam (aprendizagem) o nosso comportamento, refiro á relação entre o sofrimento e a motivação para mudança. Se nada muda; tudo fica na mesma.

 

Dependemos do dinheiro. Não podemos prescindir dele, assim como acabamos por permitir que nos influencie, cada caso um caso, seja de uma forma negativa (ex. ganância e cobiça) ou positiva (integridade, decência) sobre as nossas atitudes e acções. Podemos desenvolver uma relação de amor e ódio, parece ser um assunto tabu recheado de falsas crenças e mitos. Na minha opinião, o problema não é o dinheiro; mas sim aquilo que as pessoas pensam e fazem com o ele. Recordo um caso de uma pessoa que afirmava “Na minha família, ninguém podia mostrar dinheiro vivo, deve permanecer oculto – circulava debaixo da mesa.”

 

Qual é o comportamento das pessoas perante o dinheiro ou a falta de dele, numa cultura que promove e incentiva o consumo e o estatuto, associado ao prestigio, ao sucesso e ao poder?

 

Tenho constatado que o dinheiro e os comportamentos adictivos são temas transversais na nossa sociedade. Precisamos de dinheiro para viver e algumas pessoas precisam de dinheiro (extra) para "alimentar" a sua adicção activa ao longo das suas vidas, sejam substâncias (drogas lícitas, incluindo o álcool e a nicotina, ou ilícitas) e/ou comportamentos adictivos (jogo, compras - shopaholics, trabalho, sexo, distúrbio alimentar, shoplifting - furto). Nesta “indústria da adicção”, anualmente milhões de euros são despendidos em drogas (licitas e ilícitas), álcool, sexo, jogo, trabalho, furtos, compras e comida, assim como milhares de pessoas estão envolvidas direta e/ou indiretamente nesta problemática/adicção activa. De que forma a sociedade e a cultura são influenciadas pelas dependências associadas ao dinheiro (capital)? Os fins, obter prestigio, estatuto e sucesso financeiro, justificam os meios, pouco convencionais e/ou ilícitos?

 

Todos nós conhecemos alguém que apresenta uma incapacidade em gerir responsavelmente os seus recursos financeiros, mas podemos não saber qual a raiz do problema. Pode retirar dinheiro do seu ordenado, pedir dinheiro emprestado, enganar ou rouba de forma a manter a sua adicção activa -“Não olha a meios para atingir os fins.”

 

 

 

Demasiado amor pode ser negativo para a relação-romântica

Por vezes, evoca-se um conceito positivo e saudável nas relações românticas, mas no final o resultado daquilo que fazemos é o oposto; revela-se disfuncional e em ultima instancia patológico. As emoções românticas podem assumir um papel demasiado intenso, obsessivo e “sagrado”, gerador de pressão e controlo, e o individuo acabar “presos” às suas fantasias e atitudes organizadas em crenças disfuncionais e/ou mecanismos de “fuga” às emoções dolorosas. Refiro-me por exemplo, ao conceito do AMOR. A paixão pode ser um estímulo suficientemente forte para se procurar alguém para AMAR , por vezes, depois da paixão nada resta, senão a separação.

Então se o AMOR é uma necessidade básica de qualquer ser humano (dar e receber afecto, intimidade e compromisso, obviamente não confundamos com coisas materiais) porque tornamos as relações disfuncionais em nome do AMOR?

Um novo estudo veio revelar que um vínculo demasiado intenso (apegado) numa relação romântica pode revelar-se prejudicial. Relacionamentos românticos definem laços especiais de intimidade e de compromisso entre os seus parceiros. Em muitos casos, um pacto apaixonado conduz a relações duradouras, e em último caso, à constituição de famílias.

Por vezes, um ou ambos (parceiros) colocam um anseio e uma expectativa demasiado elevada (preocupação irracional) na sua relação. Como resultado manifestam uma disposição (disfuncional) em exprimir e avaliar a auto estima e os limites, baseando-se somente no resultado das suas interacções românticas. Isto é, se a relação está positiva, está tudo bem, caso contrário, sentem-se exageradamente culpados e frustrados por a relação não apresentar os sinais de segurança, que seria suposto. Não é permitido sentir as emoções desconfortáveis e as angustias “livremente.” Imediatamente, reagem ansiosos e estabelecem planos e projectos para salvar a relação ou fugir à dor à revelia do seu parceiro/a.

É aquilo que os psicólogos apelidam de Relação-Duvidosa que Afecta a Auto-Estima e que segundo o investigador Raymond (Chip) Knee Ph.D. afirma, é um factor negativo para a relação romântica assim como para a auto estima de um ou ambos parceiros.

Segundo o Dr. Raymond (Chip) Knee, Professor Assistente de Psicologia e Director do Departamento de Relações Interpessoais e de Pesquisa em Grupos de Motivação da Universidade de Houston “Os indivíduos que apresentam níveis elevados do fenómeno Relação-Duvidosa que Afecta a Auto Estima estão excessivamente comprometidos (apegados) às relações e também demasiado vulneráveis emocionalmente, caso surja algum tipo de adversidade/conflito – para isso, basta uma pequena discórdia, para que despolete todo um conjunto de problemas que assumem dimensões desproporcionadas."

Pessoalmente, Ouço relatos nas consultas de um dos membros do casal que afirma “Discutimos e zangamo-nos por coisas insignificantes, quando na realidade não são assim tão importantes. Na altura, não se consegue pensar naquilo que se diz e/ou faz. Só mais tarde, de cabeça fria, se chega á conclusão, que afinal todo aquele aparato não passou de um disparate”. Por vezes estas discussões acabam em agressões verbais e total desrespeito que afectam a confiança na relação entre parceiros.

Raymond Chip Knee acrescenta que a Relação-Duvidosa que Afecta a Auto Estima pode desencadear discussões, com base em argumentos banais, capazes de gerar episódios de depressão e ansiedade, tais como; uma errada interpretação de palavras, diferenças de opinião, uma critica/comentário à personalidade ou à aparência física. Segundo o especialista “Um compromisso excessivo pode influenciar negativamente a relação.

Um ou ambos os parceiros também podem desenvolver comportamentos maníacos e/ou obsessivos (ex. um dos parceiros exige uma atenção exagerada sobre si próprio em relação ao seu companheiro/a) directamente relacionados com o amor.

Acompanho casos de indivíduos, homens e mulheres, com comportamentos obsessivos que afirmam que não pensam noutra coisa senão no seu parceiro/a. Alguns ex. "Onde está…?" ou "Com quem está…?" "Se não atende o telefone, algo de errado se está a passar", ou, se um dos parceiros afirma não estar disponível para fazer sexo, é porque já não existe amor na relação, etc. Sabemos que estes comportamentos desgastam a relação e prejudicam a qualidade de vida do indivíduo.

O fenómeno da Relação-Duvidosa que Afecta a Auto Estima pode provocar alterações bruscas num dos parceiros após a separação, o divorcio ou haver ameaças serias à integridade física – ex. violência doméstica. Se no inicio de uma relação este tipo de comportamentos disfuncionais for identificado podem ser tomada medidas de forma a prevenir consequências negativas e traumáticas ou servir para que ambos reconheçam e admitam que afinal são incompatíveis.

 

Dependências para todos os gostos



Certos comportamentos e/ou o consumo de substâncias psicoactivas associados a certo tipo de indivíduos, dependendo de alguns factores bio-psico-sociais conseguem transformar drasticamente, e em alguns casos, por em risco, a vida dessas mesmas pessoas. A dependência de varias substâncias psicoactivas e/ou comportamentos adictivos podem aparecer no mesmo indivíduo.

Todavia ninguém fica dependente/adicto de um dia para o outro. Através de um acto voluntário inócuo, por ex consumo de substâncias psicoactivas, actividades relacionadas com o jogo, sexo, comida, compras, associado ao lazer e/ou prazer, pode despoletar no individuo sensações de bem estar, cujas memorias futuras serão um reforço positivo e assim aprender os efeitos de agir no prazer e na gratificação imediato – sensação de boas vindas aquele estado de espiríto relaxante e/ou energético. A repetição dos comportamentos poderá despoletar hábitos, crenças e rituais, é um processo que é determinado e influenciado pelas caracteristicas do indivíduo e pela substância psicoactiva e/ou comportamento - factores bio-psico-sociais.
Sabia que todos nós estamos expostos a este fenómeno?

Algumas substâncias psicoactivas geradoras de dependência/adicção


Álcool – Estima-se que existam meio milhão de alcoólicos em Portugal.

Drogas ilícitas – Segundo dados do Instituto da Droga e da Toxicodependência indicam que em 2006, 32 460 pessoas participaram em consultas (tratamento ambulatório), principalmente consumidores de heroina (substância opiacea altamente adictiva). Em 2001, 7.8% da população com mais de 15 anos já experimentou drogas.
Gostaria de referir que segundo um relatório anual da Organização Internacional de Controlo de Estupefacientes (OICE) o consumo de substâncias psicotrópicas legais (por ex- benzodiazepinas - tranquilizantes, ansioliticos) é maior em Portugal do que em qualquer outro país europeu à excepção da Irlanda. O OICE é um organismo das Nações Unidas a quem cabe analisar o cumprimento das três convenções da ONU sobre droga, afirma que as razões por trás deste consumo exagerado de drogas legais não são conhecidas pelas autoridades portuguesas.

Tabaco – Existem no nosso país aproximadamente 2 milhões de fumadores. Deste universo, 70% afirma querer largar a dependência mas apenas 10% a 15 % consegue deixar de fumar, segundo números da Sociedade Portuguesa de Pneumologia.

Cafeína – O consumo de café em Portugal per capita, em Portugal, ultrapassa os 10 gr diários, o equivalente a 2 cafés em cada 3 dias por pessoa. Entre 1990 e 2003 , o aumento foi de 18% de acordo com o Instituto de Nacional de Estatística.


Alimentação – A obesidade atingia, entre 2005 e 2006, 16,5% dos portugueses com mais de 18 anos, segundo o Instituto Nacional de Saúde. Algumas estatísticas revelam que os homens (20,8%) sofrem mais deste problema do que as mulheres (16,6%). A anorexia, bulímia nervosa, a ingestão compulsiva e a obesidade, são doenças graves com elevados custos psico-sociais. 

Dar e receber abraços

 

O abraço é:

Comunicar, pertencer, apoiar, proteger, arriscar, confiar, amor proprio, entregar, respeitar, segurança, amizade... é gratis.~

 

Quem já recebeu um abraço daqueles que nos eleva o espirito, renasce a esperança, reconhece a importancia do calor humano genuino e espontaneo...quem não sabe, experimente!

Vamos dar e receber abraços "iluminados" e abençoados.

Atitudes positivas e motivadoras vs. pensamentos derrotistas irracionais

Por vezes, fruto do nosso passado (familia de origem) desenvolvemos, ao longo da vida, crenças familiares disfuncionais e/ou relacionamentos com pessoas significativas abusivas capazes de potenciar o fracasso e a rejeição, por ex, Não és merecedor..., Não és capaz..., Os outros são melhores que tu...., Não vais conseguir..., Se mostrares quem és os outros não vão gostar de ti.... O sofrimento e a frustação vão tornar-se insuportaveis e não irão passar, nunca "Estou doido/a, devo ser diferente ". Este padrão de crenças negativas podem bloquear o desenvolvimento do nosso potencial (competencias e habilidades), como seres humanos espirituais, não religioso sem dogmas e divindades. 


Pensamentos derrotistas irracionais reforçam o negativo, conduz ao perfecionismo (padrão rigido de pensamento) e ao impossivel, antecipando cenarios/situações catastroficas. Vivemos o medo/ansiedade, por antecipação, e acreditamos nesses mesmos medos irracionais. "

Algumas pessoas afirmam, resignadas e passivas, "Não vale sequer a pena tentar, porque não vou ser capaz. Isto não vai passar."

O que é que pode fazer hoje para mudar de atitudes e comportamentos derrotistas?

Só por hoje
:

Pode valorizar a gratidão, e fé e a esperança.

Pode sentir orgulho da honestidade e da autenticidade. Você é livre, nesse sentido possui a liberdade de escolha para arriscar e sonhar.

Pode sentir as emoções (positivas e/ou as dolorosas) e valorizar a capacidade de estar em sintonia/equilibrio com o Eu interior (sentimentos, ambições, valores e crenças positivas).

Você é um ser unico e excepcionalmente valioso. Ninguem pode enfrentar os seus "fantasmas" e fazer esse trabalho por si.

Pode sonhar "acordado" e acreditar que o impossivel não existe.

Pode definir metas/planos e objectivos de vida.

Pode ter um proposito e um sentido no dia-a-dia (familia, trabalho, amizades, comunidade, hobbies, etc).

Pode arriscar só por hoje... O não está garantido! O que pode acontecer é vencer o medo irracional que o bloqueia. 

Pode mudar...mudando pequenas coisas (palavras, rotinas, atitudes e comportamentos).

Até o ninho estar pronto o passaro tem imenso trabalho...todavia, dia-a-dia vai fazendo aquilo que lhe compete e sabe fazer. Sem ansiedade, sem medo de falhar, sem querer atingir a perfeição, sem competir cegamente. Se o ninho é destruido pela tempestade ele retomará o seu trabalho com mesma motivação. Um dia o ninho estara terminado

 

Recuperação Inicial e Recuperação Duradoura


 


Alguns estudos empíricos e longitudinais revelam que a recuperação é um processo de desenvolvimento que necessita de uma evolução constante.

Se por um lado o processo de reabilitação inicial tem como objectivos a elaboração e aprendizagem de competências de vida (sociais, de resolução de problemas, de higiene básica, de comunicação) necessárias para realizar uma série de comportamentos ajustados ao que é esperado pelas normas sociais e penais vigentes, de forma a que o dependente adquira recursos internos para lidar de forma construtiva com as adversidades do dia-a-dia, estes mesmos desenvolvimentos podem ser insuficientes com o passar do tempo.

Partindo da premissa que com o início de uso de substâncias alteradoras do humor o desenvolvimento emocional é travado ou desenvolvido de forma insuficiente, é necessário um acompanhamento mais orientado numa fase inicial de recuperação.

A incapacidade de lidar com a frustração e com sentimentos de cariz negativo, a categorização da realidade em categorias exclusivas (ex.: confia totalmente ou não confia nada), a instabilidade emocional são factores que podem fragilizar o processo individual de adaptação a uma realidade raramente por eles vivenciada durante o tempo de consumo.

Um dos factores também verificado em muitos dos casos é uma visão distorcida de si mesmo, dos outros e do mundo, e do futuro, que impede, por vezes, uma saúde mental estável necessária para o crescimento associado a uma vida saudável sem recurso a drogas lícita e ou ilícitas, incluindo o álcool. Esta visão foi elaborada tendo em conta crenças que o paciente adquire durante a infância e todo o percurso de uso de substâncias. No entanto se não forem trabalhadas durante o seu processo de recuperação podem criar obstáculos que por vezes são considerados pelos mesmos como intransponíveis.

Assim sendo é necessário ter em consideração que a recuperação é um processo em constante mudança que tende a ser cada vez mais elaborado e preciso, e consequente, também por vezes necessário é um acompanhamento individual a médio prazo para uma melhor adaptação ás dificuldades que se vão apresentando.

Dr Pedro Garrido - Psicólogo Clínico
965172940


 

 


 

Comentario: Agradecemos a colaboração, a dedicação à causa e a disponibilidade do dr Pedro Garrido em colaborar connosco no nosso blog. Precisamos de todos aqueles que abraçam esta missão. Um grandioso e iluminado Bem Haja.

"A nossa vida é assim tão simples?"


 

A nossa vida é tão SIMPLES ASSIM,
Uma noite, um velho índio Cherokee contou ao seu neto sobre uma batalha que acontece todos os dias dentro das pessoas.
 
Ele disse:- Meu filho, a batalha é entre dois lobos dentro de todos nós.
 
Um é mau: é a raiva, a inveja, o ciúme, a tristeza, o desgosto, a arrogância, a pena de si mesmo, a culpa, o ressentimento, a inferioridade, as mentiras, a superioridade.
 
O outro é bom: é a alegria, a paz, a esperança, a serenidade, a bondade, a benevolência, a empatia, a generosidade, a verdade, a compaixão e a fé.
 
O neto pensou naquilo por alguns minutos e perguntou ao seu avô:- Qual o lobo que vence? O velho Cherokee simplesmente respondeu:
- O que tu alimentas.

Comentário: Recebi este pequeno texto num e-mail e adequa-se ao proposito do nosso blog.

Para aqueles que estão em recuperação dos comportamentos adictivos conhecem as consequencias negativas (historia de vida) do impacto do ressentimento. Vale a pena tornar as coisas mais simples.
 
Senão vejamos, os prós e os contra:
O ressentimento molda e interfere negativamente a nossa visão de uma vida satisfatória e plena.
 
Limita escolhas e impede-nos de relacionar com os outros.
 
Ficamos defensivos, desconfiados e sozinhos. Tenho acompanhado adictos/as que na sua senda de liberdade e autonomia buscam a libertação do sofrimento “barato”, aquele que só prejudica e que às vezes, de uma forma subtil  “cultivamos”, como se "lenha para o lume se tratasse".

Já pensou que a energia negativa do ressentimento pode ser equiparada a um vulcão “adormecido”?! O que acontece a um vulcão que está adormecido antes da sua erupção abrupta? A sua energia encontra-se contida, todavia está em ebulição, até ao dia que o vulcão inicia a sua actividade – explodindo e semeando o caos e a destruição.

È importante valorizar as emoções, mesmos aquelas que magoam e que fazem sofrer.

Recuperar dos comportamentos adictivos é sentir, a dor da separação, da perda, da frustração e a desilusão. A adicção activa “adormece” e/ou reprime as emoções genuínas. Os adictos/as ficam dependentes do básico e “animais” irracionais (impulsivos, reactivos, intolerantes, confusos, ressentidos, etc).

Por isso, procure identificar quais são realmente as suas emoções - as que estão à superfície e aquelas que estão escondidas no âmago do “vulcão” inactivo.

E tal como o velho índio afirmava valorize as emoções que enaltecem a nossa existência, a relação com o nosso poder Superior, não religioso sem dogmas e divindades, e as nossas relações. Quebre as “amarras”,  o status dinfuncional,  as tradições, os preconceitos e os estereotipos disfuncionais impostos pela nossa cultura.
Neste caminho, proposito e sentido, somos livres e fortes...