Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Recuperar das Dependências (Adicção)

Contra o estigma, a negação e a vergonha associados aos comportamentos adictivos. O silêncio não é seguramente a melhor opção para a recuperação; ninguém recupera sozinho.

Recuperar das Dependências (Adicção)

Contra o estigma, a negação e a vergonha associados aos comportamentos adictivos. O silêncio não é seguramente a melhor opção para a recuperação; ninguém recupera sozinho.

Presos um ao outro, sem soluções

10203219696006397.jpg

 

“Foi com muito gosto que fiz a partilha. Fui codependente numa relação que durou alguns anos. O meu ex e já falecido marido, era toxicodependente e alcoólico e eu não conseguia libertar-me das amarras emocionais que me prendiam a ele. Só quando engravidei, o meu filho é que reuni forças para acabar definitivamente com a relação. Até então, eu não vivia, só sobrevivia, mas com o nascimento do meu filho, renasci de novo apesar de ainda restarem sequelas e traumas que por vezes afloram e se manifestam sob a forma de depressões. Mas hoje sou mais forte, gosto de mim e da minha própria companhia.  Por tudo isto, sinto-me muito feliz quando de algum modo, ajudo a quem sofreu ou sofre de dependências. Abraço, Maria (nome fictício)

Comentário: Obrigado Maria, pelo seu relato e parabéns por ter redirecionado a sua vida, para melhor.

Nos últimos anos, as notícias de violência doméstica, oriunda da co dependência, têm servido de manchete nos media, com vítimas inocentes. É um fenómeno transversal na sociedade, todos nós sabemos da sua gravidade, mas algumas tradições culturais disfuncionais ainda teimam em resistir, por exemplo, o ditado popular, “entre marido e mulher, ninguém mete a colher”. Para agravar mais o cenário, já de si trágico, as consequências da violência doméstica, afeta e alastra a todos os membros da família, incluindo os filhos e restante família. Crianças e/ou jovens que perdem os pais nas circunstâncias mais trágicas e eles próprios vítimas do trauma, do estigma e a da vergonha. Alguns deles, na idade adulta, vão ter relacionamentos com parceiros em que a violência fará parte da herança familiar.

 

 

 

121ª Dica Arte Bem Viver de 15.07.2013 (reeditada)

45636.jpg

 

Olá,

não existem pessoas ou famílias perfeitas, mas existe o diálogo, o perdão e a confiança. Família, a nossa herança e identidade.  A família são pessoas, todas diferentes, que não podemos escolher. Quando nascemos, existem vínculos que nos unem, como um sistema e ocupamos um determinado lugar na hierarquia/estrutura (seio familiar). Pressupõe-se que a família seja um lugar seguro (pertença e reconhecimento) e os vínculos sejam de confiança, mas na realidade, não existem famílias ou pessoas perfeitas.

Sabia que uma das fontes mais comuns de conflito reside entre membros da mesma família? Alguns exemplos mais comuns da família desestruturada; negligencia e abuso emocional, físico, sexual, relacionamento disfuncional com o dinheiro, incompatibilidade e intransigência nas diferenças de opinião, de convicções e valores (crenças retrogradas, rígidas, perfeccionistas e preconceituosas baseadas na vergonha). Entre membros da família, a raiva excessiva e o ressentimento podem conduzir à fúria, à malícia, traição, à hostilidade, ao segredo e ao ódio e em situações extremas à violência. Alguns familiares, cultivam um ressentimento de "estimação" entre si, capaz de durar uma vida inteira.

O que são os problemas na família? Qualquer acontecimento que afete, um membro da família, imediatamente, afeta todos os outros (sistema familiar). Por exemplo, se alguém fica doente, quem é que cuida da situação? Se um membro da família tem problemas com o álcool como é que o sistema familiar fica afetado? Se um pai discorda da mãe, agressivamente, qual é o papel dos filhos? Se existe um divorcio, de que forma interfere no sistema familiar?

 

 

" A recuperação é uma dádiva"

images (2).jpg

 

“A Recuperação é uma dádiva, que só foi possível acolhê-la quando me rendi, baixando os braços com humildade, pedindo ajuda.”

 

 Vivi muitos anos a acreditar que controlava o uso de drogas. Uma vida dupla, com muita manipulação, “a brincar com a vida”. Tempos limpa, tempos a usar, tempos a fazer tratamentos, a construir e a destruir. A última recaída, levou-me rapidamente a um estado de degradação, um completo descontrolo facilitado com dinheiro que meu pai deixou quando faleceu.

Completamente obcecada pelas drogas e a usar compulsivamente à procura de algo que não sabia o que era. Comecei a ter medo de morrer, mas também tinha medo de deixar as drogas e viver sem elas.  Desconectada de mim.  Onde é que eu estava? E foi essa necessidade de me encontrar, mais o amor das minhas filhas que deu coragem para parar de usar, mais uma vez…

Pedir ajuda foi a primeira etapa. Por um lado, sentia-me tão frágil e por outro, queria viver.

Rendi-me perante os factos evidentes da minha destruição total como ser humano. A mais visível era a componente física, mas a mais dolorosa, era destruição da minha alma, invisível a olho nu, mas visível ao meu olhar- uma mágoa enorme, vergonha, desespero, frustração e muita confusão.

Foi quando conheci o programa dos 12 passos que comecei uma viagem diferente. Encontrei pessoas como eu, que tinham problemas com drogas e que queriam aprender a viver sem ter que as usar. As identificações sucederam-se, o sentimento de pertença e amor contribuíram para que começasse a acreditar, que afinal o meu caso, não era um caso perdido, como tantas vezes ouvi.

 

 

 

 

 

ABC da recuperação por Alda Reis

ambiente_1.jpg

Após a publicação sobre o abecedário da recuperação, amavelmente recebi um email da Alda Reis que respondeu ao meu apelo para participação dos visitantes/seguidores do blogue. 

 

Segundo a Alda, acrescentou ao ABC da recuperação 2018:

Perdão,

Humor,

Dádiva,

Atitude,

Exercício físico,

Gratidão, 

Auto Imagem

 

Bem haja Alda Reis pela sua participação.

 

Caso você também esteja interessado/a em participar no ABC da recuperação, pode faze-lo enviando um email para joaoalexx@sapo.pt com as palavras ABC no assunto da  mensagem. Para participar não precisa de ser adicto/a, a sua opinião também é valida. Bem haja

Abecedário da Recuperação dos Comportamentos Adictivos

woordenmaken-background.jpg

 

  • Comportamentos Adictivos 2018

Abecedário da Recuperação. As palavras são poderosas e mudam as pessoas

Abraços

Brindar

Convicções

Despertar

Espiritualidade

Felicidade

Genuinidade

Historia

Identidade

Justiça

Limites nas relações

Meditação

Nós

Objetivos

Poder superior, conforme cada um o concebe

Qualidade

Resiliência

Sentimentos

Tolerância

União

Voluntariado

Zelo

  • Caso você pretenda acrescentar algumas das suas palavras, ao ABC da recuperação envie email para joaoalexx@sapo.pt com as palavras ABC da recuperação no assunto da mensagem. Bem haja

Sinais dos tempos - a adicção aos videojogos.

56c518162d796.image_.jpg

 

Desde os tempos mais remotos, o ser humano precisou de se alienar, de negar a realidade e adapta-la à sua vontade, de entrar em contacto com algo que o transcenda, precisou de “amortecedores” e “filtros” para se relacionar consigo próprio e os outros. Há vinte anos atrás, em Portugal, as adicções mais conhecidas eram as dependências de drogas ilícitas, vulgo toxicodependência (termo em desuso), o alcoolismo e numa escala mais reduzida o Jogo patológico a dinheiro nos casinos. Na ultima década, as “velhas” adicções mantêm-se inalteráveis, com algumas mudanças (novas substancias psicoactivas ilícitas foram descobertas) e surgem as novas doenças do comportamento adictivo relacionados com a Internet (redes sociais, os videojogos e o jogo patológico online a dinheiro). Mais recentemente, surgiram noticias nos meios de comunicação social de que a Organização Mundial de Saúde decidiu que a adicção aos videojogos (comportamentos adictivos) será incluída na revisão da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde, previsto para 2018 cuja sigla é conhecida como CID. Significa que, brevemente, todos nós iremos ter acesso aos critérios de diagnostico da doença e a respetiva legislação. Costumo dizer que jogar está no nosso ADN: quem é que não gosta de jogar? Quem é que joga para perder? Talvez por isso os vídeos jogos sejam uma indústria milionária que gera milhões de euros em todo o mundo.

 

 

São necessários mais consensos do que divergências contra o estigma, a negação e a vergonha

badged-free-course.jpg

 

Ao longo do meu trajeto profissional, desde 1993, escuto utentes motivados para recuperar (mudar) dos comportamentos adictivos, apesar da impotência e da perda do controlo, consequência da adicção (dependência de drogas lícitas ou ilícitas, incluindo o álcool, compras, jogo patológico, sexo compulsivo, perturbação do comportamento alimentar, dependência emocional, videojogos, internet) que colocam questões, com toda a legitimidade, sobre o tipo de tratamento mais adequado. É perfeitamente legitimo terem duvidas e/ou questões, todavia, as repostas não são de acordo com as suas expectativas e naturalmente, possuem a predisposição para ficarem resistentes ou ambivalentes. Quem é que gosta de mudar de atitudes e comportamentos? O ser humano foge da mudança. Ao contrario do que acontecia há vinte anos atras, atualmente existe imensa informação, mas os mitos e tabus teimam em persistir sobre a adicção, ao longo dos anos, atribui-se a causa do comportamento adictivo ao stress, ao esposo/a, “às companhias”, problema de infância, período atribulado (separação/divorcio, desemprego, doença), trauma, conflitos familiares. Quando pensamos na causa e no tratamento da adicção, tudo isso, representa apenas uma parte do problema. Os próprios investigadores e terapeutas seniores não encontram um consenso sobre esta matéria.  

Na realidade, quando pretendemos tratar indivíduos doentes da adicção somos conduzidos para um universo muito mais complexo; refiro-me aos fatores neurológicos, biológicos, psicológicos e sociais. Atualmente, graças aos avanços tecnológicos (ressonância magnética) é possível compreender as implicações da adicção no cérebro – modelo de doença (estrutura cerebral responsável pela motivação, memoria, atenção/controlo e recompensa/prazer). Paralelamente, aos avanços tecnológicos, no plano das teorias do comportamento sabemos graças ao Project Match, estudo patrocinado pela National Institute on Alcohol Abuse and Alcoholism (Treatment Research Branch), nos EUA (desde 1989 a 1994) a seleção/eleição de três modelos comprovados no tratamento: 1 Entrevista Motivacional 2 Terapia Cognitiva Comportamental e a 3. Twelve Step Facilitation ( modelo oriundo dos 12 Passos dos Alcoólicos Anónimos), mesmo assim e apesar dos esforços, dos avanços e/ou teorias ainda não existem comprimidos, receitas, profissionais ou abordagens terapêuticas milagrosas que funcionem para todos da mesma maneira, vulgo cura. Talvez esta seja uma das razões para a existência teimosa dos tabus e mitos. Cada caso é um caso e o utente é que faz o trabalho em recuperar da adicção, nesse sentido, como profissionais, precisamos de saber como compreender, apoiar e orientar.  Anteriormente, como profissionais, pensávamos que a inadequação do utente diante a teoria/modelo de tratamento era devido à sua negação – “Ainda não bateu no fundo…ainda tem que sofrer mais.”. Atualmente, pensamos que a inadequação, vulgo “negação” do utente pode estar no modelo que apresentamos, porque os utentes, embora impotentes, continuam a querer mudar o comportamento problema/adicção. Recordo alguns casos, de utentes que acompanhei, em “negação”, mais tarde encontrei-os com vidas saudáveis; segundo eles, recorreram a outros profissionais ou instituições e outros conseguiram faze-lo sozinhos, certamente acompanhados por familiares. Estes encontros serviam para questionar, refletir e pensar na minha abordagem sobre a motivação e a mudança de comportamentos adictivos; estes encontros foram verdadeiras lições transformadoras.

 

 

 

10 anos de existência na blogosfera 2007/2017

00000.jpg

 

Setembro de 2007/2017 – O blogue comemora 10 anos de existência. Em 2007, decidi criar dois blogues: 1. Sobre a prevenção das dependências e o 2. sobre o tratamento e a recuperação da adicção.  Foram os primeiros blogues, em Portugal, escritos por um profissional (Addiction Counselor), a abordar a prevenção, o tratamento e a recuperação dos comportamentos adictivos – substâncias psicoactivas do sistema nervoso central, vulgo drogas, e/ou dos comportamentos.

Recordo a minha ambivalência em relação às primeiras publicações, estava consciente das minhas limitações e duvidas, em termos da escrita. Tinha varias questões na minha mente: «Será que alguém vai interessar-se pelos temas?» e « Será que as pessoas vão gostar do meu estilo de escrita?» Existiam um rol infindável de duvidas e questões para as quais não conseguia obter uma resposta concreta. Mas por outro lado, estava motivado e entusiasmado em explorar o potencial da Internet e lançar a discussão publica a fim de quebrar o estigma, a negação e a vergonha, partilhando ideias, experiência profissional, conhecimento e alguns avanços na investigação cientifica. Em setembro, decidi arriscar. Passados 10 anos, ainda bem que o fiz.

O blogue sobre a recuperação da adicção aborda ( envolve) a espiritualidade (conceito não religioso), o conhecimento empírico e a investigação cientifica na intervenção, na prevenção, no tratamento e na recuperação da adicção – doença primaria, progressiva e cronica, todavia, existe a esperança associada à recuperação.

O blogue conta também com  a participação de pessoas (indivíduos anónimos) que partilham as suas experiências em recuperação da adicção, assim como, vários profissionais.

Passados dez anos, recebo uma media de 3 emails por semana, de adictos e/ou familiares que procuram orientação sobre a problemática da adicção nas suas vidas.

O blogue é interactivo com o Facebook, o Google + e o LinkedIn .

Aproveito também para manifestar a minha gratidão a todos aqueles que participam com textos (incluindo os profissionais e anónimos), mensagens, partilhas e comentários ao longo dos dez anos. Boa noticia, o blogue irá continuar disponível e a lançar a discussão aberta e honesta contra o estigma, a negação e a vergonha. Recuperar é que está a dar. Segundo o Dr. David Best e Alexandre Laudet Ph.D , os princípios da recuperação dos comportamentos adictivos assentam na esperança, na liberdade, na decisão e compromisso.

 

As desculpas e as racionalizações mais engenhosas e os super poderes

unnamed (1)45.jpg

 

 

«A recuperação começa quando interrompemos as desculpas frequentes e iniciamos a mudança de atitudes e comportamentos» Detox Concierge, April Grisham

Os Comportamentos Aditivos (sexo, jogo, shoplifting, dependência de drogas, abuso do álcool, compras, trabalho, dependência emocional, distúrbio alimentar) na sua génese caracterizam-se pela perda do controle do comportamento (padrão de insanidade/crises exacerbadas), esforços repetitivos para interromper o comportamento compulsivo/problema (e as consequências negativas) falham repetitivamente. Qualquer pessoa, independentemente do seu estatuto social, pode desenvolver a compulsão, padrão repetitivo, associado aos comportamentos adictivos. Algumas pessoas mais vulneráveis, apresentam a adicção cruzada (comorbilidade) desenvolvem várias adicções; por exemplo, jogo patológico e a dependência de drogas/abuso de álcool, dependência emocional e a dependência de drogas, lícitas (medicação sujeita a receita medica – benzodiazepinas), distúrbio alimentar e a dependência de drogas/abuso de álcool.  Quando contemplamos a compulsão e a perda de controlo, no tratamento da adicção, precisamos também de contemplar, o contexto social (fatores/forças externas) em que o individuo está inserido, assim como o seu percurso de vida, através de rotinas, sistema de crenças, hábitos e relacionamento com pessoas. Na adicção activa, o dia-a-dia, do individuo gira em torno da compulsão e da perda do controlo. É um processo insidioso de tentativas frustradas, angustias, de interrupções temporárias, de justificações, autoengano e frustração, alibis geradores de ansiedade, angustia, depressão e isolamento (segredos) onde também podemos acrescentar problemas familiares, de saúde, profissionais e problemas em outras obrigações sociais. De notar, que este mecanismo psicológico de defesa de justificações, racionalizações e desculpas não é identificado, unicamente, no individuo adicto, o ser humano, ao longo da vida, também adota esta abordagem diante alguns problemas mais complexos. Todavia, quando se trata da recuperação da adicção isso implica identificar esse sistema de crenças, hábitos, rotinas e encontrar motivação para mudar de atitudes e comportamentos.  Perante a adversidade, se o silencio (incapacidade de abordar o comportamento problema) é sinonimo de negação ou vergonha, são necessárias medidas honestas e concretas a fim de quebrar o processo repetitivo e compulsivo. 

 

Possuímos super poderes, por vezes ocultos, que aguardam para ser despertados

Seja qual for o comportamento adictivo, hoje sabemos que existe a esperança quanto ao tratamento, é possível interromper a progressão da adicção activa e iniciar a recuperação. O conceito de recuperação a que faço questão, está intrinsecamente relacionado com um estilo de vida mais gratificante e pleno, através da mudança de atitudes e comportamentos (sistema de crenças negativas, tomada de consciência, relações de ajuda). Recuperação consiste no desenvolvimento de uma atitude proactiva ( o individuo é o agente de mudança), na re-aprendizagem de competências, na possibilidade de materializar sonhos/ambições pessoais e relacionamentos com outras pessoas que de outra forma jamais seria possível concretizar. A natureza da evolução humana concedeu-nos um sentido (instinto) que perante a adversidade nos impele a agir e a reagir (exemplo, sobrevivência) e nesse sentido podemos utilizar este recurso na aceitação, na honestidade e na motivação necessários para enfrentar a compulsão da adicção. Ao longo de duas décadas em trabalhar na área dos comportamentos adictivos, acompanhei, até à data de hoje, aproximadamente 1000 indivíduos e confirmo, todos são unânimes em afirmar, de acordo com o seu instinto, que 1. Estão em sofrimento devido à adicção 2. Querem interromper o comportamento problemático/compulsão 3. É necessário a mudança de atitudes e comportamentos 4. E precisam de esperança.

Recuperar é uma opção pessoal

153.jpg

 

«A perturbação do comportamento alimentar não é um escolha, contudo, a recuperação da doença é um escolha pessoal.» 

 

Ninguém escolhe ficar doente. Pode revelar-se uma tarefa muito complexa identificar e diagnosticar sintomas e sinais relacionados com a perturbação do comportamento alimentar por parte da família, dos amigos, etc. Na grande maioria dos casos, os sintomas e sinais são ignorados, inclusivamente, o mesmo acontece por parte do doente. Contrariamente, a esta realidade, nos ultimos anos, tem-se verificado avanços significativos, por parte da investigação, sobre o tratamento e a recuperação das pessoas com perturbação do comportamento alimentar; da anorexia nervosa, bulimia nervosa e das crises de voracidade alimentar (binge eating). 

Algumas areas importantes:

  • Historial de dietas
  • Corpo e peso
  • Historial de abuso e dependência de substâncias psicoactivas, do sistema nervoso central, vulgo drogas.
  • Utlização de diureticos, laxantes e comprimidos relacionados com dietas.

O diagnostico, na fase inicial da perturbação do comportamento alimentar, pode ser determinante e crucial para o sucesso do tratamento. 

Apesar dos desafios, relacionados com o tratamento e a recuperação da perturbação do comportamento alimentar, refiro-me à ambivalencia e à resistencia à mudança, é possivel recuperar. Recuperar da doença pode revelar-se uma experiencia enriquecedora e recompensadora, em vez de permanecer doente e isolado. Se você identifica sinais ou sintomas, relacionados com a perturbação do comportamento alimentar, procure orientação e esclareça as suas duvidas.