Contra o estigma, a negação e a vergonha associados aos comportamentos adictivos. O silêncio não é seguramente a melhor opção para a recuperação; ninguém recupera sozinho.
Contra o estigma, a negação e a vergonha associados aos comportamentos adictivos. O silêncio não é seguramente a melhor opção para a recuperação; ninguém recupera sozinho.
Após a publicação sobre o abecedário da recuperação, amavelmente recebi um email da Alda Reis que respondeu ao meu apelo para participação dos visitantes/seguidores do blogue.
Segundo a Alda, acrescentou ao ABC da recuperação 2018:
Perdão,
Humor,
Dádiva,
Atitude,
Exercício físico,
Gratidão,
Auto Imagem
Bem haja Alda Reis pela sua participação.
Caso você também esteja interessado/a em participar no ABC da recuperação, pode faze-lo enviando um email para joaoalexx@sapo.pt com as palavras ABC no assunto da mensagem. Para participar não precisa de ser adicto/a, a sua opinião também é valida. Bem haja
Abecedário da Recuperação. As palavras são poderosas e mudam as pessoas
Abraços
Brindar
Convicções
Despertar
Espiritualidade
Felicidade
Genuinidade
Historia
Identidade
Justiça
Limites nas relações
Meditação
Nós
Objetivos
Poder superior, conforme cada um o concebe
Qualidade
Resiliência
Sentimentos
Tolerância
União
Voluntariado
Zelo
Caso você pretenda acrescentar algumas das suas palavras, ao ABC da recuperação envie email para joaoalexx@sapo.pt com as palavras ABC da recuperação no assunto da mensagem. Bem haja
Setembro de 2007/2017 – O blogue comemora 10 anos de existência. Em 2007, decidi criar dois blogues: 1. Sobre a prevenção das dependências e o 2. sobre o tratamento e a recuperação da adicção. Foram os primeiros blogues, em Portugal, escritos por um profissional (Addiction Counselor), a abordar a prevenção, o tratamento e a recuperação dos comportamentos adictivos – substâncias psicoactivas do sistema nervoso central, vulgo drogas, e/ou dos comportamentos.
Recordo a minha ambivalência em relação às primeiras publicações, estava consciente das minhas limitações e duvidas, em termos da escrita. Tinha varias questões na minha mente: «Será que alguém vai interessar-se pelos temas?» e « Será que as pessoas vão gostar do meu estilo de escrita?» Existiam um rol infindável de duvidas e questões para as quais não conseguia obter uma resposta concreta. Mas por outro lado, estava motivado e entusiasmado em explorar o potencial da Internet e lançar a discussão publica a fim de quebrar o estigma, a negação e a vergonha, partilhando ideias, experiência profissional, conhecimento e alguns avanços na investigação cientifica. Em setembro, decidi arriscar. Passados 10 anos, ainda bem que o fiz.
O blogue sobre a recuperação da adicção aborda ( envolve) a espiritualidade (conceito não religioso), o conhecimento empírico e a investigação cientifica na intervenção, na prevenção, no tratamento e na recuperação da adicção – doença primaria, progressiva e cronica, todavia, existe a esperança associada à recuperação.
O blogue conta também com a participação de pessoas (indivíduos anónimos) que partilham as suas experiências em recuperação da adicção, assim como, vários profissionais.
Passados dez anos, recebo uma media de 3 emails por semana, de adictos e/ou familiares que procuram orientação sobre a problemática da adicção nas suas vidas.
Aproveito também para manifestar a minha gratidão a todos aqueles que participam com textos (incluindo os profissionais e anónimos), mensagens, partilhas e comentários ao longo dos dez anos. Boa noticia, o blogue irá continuar disponível e a lançar a discussão aberta e honesta contra o estigma, a negação e a vergonha. Recuperar é que está a dar. Segundo o Dr. David Best e Alexandre Laudet Ph.D , os princípios da recuperação dos comportamentos adictivos assentam na esperança, na liberdade, na decisão e compromisso.
A modalidade de Indoor Cycling, surge através de Johnny Goldberg (Johnny G) na década de 80. É uma de aula de grupo, realizada em ginásios e health club’s em bicicletas estacionárias com resistência manual e ao ritmo de música, cujo lema adoptado foi: “As pedaladas mais importantes que podes dar na tua vida são as que direccionas para ti próprio".
Os praticantes são conduzidos por um instrutor/a, que vai criando um envolvimento “imaginário”, por ex. rectas, subidas e descidas, visando a motivação do grupo. Cada participante, ajusta a resistência da bicicleta, em função da música, imaginando o cenário e tendo em conta as suas próprias capacidades.
No entanto, apresentando-se como uma aula de grupo, o Indoor Cycling não possui grande vocação para responder às exigências e necessidades individuais dos praticantes sendo a intensidade de esforço, habitualmente, determinada pelo professor em função do ritmo musical “imposto” (Batimento Por Minuto) e não em função das capacidades e/ou objectivos dos praticantes (Garganta, 2005).
Desde o seu lançamento, seguiu-se uma ampla proliferação de programas de Indoor Cycling, alguns deles associados a fabricantes de bicicletas: TrebiSpin, RPM, Cycle Reebok, Tomhawk, SchwinnIndoorCycling, Top Ride, entre outros.
Nas aulas de Indoor Cycling, existe um planeamento específico do desenvolvimento da capacidade anaeróbia. A pertinência do treino com componente anaeróbia justifica-se pelo facto deste ser requisitado, inclusivamente, nas tarefas do quotidiano, em momentos de realização de esforços de curta duração e de máxima intensidade, nomeadamente em situações de stress ou lazer onde subitamente, é necessário fazer uma corrida curta e rápida. Aliás, estudos recentes têm demonstrado a importância do exercício vigoroso para a saúde, afirmando-se inclusive que as actividades físicas vigorosas possuem inúmeros benefícios para a saúde (Jjogaard et al., 2008; Swain & Franklin, 2006). Este exercício denominado vigoroso (ACSM, 2006) comporta repetições ou séries de trabalho com predomínio do metabolismo anaeróbio. Não obstante, um dos problemas que se coloca à utilização de trabalhos de elevadas intensidade advém da heterogeneidade das classes e principalmente do desconhecimento relativo à possível falta de aptidão de alguns dos sujeitos para a prática deste tipo de exercício.
Se está em recuperação de substancias psico-activas, incluindo o alcool, do jogo patologico, do sexo compulsivo, compras, trabalho (workaholism), disturbios alimentares, relações de dependencia e necessitar de medicação esteja atenta/o.
Fale com o seu medico sobre a sua adicção e os riscos da dependencia (adicção). Não partilhe a sua medicação com familiares e outras pessoas.
Se você está em recuperação e toma medicação de forma a melhorar a sua qualidade de vida, partilhe connosco a sua experiencia. Se conhece alguém que esteja a sofrer as consequencias da adicção a medicamentos (drogas prescritas) peça ajuda.
Por vezes, evoca-se um conceito positivo e saudável nas relações românticas, mas no final o resultado daquilo que fazemos é o oposto; revela-se disfuncional e em ultima instancia patológico. As emoções românticas podem assumir um papel demasiado intenso, obsessivo e “sagrado”, gerador de pressão e controlo, e o individuo acabar “presos” às suas fantasias e atitudes organizadas em crenças disfuncionais e/ou mecanismos de “fuga” às emoções dolorosas. Refiro-me por exemplo, ao conceito do AMOR. A paixão pode ser um estímulo suficientemente forte para se procurar alguém para AMAR , por vezes, depois da paixão nada resta, senão a separação.
Então se o AMOR é uma necessidade básica de qualquer ser humano (dar e receber afecto, intimidade e compromisso, obviamente não confundamos com coisas materiais) porque tornamos as relações disfuncionais em nome do AMOR?
Um novo estudo veio revelar que um vínculo demasiado intenso (apegado) numa relação romântica pode revelar-se prejudicial. Relacionamentos românticos definem laços especiais de intimidade e de compromisso entre os seus parceiros. Em muitos casos, um pacto apaixonado conduz a relações duradouras, e em último caso, à constituição de famílias.
Por vezes, um ou ambos (parceiros) colocam um anseio e uma expectativa demasiado elevada (preocupaçãoirracional) na sua relação. Como resultado manifestam uma disposição (disfuncional) em exprimir e avaliar a auto estima e os limites, baseando-se somente no resultado das suas interacções românticas. Isto é, se a relação está positiva, está tudo bem, casocontrário, sentem-se exageradamente culpados e frustrados por a relação não apresentar os sinais de segurança, que seria suposto. Não é permitido sentir as emoções desconfortáveis e as angustias “livremente.” Imediatamente, reagem ansiosos e estabelecem planos e projectos para salvar a relação ou fugir à dor à revelia do seu parceiro/a.
É aquilo que os psicólogos apelidam de Relação-Duvidosa que Afecta a Auto-Estima e que segundo o investigador Raymond (Chip) Knee Ph.D. afirma, é um factor negativo para a relação romântica assim como para a auto estima de um ou ambos parceiros.
Segundo o Dr. Raymond (Chip) Knee, Professor Assistente de Psicologia e Director do Departamento de Relações Interpessoais e de Pesquisa em Grupos de Motivação da Universidade de Houston “Os indivíduos que apresentam níveis elevados do fenómeno Relação-Duvidosa que Afecta a Auto Estima estão excessivamente comprometidos (apegados) às relações e também demasiado vulneráveis emocionalmente, caso surja algum tipo de adversidade/conflito – para isso, basta uma pequena discórdia, para que despolete todo um conjunto de problemas que assumem dimensões desproporcionadas."
Pessoalmente, Ouço relatos nas consultas de um dos membros do casal que afirma “Discutimos e zangamo-nos por coisas insignificantes, quando na realidade não são assim tão importantes. Na altura, não se consegue pensar naquilo que se diz e/ou faz. Só mais tarde, de cabeça fria, se chega á conclusão, que afinal todo aquele aparato não passou de um disparate”. Por vezes estas discussões acabam em agressões verbais e total desrespeito que afectam a confiança na relação entre parceiros.
Raymond Chip Knee acrescenta que a Relação-Duvidosa que Afecta a Auto Estima pode desencadear discussões, com base em argumentos banais, capazes de gerar episódios de depressão e ansiedade, tais como; uma errada interpretação de palavras, diferenças de opinião, uma critica/comentário à personalidade ou à aparência física. Segundo o especialista “Um compromisso excessivo pode influenciar negativamente a relação.”
Um ou ambos os parceiros também podem desenvolver comportamentos maníacos e/ou obsessivos (ex. um dos parceiros exige uma atenção exagerada sobre si próprio em relação ao seu companheiro/a) directamente relacionados com o amor.
Acompanho casos de indivíduos, homens e mulheres, com comportamentos obsessivos que afirmam que não pensam noutra coisa senão no seu parceiro/a. Alguns ex. "Onde está…?" ou "Com quem está…?" "Se não atende o telefone, algo de errado se está a passar", ou, se um dos parceiros afirma não estar disponível para fazer sexo, é porque já não existe amor na relação, etc. Sabemos que estes comportamentos desgastam a relação e prejudicam a qualidade de vida do indivíduo.
O fenómeno da Relação-Duvidosa que Afecta a Auto Estima pode provocar alterações bruscas num dos parceiros após a separação, o divorcio ou haver ameaças serias à integridade física – ex. violência doméstica. Se no inicio de uma relação este tipo de comportamentos disfuncionais for identificado podem ser tomada medidas de forma a prevenir consequências negativas e traumáticas ou servir para que ambos reconheçam e admitam que afinal são incompatíveis.
Departamento de Engenharia Informática Universidade de Coimbra Stress Comunicação Técnica Profissional Luis Fernando Lopes Alvaroalvaro@student.dei.uc.pt
Introdução Com o aumento do ritmo de vida nas sociedades actuais são cada vez mais comuns as pessoas que sofrem de stress e cada vez se vendem mais medicamentos relacionados com o stress. Se ainda não sabe descubra o que é o stress, como surge e como o pode evitar.
O que é o Stress? Stress é uma tensão de origem, normalmente, inconsiente que pode adoptar formas orgânicas ou psicológicas. O termo "Stress" nasceu no campo da arquitectura e da física e referias-se à acção de alguns agentes externos que produziam mudanças nos materias de construção. Somente nos anos trinta o Fisiólogo Hans Selye começou a usar o termo stress para explicar os fenómenos externos que pressionavam um individuo e lhe provocavam reacções. Hoje em dia os fenómenos são chamados de stressores e o termo stress refere-se á reacção do individuo em si. Ao contrario do que se possa pensar o Stress não é negativo, bem pelo contrário, é fundamental para podermos fazer frente ás novas situações que nos surgem no quotidiano. É mesmo essencial para o nosso organismo manter as defesas sempre em alerta.
Distress O Stress , normalmente falado pelas pessoas como "mau" é o chamado "distress" que aparece quando o organismo não sabe adaptar-se a uma nova situação e responde de forma desmesurada ao estimulo que essa situação provoca. Neste caso o individuo fica incapaz de pensar e de se concentrar e mesmo quando o estimulo acaba o corpo não sabe como voltar ao estado normal.
Causas de Stress Qualquer situação que provoque uma mudança e exija uma adaptação do individuo pode provocar stress. O stress pode ter causas pessoais, sociais, familiares e profissionais e a probabilidade de sofrer de stress depende da personalidade da pessoa e do seu estado fisico.
As personalidades mais sujeitas a sofrer de stress são aquelas muito competitivas, exigentes com os outros e consigo mesmo, intolerantes, agressivos, sempre sob pressão e que costumam fazer várias coisas ao mesmo tempo. A tabela que se segue têm vários acontecimentos que provocam stress e se o valor acumulado ao longo de um ano for maior que 150 a pessoa tem 50% de possibilidade de sofrer de stress, se for maior que 300 esa probabilidade é de 90% Acontecimento - Valor designado
Morte do conjugue 100
Divórcio 73
Separação conjugal 65
Morte de um familiar próximo 63
Lesão grave 53
Matrimónio 50
Despedimento 47
Reconciliação conjugal 45
Reforma 45
Gravidez 40
Problemas sexuais 39
Mudanças no campo financeiro 37
Morte de um amigo intimo 36
Mudança do tipo de trabalho 35
Desembolso grande dinheiro 31
Vencimento de uma hipoteca ou prestação 30
Problemas com a lei 29
Triunfo pessoal relevante 28
Mudança de hábitos pessoais 24
Problemas com superiores 23
Mudança nas condições ou horário de trabalho 20
Mudança nos hábitos de sono 16
Férias 13
Mas também nem só os humanos sofrem de stress. Qualquer animal cujos modelos de actuação naturais sejam alterados está também sujeito a ficar stressado. Esta teoria foi provada no inicio deste século pelo Fisiologo Ivan Pavlov através de experiências feitas no seu própio cão. Essas experiências consistiam primeiramente em habituar o cão a apenas comer após o som de um apito e passado algum tempo o cão salivava cada vez que ouvia o apito. Mais tarde, Pavlov começou a aplicar descargas eléctricas ao cão ao mesmo tempo que lhe oferecia comida. O cão ficou com grandes desajustes no seu comportamento : sentava-se e levantava-se alternadamente, não parava de andar as voltas, tornou-se agressivo e irritava-se com facilidade.
Como surge? O stress não surge de um momento para outro. Desde uma pessoa no seu estado normal até uma pessoa no estado de stress vão três fases: