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Recuperar das Dependências (Adicção)

Contra o estigma, a negação e a vergonha associados aos comportamentos adictivos. O silêncio não é seguramente a melhor opção para a recuperação; ninguém recupera sozinho.

Recuperar das Dependências (Adicção)

Contra o estigma, a negação e a vergonha associados aos comportamentos adictivos. O silêncio não é seguramente a melhor opção para a recuperação; ninguém recupera sozinho.

Presos um ao outro, sem soluções

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“Foi com muito gosto que fiz a partilha. Fui codependente numa relação que durou alguns anos. O meu ex e já falecido marido, era toxicodependente e alcoólico e eu não conseguia libertar-me das amarras emocionais que me prendiam a ele. Só quando engravidei, o meu filho é que reuni forças para acabar definitivamente com a relação. Até então, eu não vivia, só sobrevivia, mas com o nascimento do meu filho, renasci de novo apesar de ainda restarem sequelas e traumas que por vezes afloram e se manifestam sob a forma de depressões. Mas hoje sou mais forte, gosto de mim e da minha própria companhia.  Por tudo isto, sinto-me muito feliz quando de algum modo, ajudo a quem sofreu ou sofre de dependências. Abraço, Maria (nome fictício)

Comentário: Obrigado Maria, pelo seu relato e parabéns por ter redirecionado a sua vida, para melhor.

Nos últimos anos, as notícias de violência doméstica, oriunda da co dependência, têm servido de manchete nos media, com vítimas inocentes. É um fenómeno transversal na sociedade, todos nós sabemos da sua gravidade, mas algumas tradições culturais disfuncionais ainda teimam em resistir, por exemplo, o ditado popular, “entre marido e mulher, ninguém mete a colher”. Para agravar mais o cenário, já de si trágico, as consequências da violência doméstica, afeta e alastra a todos os membros da família, incluindo os filhos e restante família. Crianças e/ou jovens que perdem os pais nas circunstâncias mais trágicas e eles próprios vítimas do trauma, do estigma e a da vergonha. Alguns deles, na idade adulta, vão ter relacionamentos com parceiros em que a violência fará parte da herança familiar.

 

 

 

O que é normal e o que é disfuncional? Falamos sobre sexo

 

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O que é certo e o que é errado? O que é normal e o que é disfuncional?

É através dos valores/convicções que sabemos, adquirido através da experiência e conhecimento, a distinguir aquilo que está certo e aquilo que está errado. Ao conseguir identificar, esses mesmos valores/convicções, permite-nos definir o que queremos ou rejeitamos, assim como, por exemplo, definir limites saudáveis nos relacionamentos, em detrimento da ausência de limites, por exemplo: relação caótica. É através dos valores/convicções que definimos objetivos, tomamos decisões (desde as mais básicas às mais complexas), cooperamos uns com os outros, estabelecemos limites nas relações, definimos um rumo, com sentido e propósito, na nossa vida. Adquirimos esses mesmos valores/princípios na família e na sociedade. Isto é, são as mensagens que recebemos, enquanto crianças, que moldam as crenças, as convicções e são as crenças e as convicções que moldam as normas das nossas condutas; por exemplo, o respeito mutuo, a liberdade e a igualdade, o amor, a comunicação, a honestidade, a solidariedade, a responsabilidade, a ética e a moral, a importância dos afetos, etc.

  • Quais são os valores/convicções que aprendemos em relação ao sexo e à sexualidade?
  • Os nossos valores/convicções geram qualidade de vida ou sofrimento?

Quais foram as referências sobre o sexo e a sexualidade? Com duas décadas de aconselhamento, atrevo-me a dizer que um número muito significativo de pessoas, homens e mulheres, aprenderam na rua com os amigos e na sociedade com recurso a mitos, tabus e algumas tradições rígidas e disfuncionais. Ainda se transmitem às crianças mensagens de reprovação, principalmente, quando surgem os primeiros impulsos, de que o sexo é pecado, perversidade, motivo de vergonha e sentimento de culpa.

Afinal, o que é que está certo e o que é que está errado em relação à sexualidade e o sexo?

Segundo a Organização Mundial de Saúde define: “A sexualidade é uma energia que nos motiva a procurar amor, contacto, ternura, intimidade; que se integra no modo como nos sentimos, movemos, tocamos e somos tocados; é ser-se sensual e ao mesmo tempo sexual; ela influencia pensamentos, sentimentos, ações e interações e por isso influencia também a nossa saúde física e mental.” Acrescentaria, é uma componente integrante dos afetos, da comunicação interpessoal e do prazer.

Em pleno seculo XXI, no domínio do sexo e da sexualidade, Portugal ainda permanece em negação, refiro-me à educação sexual nas escolas, assim como, por razões históricas e culturais, teimam em existir (resistir) com o nosso consentimento, mitos e tabus, praticas e valores morais rígidos, que contribuem para distorcer e agravar as condutas em relação ao sexo e à sexualidade, à linguagem dos sentimentos e aos relacionamentos uns com os outros. Ainda se associa ao sexo e à sexualidade pecado, impureza e deve ser unicamente contemplado entre parceiros, como fator reprodutivo.

 

 

 

 

 

 

ABC da recuperação por Alda Reis

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Após a publicação sobre o abecedário da recuperação, amavelmente recebi um email da Alda Reis que respondeu ao meu apelo para participação dos visitantes/seguidores do blogue. 

 

Segundo a Alda, acrescentou ao ABC da recuperação 2018:

Perdão,

Humor,

Dádiva,

Atitude,

Exercício físico,

Gratidão, 

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Bem haja Alda Reis pela sua participação.

 

Caso você também esteja interessado/a em participar no ABC da recuperação, pode faze-lo enviando um email para joaoalexx@sapo.pt com as palavras ABC no assunto da  mensagem. Para participar não precisa de ser adicto/a, a sua opinião também é valida. Bem haja

Abecedário da Recuperação dos Comportamentos Adictivos

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  • Comportamentos Adictivos 2018

Abecedário da Recuperação. As palavras são poderosas e mudam as pessoas

Abraços

Brindar

Convicções

Despertar

Espiritualidade

Felicidade

Genuinidade

Historia

Identidade

Justiça

Limites nas relações

Meditação

Nós

Objetivos

Poder superior, conforme cada um o concebe

Qualidade

Resiliência

Sentimentos

Tolerância

União

Voluntariado

Zelo

  • Caso você pretenda acrescentar algumas das suas palavras, ao ABC da recuperação envie email para joaoalexx@sapo.pt com as palavras ABC da recuperação no assunto da mensagem. Bem haja

106ª Dica Arte Bem Viver de 31.03.2013

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Olá

Sentimento de posse vs. Sentimento de pertença nos relacionamentos de intimidade.

 

Nascemos livres e morremos livres. A uma dada altura do desenvolvimento, por exemplo, no início da idade adulta, abraçamos o desafio de seguirmos as nossas próprias convicções, ideais, crenças, necessidades, valores, através da coerência e da integridade, reconhecido pelo nosso próprio cunho/identidade. O desenvolvimento pessoal depende da liberdade de escolha e expressão, mas por outro lado, dependemos de relações significativas; sistema complexo e (des) sincronizado de dinâmicas, enraizados na cultura da família, da comunidade e da sociedade.

 

O sentimento de posse é o oposto ao sentimento de pertença. Se somos livres, de acordo com os direitos humanos universais, qualquer ser humano não pode ser dominado/controlado pela obsessão do outro. Erradamente, existem tradições que evocam o amor (e o sexo) e a necessidade de se sentir íntimo e especial para alguém através do sentimento de posse; é um mito.

 

O sentimento de posse é alimentado pela exaltação sofrida, melodramática e os jogos psicológicos de domínio (amor dependente), onde exigimos ao outro a responsabilidade em satisfazer a nossa própria felicidade fantasiosa e as expectativas irreais (vitimização). Isto é, como não conseguimos preencher as nossas próprias necessidades básicas e estar seguros, exigimos ao outro que faça o trabalho por nós; “Se realmente gostas de mim… não deves fazer isto ou aquilo… e/ou tens que fazer aquilo que te peço/imploro senão fico a sofrer por tua causa”. Nestas alturas, fazemos exigências que ninguém pode satisfazer porque são as nossas ilusões e fantasias que alimentam o sentimento de posse. Sabia que a violência doméstica está associada ao sentimento de posse?

 

O sentimento de pertença reforça os afetos e os limites saudáveis nas relações porque existe a liberdade de ser; é um acordo mútuo, apoiado na confiança, na honestidade e na coesão, onde ambas as pessoas têm a legitimidade à sua individualidade, ao seu desenvolvimento e crescimento. Respeitam os limites e os compromissos do acordo; vivem abertos à mudança, à lealdade, à intimidade e aos desafios do dia-a-dia. As pessoas não permanecem estáticas, pelo contrário, as pessoas mudam e o mesmo acontece aos relacionamentos. É um processo orgânico onde não existem acordos com garantia vitalícia, dependem somente da liberdade. Os parceiros pertencem ao mesmo projeto/relação de intimidade (acordo) porque se revêm nos mesmos princípios, sonhos e objetivos.

 

Potencie o sentimento de pertença e repudie o sentimento de posse.

Exclusivamente, para si, votos de uma semana livre nos afetos

«O amor tem a virtude, não apenas de desnudar dois amantes um em face do outro, mas também cada um deles diante de si próprio.» Cesare Pavese

Cumprimentos

  • Considera que esta dica também pode ser útil a alguém seu conhecido? Se a resposta é sim, partilhe a dica através do seu correio eletrónico.

Nota: caso você esteja interessado/a em receber a dica, na sua caixa de correio eletrónico, é simples, basta enviar um email para joaoalexx@sapo.pt  e escreva Dica Arte Bem Viver no assunto da mensagem . Todos os seus dados são confidenciais. Bem haja

Na intimidade da relação a comunicação é uma prioridade

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Limites nas relações de intimidade

As relações de intimidade, conseguem gerar uma energia desmesurada e esmagadora; alguma dessa energia é positiva e inspiradora, por outro lado, também conseguem gerar energia capaz de sugar e anular todo o otimismo e gerar ansiedade, depressão, ressentimento e agressividade. Exemplo, se você viver com alguém que faça questão de afirmar: "Não vales nada...," "Não fazes nada de jeito." este tipo de afirmações frequentes acabara por ter um efeito negativo na sua auto estima.

Manifestamos com muito mais frequência a intolerância, frustração e a critica para com aquelas pessoas com quem estamos todos os dias e partilhamos «o mesmo teto» - relações mais intimas, por exemplo, família. Aquelas pessoas que pensamos tê-las como garantidas, dizemos coisas que magoamos, ofendemos, injuriamos, etc.  . Nesse sentido, os limites saudáveis são uma parte imprescindível nos relacionamentos de intimidade a fim de não tornar as relações disfuncionais e caóticas. Talvez por isso muita gente, quando pensa em relações de intimidade afirma «É complicado», porque definir limites saudáveis pode revelar-se uma tarefa complexa. Se queremos permanecer numa relação de intimidade duradoura, de confiança e que nos permita florescer, precisamos de definir limites físicos e emocionais saudáveis. Este trabalho é da nossa responsabilidade, exige arte e competências. Ao definir metas, orientações e limites saudáveis estaremos a proteger a auto estima, o respeito próprio, a segurança, a pertença e a intimidade ingredientes essenciais para uma relação intima duradoura.   

Apesar da negação e do autoengano, sabemos quando uma relação é disfuncional porque não existem limites saudáveis. Sabemos porque identificamos a perda do controlo, a ansiedade e a impotência. A ausência de limites saudáveis pode estar associada à dependência emocional, vulgo Codependência, depressão, ansiedade e stresse extremo (exaustão física e emocional). Um exemplo sobre o que é que significa a ausência de limites, deixarmos a porta de casa aberta, qualquer pessoa pode entrar, incluindo, as pessoas indesejáveis.

O que é que são limites nas relações de intimidade?

Veja este exemplo. Como sociedade precisamos de leis, valores, tradições e regras. Estas normas permitem-nos comunicar e expressar as nossas necessidades uns com os outros de acordo com as características individuais de cada um de nós. Em sociedade, existem indivíduos que zelam pela aplicação dessas leis quando elas são violadas e as fazem cumprir. Para vivermos numa sociedade com direitos e deveres precisamos de leis.  O mesmo fenómeno acontece com as relações de intimidade, visto estarmos envolvidos emocionalmente com outra pessoa diferente também precisamos de limites, regras, valores e orientações. Como seres gregários, somos atraídos mais pelas semelhanças do que pelas diferenças, contudo, não existem duas pessoas iguais e cada individuo transporta consigo (e para a relação de intimidade) todo um histórico de experiências individuais positivas e negativas, do seu passado, tais como, sentimentos, expectativas, crenças, ambições, atitudes e comportamentos. Por exemplo, a relação com os pais, família, as relações românticas anteriores, valores/crenças, questões financeiras/económicas, carreira profissional/trabalho, etc.

 Os limites saudáveis nas relações são orientações que permitem-nos sentir seguros, confiar, estar vulneráveis, investir na intimidade da relação, compreender aquilo que é razoável e aceitável na interação com o/a parceiro/a e aquilo que permitimos aos outros fazer e como reagimos quando esses mesmos limites são violados.

Por exemplo, quando existe um acidente rodoviário, a policia traça um limite através de fitas coloridas, significa que não é permitido ultrapassar aquela barreira e caso alguém o faça irá certamente arcar com as consequências da violação. Nesta situação especifica, devido a existência de sinais e regras bem definidas conseguimos identificar e perceber perfeitamente os limites. Nos relacionamentos, uma forma simples em identificar um limite é pensar em algo que lhe pertence. Quem decide o que fazer com aquilo que é seu, é da sua inteira responsabilidade (faz aquilo que bem entender) e não irá permitir que alguém interfira, caso aconteça, será com o seu consentimento ou caso contrario essa pessoa sofrerá as consequências. Nos relacionamentos de intimidade, identificar e compreender os limites revela-se mais complexo porque o próprio processo de definição de limites entre duas pessoas não é linear. Tal como já foi referido, não existem duas pessoas iguais e cada individuo possui as suas próprias características e histórico/passado. Por outro lado, o ser humano não gosta de restrições, regras impostas ou barreiras à sua curiosidade (vontade), estamos constantemente a negociar e a testar os limites impostos pelas tradições e regras sociais. Talvez essa seja uma, entre muitas razões, para os tribunais e os advogados estarem atolados de processos relacionados com a ausência de limites saudáveis nas relações de intimidade. O nosso egocentrismo, acabará por encontrar justificações para derrubar ou violar qualquer limite, para isso basta haver um motivo egoísta ou impulsivo suficientemente apelativo. Paradoxalmente, quando é ao contrario, ficamos magoados e consideramos inadmissível quando alguém derruba ou viola os nossos direitos.

Costumamos afirmar que a nossa liberdade acaba, onde a liberdade do outro começa. Podemos aplicar esta afirmação também há existência ou há ausência de limites nos relacionamentos, sejam limites físicos ou emocionais entre as pessoas. Através dos limites saudáveis nos relacionamentos é nos permitido comunicar e definir quais atitudes e comportamentos mais apropriados e aquelas que não são apropriadas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

      

 

 

88ª Dica Arte Bem Viver (reeditada)

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Olá,

A importância do reconhecimento nos relacionamentos de intimidade. Todos nós almejamos o reconhecimento uns dos outros, em especial daqueles que desenvolvemos uma relação de intimidade.

 

Reconhecimento implica você valorizar e apreciar os aspetos positivos da relação/parceiro/a; em vez de centrar nas diferenças, nos defeitos de caracter e nos problemas, centra-se nas semelhanças, nas qualidades e nas soluções. Como sabemos, é mais fácil dizer do que fazer, porque na realidade, desde muito cedo, nas nossas vidas, aprendemos a desenvolver um exagerado sentido crítico em relação aos defeitos dos outros, isto é, funciona como um mecanismo de defesa que nos mantém alerta sobre o que pode correr mal e assim inviabilizar a relação; preparamo-nos para o pior, para não sermos surpreendidos ou dizendo de outra maneira «o ataque é a melhor defesa».

 

Quanto mais você se centrar nos aspetos negativos do seu parceiro/a, com o intuito de melhorar o comportamento dele/a, recorrendo á crítica excessiva, mais ele/a se sente avaliado e menos aceite, tal como é. Ninguém gosta da falta de reconhecimento e de ser sujeito à critica. Não estou a dizer que não devemos criticar o outro, pelo contrario, seria impensavel não haver critica ou conflitos numa relação de intimidade; os conflitos permitem que as pessoas evoluam e se adaptem umas às outras. Todavia, a critica excessiva, com o intuito de «deitar abaixo» poderá originar conflitos duradouros e corroer a confiança na relação de intimidade através da agressividade, raiva e ressentimento, desconfiança, indiferença. Se você está numa relação de intimidade o objetivo fundamental é legitimar e valorizar os aspetos positivos do seu parceiro/a, caso contrario, pode estar a deteriorar a relação.

 

Recorde-se do seguinte, aquilo que você valorizar, seja os aspetos positivos ou negativos do seu parceiro/a, acaba por se tornar o centro da sua atenção; as coisas têm o valor que nós decidimos que elas tenham.

  • Identifique características inesperadas e menos obvias no seu parceiro/a. Em conjunto com o seu parceiro, e envolvam-se em atividades, fora das rotinas e obrigações do dia a dia.
  • Elogie o seu parceiro, pelo sorriso, pela boa disposição, pelo carinho, pela disponibilidade, pela confiança mutua que nutrem um pelo outro, pelo afeto em vez da critica excessiva.
  • Seja criativo/a no elogio em vez de na critica.
  • Como é que você obtém reconhecimento do seu parceiro/a? e vice-versa? Precisamos do reconhecimento social afim de florescermos e desenvolvermos uma musculatura emocional resiliente, com esperança.

Votos de uma semana de reconhecimento mutuo.

 

Cumprimentos

Nota: caso você deseje receber a dica, na sua caixa de correio eletronico, é simples, basta enviar um email para joaoalexx@sapo.pt e no assunto da mensagem escrever Dica Arte Bem Viver. Bem haja. Todos os seus dados são confidenciais.

Nação resiliente no facebook 2016

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Passatempo no Facebook sobre a gratidão. Pedi aos seguidores  para completarem a seguinte afirmação: - «Estou grato/a por…» a fim de o seu conteúdo ser publicado aqui no blogue.

Escreva uma lista de 5 coisas pelas quais está grato/a.

 

  • Isabel Garrido

Estou grata por estar viva, estou grata por ter saúde, estou grata por ter uma família que me acarinha, estou grata por ter amigos (poucos, mas bons), estou grata por ter conseguido reestruturar a minha vida e ter continuado na luta.

  • Evelise Fonseca

Estou grata, vivo um dia de cada vez.

  • Vitor Guimarães

Grato por estar vivo, ter saúde, ter família e amigos, ter trabalho, grato por estar em recuperação.

  • Abdul Karim

Estar vivo

  • Maria De Fátima Antunes

Estou grata por ter saúde, pela casa que me abriga, pelas mantas que me aquecem, pela comida e porque estou limpa. 

  • Maria Aparecida Nunes

Estou grata por estar viva

  • Evelise Fonseca

Vida, saúde, amor, família e dinheiro

  • Bela Duarte

Acordar e sentir

  • Beatriz Silva

Estar em recuperação, por ter um filho maravilhoso, por os meus pais ainda estarem vivos, por ter amigos, por ter 1 cão e 3 gatas.

  • Iris Maria

Por ter encontrado seu Blog ★★★★★, por meus amigos verdadeiros, por ver meu filho formado, por poder ver a realização pessoal e profissional de minha filha, Deus

  • Leonor Nobre

Estou grata por ter uma mãe que me ama.

  • Sandra Pinheiro

Por ter gosto pela vida mesmo com todas as contrariedades.

  • Cecília Cavalheiro

Estou grata pelo filho que a vida me deu, pela família e amores, por ter vindo trabalhar, pela esperança na bonança depois das tempestades (renovada diariamente) e pelo que tenho para semear, no jardim de cada um, daqueles que a vida traz para a minha beira.

  • Maria De Fátima Antunes

Estou grata porque tenho saúde, paz, comida, amigos verdadeiros, e especialmente porque voltei a acreditar em mim 

  • Evelise Fonseca

 Viver, saúde, família, amor, amigos

  • Maria Aparecida Nunes

Viver

  • Patrícia Bento

Estou grata por Ser mãe, Ser esposa, Ser filha, Ter saúde e Ter trabalho.

  • Iris Maria

Estou grata por uma amiga não ter desistido de mim e também sou grata pelos que desistiram.

  • Dina Isabel Santos

Estou grata por todos os dias crescer/aprender mais um pouco

  • Carina Branco Dias

Grata pela minha família e amigos e por todos aqueles que me olham com carinho. Grata por ter estes olhos, braços, pernas, sexo vida e corpo. Grata por esta benção que se chama vida.

  • Leonor Nobre

Estar viva

  • Maria Aparecida Nunes

Respirar

  • Sofia Megre

Estou grata por ter saúde

Nota: bem hajam pela participação. Recuperar é que está a dar.

 

Carta ao Jack, amigo do pai.

 

O pai de Laura tinha um problema com o alcool, nesse sentido, ela decidiu escrever uma carta ao « Jack, amigo do pai». Sabia que as crianças, são negligenciadas nos casos em que o progenitor ou ambos abusam do álcool?  São o elo mais fraco.

 

Às vezes não possuímos todas as respostas, principalmente, quando estamos sós

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Ao longo de duas décadas de acompanhamento de pessoas com problemas relacionados com comportamentos adictivos (dependência de substâncias psicoactivas, lícitas e/ou ilícitas, vulgo drogas, incluindo o alcool, jogo, perturbação do comportamento alimentar, dependencia emocional, sexo, shoplifting -furto, compras) o isolamento é um factor presente em todas as adicções.

O isolamento que refiro funciona como uma redoma e um escudo. Isolamento da realidade da doença. Isolamento através das vidas duplas, reforçado pelos segredos, pela vergonha, sentimento de culpa e pela fantasia do controlo. Uma afirmação muito comum, " O meu problema é diferente dos outros. Eu controlo"

Estas pessoas lutam sózinhas contra a doença, o estigma, a negação e a vergonha, todavia, esta luta é inglória e extremamente frustrante, porque do ponto onde começam é o ponto onde acabam, efeito espiral (ciclo vicioso) característico da progressão da adicção. Isto é, o problema tem tendência para se agravar, todavia, a percepção da pessoa sobre o problema é precisamente o oposto. 

Recuperar da adicção é um processo complexo onde TODOS os intervenientes; os indivíduos, familiares e profissionais procuram estar numa espécie de sintonia e focados na solução. Recuperar é que está a dar